JESUS E ACTUALIDADE - JOANNA DE ÂNGELIS / DIVALDO PEREIRA FRANCO

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Re: JESUS E ACTUALIDADE - JOANNA DE ÂNGELIS / DIVALDO PEREIRA FRANCO

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jan 16, 2018 11:14 am

15 = JESUS E TORMENTOS
Genericamente, o homem tem sido considerado como a massa física e mental, ainda incompleta, que demanda o túmulo e ali se consome.
As religiões reportam-se à alma com um destino adrede fixado para o futuro, repousando na ociosidade ou padecendo na punição intérmina.
O mundo é, para os primeiros, um lugar de prazeres imediatos com a inevitável presença do sofrimento, que faz parte da sua imperfeição; para os segundos, é "vale de lágrimas" ou "lugar de degredo".
De um lado, a simplista informação do nada após a morte; do outro, a fatalidade preestabelecida, violando os códigos do querer, do lutar, do vencer.
Uma e outra corrente de pensamento conduz, inevitavelmente, aos tormentos.
Aqui, o gozo até a lassidão dos sentidos, e ali, a amargura frustrante. a castração da alegria em mecanismos de evasão da realidade.
Fundamentados nessas propostas, surgem aqueles que vivem para fruir e os que se recusam à satisfação.
*
Jesus foi o protótipo da felicidade.
Amava a Natureza, os homens, os labores simples com os quais teceu as Suas maravilhosas parábolas.
Não condenava as condições terrenas, não as exaltava.
Na posição de Mestre ensinava como se devia utilizá-las, respeitando-as, com elas gerando alegria entre todos, abençoando-as.
Como Médico das almas propunha vivê-las sem pertencer-lhes, assinalando metas mais elevadas, que deveriam ser conquistadas com esforço pessoal.
*
Os tormentos humanos procedem da consciência de culpa de cada criatura.
Originário de outras existências corporais, o Espírito herda as suas acções, que ressurgem em forma de efeitos.
Quando aquelas foram saudáveis, estes se lhe fazem benfazejos.
O inverso é, igualmente, verdadeiro.
Dos profundos arcanos da individualidade surgem as matrizes das aflições que se lhe estabelecerão no ser como processos depuradores, facilitando a instalação das enfermidades, dos tormentos, das insatisfações.
Da mesma forma, criam-se-lhe as condições favoráveis para a existência, fácil ou árdua, no lar caracterizado por problemas sócio-económico-morais, ou enriquecido de amor e recursos que lhe favorecem a jornada.
No ser profundo, imortal, encontram-se as raízes dos fenómenos que agora lhe repontam sobre o solo da organização carnal.
*
Os teus tormentos actuais são tormentos que engendraste em vidas passadas.
Atormentaste com impiedade e agora sofres sem conforto.
Afligiste sem misericórdia e ora padeces sem afeição.
Inquietaste com perversidade e hoje te perturbas sem consolo.
O teu íntimo é um caldeirão fervente.
Os conflitos se sucedem e sais de um para outro desespero.
Tens dificuldade em exteriorizá-los, verbalizá-los, aliviando-te.
Fobias, complexos, recalques dominam-te a paisagem mental e te sentes um fracassado.
Retempera o ânimo, porém, e sai do refúgio dos teus tormentos para a luz clara da razão.
Ninguém está, na Terra, fadado ao sofrimento. aos conflitos destruidores.
Todos retornam ao mundo para aprender, recuperar-se, reconstruir.
Na ausência do amor-acção, aparece-lhes a dor-renovação.
Assim, dispõe-te à paz, à libertação dos tormentos e lograrás alcançá-las.
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Re: JESUS E ACTUALIDADE - JOANNA DE ÂNGELIS / DIVALDO PEREIRA FRANCO

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jan 16, 2018 11:14 am

*
No inolvidável encontro de Jesus com a mulher de vida libertina, que Lhe lavou os pés com unguento de lágrimas, enxugando-os com os seus cabelos, temos a psicoterapia para todos os tormentos.
Disse Ele ao anfitrião que o censurava mentalmente por aceitar a atitude da pobre atormentada:
"Ela muito amou, e, por isso, os seus pecados lhe serão perdoados."
Fitando-a com ternura e afeição, recomendou-lhe:
"Vai-te em paz, a tua fé te salvou."
O amor que se converte em reparação de erros é a eficiente medicação moral para todas as chagas do corpo, da mente e da alma.
Ama e tranquiliza-te, deixando os teus tormentos no passado, e, ressuscitando dos escombros. ressurge, feliz, para a reconstrução sadia da tua vida.
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Re: JESUS E ACTUALIDADE - JOANNA DE ÂNGELIS / DIVALDO PEREIRA FRANCO

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jan 16, 2018 11:14 am

16 = JESUS E REPOUSO
Há, no homem, sempre presente, um imenso desejo de repousar, espairecer, sair do trabalho, refazer energias.
Programas de férias se sucedem em todas as quadras do ano, com excursões, desportos, divertimentos.
Quem reside nos campos deseja viajar às cidades; quem trabalha nas montanhas busca as praias; quem vive nos trópicos anela pelo frio e as recíprocas são verdadeiras.
A febre das viagens toma conta das criaturas.
Aquele que as não realiza, sente-se diminuído, marginalizado, sem status social.
Por extensão, todos desejam realizar o seu plano alternativo de espairecimento e descanso.
Um grande número se entrega a trabalhos esfalfantes durante o ano para economizar e realizar o seu sonho nas férias.
Labora até a exaustão, assume compromissos para pagar depois, a expensas de juros escorchantes no resgate penoso, a fim de gozar hoje.
Comenta-se sobre as facilidades para viajar, as vantagens, e tudo são apenas palavras.
Trata-se de um modismo.
Com raras excepções, as viagens são penosas e as excursões exaustivas. Pouco repouso e muito incómodo.
As alegrias e entusiasmos do começo emurchessem à medida que passam os dias, substituídos pelo sono irregular, pelas indisposições, pelas horas intérminas de espera em hotéis abarrotados, com serviços deficientes e outros percalços.
A propaganda bem apresentada fala da excelência de tudo, que a realidade demonstra não ser verdade.
Na ocasião do retorno, quando não acontecem problemas muito comuns em tais ocasiões, recompõem-se as aparências a fim de impressionar aqueles que ficaram, e os comentários exagerados afloram aos lábios sorridentes dos felizardos, que agora partem para a faina de regularizar ou recuperar os gastos, cansando-se muito mais.
*
Toda mudança de actividade faculta renovação de energias e dá novas motivações.
Um bom balanço de labores define quais as opções de que se dispõe como alternativas para o bem-estar.
O homem necessita, sem dúvida, de férias, de repouso, de espairecimento, que lhe proporcionam alegrias e refazimento para prosseguir trabalhando.
Expedientes excitantes, planos extravagantes, movimentação contínua e horários preestabelecidos constituem esforços desnecessários, com desperdício de energias.
A preocupação com trajes, a aparência, o tormento das compras de novidades e lembranças, exaurem o sistema nervoso, que se desgoverna, gerando irritação e mau humor.
*
Jesus comentou que "o Pai até hoje trabalha" e Ele "também trabalha".
O trabalho é lei da vida, tanto quanto o é o repouso.
Este, porém, não é paralisação, ociosidade, nem corrida da busca de coisa-nenhuma.
Como repouso entenda-se tranquilidade interior, recuperação de forças, conquista de optimismo, estar de bem com a vida.
Proporcionar-se relaxação, leitura agradável, desporto sadio, convivência com pessoas experientes, joviais, alegres, sem ruídos, viajar em calma para tomar contacto com outros lugares, costumes, indivíduos, sem pressa, constituem método eficaz para um bem utilizado repouso.
Igualmente, meditar, no próprio lar; orar, buscando sintonia com as nascentes do pensamento superior; confraternizar com os sofredores, confortando-os e ajudando-os; asserenar-se, escutando melodias de profundo conteúdo emocional, são recursos valiosos e técnicas de repouso que podem ser aplicados em qualquer lugar, nas horas possíveis.
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Re: JESUS E ACTUALIDADE - JOANNA DE ÂNGELIS / DIVALDO PEREIRA FRANCO

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jan 16, 2018 11:14 am

Basta entrar no quarto, fechar a porta e conversar com Deus, conforme ensinou Jesus ao referir-se à técnica da oração. O quarto é o mundo íntimo e a porta é o acesso ao exterior.
Nesse lugar silencioso ouvirás Deus.
*
No teu programa de saúde física e mental inclui o repouso como necessidade prioritária.
Cuida, porém, do que farás como recurso repousante.
Aproveita a ocasião para descobrires-te, conheceres-te melhor e identificar O que, em verdade, te é indispensável, seleccionando com rigor aquilo que necessitas para uma vida saudável, abandonando ou dando menos valor aos demais.
Repouso, sim, com acção edificante.
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Re: JESUS E ACTUALIDADE - JOANNA DE ÂNGELIS / DIVALDO PEREIRA FRANCO

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jan 16, 2018 11:14 am

17 = JESUS E INSEGURANÇA
Segurança, na Terra, é conquista muito difícil e remota.
Face à condição de ser "planeta de provas e expiações", o processo evolutivo sempre se apresenta exigindo árduos esforços nas lutas em que todos se devem empenhar.
Igualmente, a constituição somática frágil, sujeita a muitos factores que a agridem, proporciona estados transitórios de harmonia, alterados por desgastes, desajustes e renovação constante de peças.
Do ponto de vista emocional, as heranças que jazem no Espírito, responsáveis pelo seu crescimento, surgem e ressurgem em forma de angústias e alegrias, que se sucedem, umas às outras, até o momento da libertação.
Além disso, o estágio moral em que transitam os indivíduos não Lhes tem permitido liberar-se dos seus instintos agressivos, que os levam às neuroses, às paranóias, às enfermidades mentais, à violência.
Multiplicam-se, em consequência, os crimes com celeridade incontrolável, ao tempo em que os mecanismos de repressão igualmente se tornam desumanos, tornando o mundo todo uma imensa arena na qual se digladiam as forças antagónicas em belicosidade incessante, volumosa.
O mercado do sexo, das drogas, dos vícios em geral, vem enlouquecendo as populações, e a insegurança do homem se torna um fenómeno quase normal.
Todos tentam conviver com ela, acostumar-se, quase aguardando a vez de cada um ser agredido.
Instala-se, no íntimo, a desconfiança, e todo um séquito de famanazes a segue, dominando, a pouco e pouco, as paisagens psicológicas do homem.
*
Compreendendo o primitivismo em que se debatia a humanidade do Seu tempo, Jesus percebeu quão difícil seria a implantação da paz nos corações e quantas lágrimas seriam vertidas, a fim de que tal acontecesse.
Por esta razão, previu as catástrofes e hecatombes que as criaturas desencadeariam, bem como as incontáveis aflições que se imporiam, aprendendo lentamente o respeito pela vida, conforme relata o Seu discípulo no "sermão profético". (*)
Ofereceu, porém, uma perspectiva de paz, ao afirmar que "aquele que perseverar até o fim, será salvo".
A salvação, aqui, deve ser tomada como um estado de consciência tranquila, de autodescobrimento, em que o mundo interior assoma, governando os impulsos desordenados e harmonizando o indivíduo.
Salvo está aquele que sabe quem é, o que veio fazer no mundo, como realizá-lo, e, confiante, se entrega à realização do compromisso estabelecido.
A responsabilidade faculta-lhe segurança relativa para o desempenho da actividade a que se vincula.
Cada pessoa tem um compromisso específico na vida e com a vida. Jesus no-lo demonstrou, e o Seu, foi de construção do "reino de Deus" na Terra.
Não se deteve e nunca postergou essa realização.
Da mesma forma, a segurança pessoal e colectiva resulta do grau de comprometimento do indivíduo, bem como do grupo social.
Ele atestou a segurança que o caracterizava em todos os momentos, por estar comprometido sem restrições.
Propunha: "Credes em Deus? Crede também em mim". "Ide e pregai"; "Tomai sobre vós o meu fardo e aprendei comigo, que sou manso e humilde de coração.
Inúmeras vezes, o seu comprometimento com a Verdade desvelava-Lhe a segurança que O sustentava na acção.
Sem demonstrar agressividade ou teimosia, a Sua certeza era tranquila, a Sua determinação imbatível.
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Re: JESUS E ACTUALIDADE - JOANNA DE ÂNGELIS / DIVALDO PEREIRA FRANCO

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jan 17, 2018 10:39 am

A segurança do Mestre acalmava aqueles que se Lhe apoiavam, que confiavam nEle.
Sempre tranquilo, irradiava essa segurança, que mimetizava quantos se lhe entregavam, até mesmo diante do martírio que enfrentavam com desassombro.
*
Jesus ensina como deve o homem lograr a sua evolução psíquica, que deve ser desenvolvida simultaneamente com a orgânica, o que demanda tempo.
E por isso, não apresenta receita salvacionista ou simplista, de ocasião.
Antes, propõe o amadurecimento pelo esforço constante. mediante avanços e recuos para fixar o aprendizado e prosseguir até a meta final.
Saber aguardar, esforçando-se, é uma lei que lhe faculta a vitória.
*
Desejando segurança na vida, busca Jesus e a Ele confia os teus planos.
Faze a parte que te diz respeito e não desfaleças na conquista dos objectivos que parecem distantes.
Retempera o ânimo e persevera.
A segurança te virá como efeito da paz que te luarizará o coração, servindo de estímulo para todas as tuas futuras conquistas.

(*) Marcos: 13, 1 e seguintes.
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Re: JESUS E ACTUALIDADE - JOANNA DE ÂNGELIS / DIVALDO PEREIRA FRANCO

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jan 17, 2018 10:39 am

18 = JESUS E SOFRIMENTOS
Quando procurado pelos portadores de enfermidades, Jesus sempre os inquiria se realmente desejavam a saúde, ou criam que Ele os poderia curar.
Era de fundamental importância para o restabelecimento do enfermo a sua segurança íntima sobre estes dois requisitos: querer e crer.
Complementando-se um no outro, tornam-se essenciais para o restabelecimento físico e psíquico do candidato à cura.
*
O querer em profundidade, sem reservas, altera completamente o quadro psicofísico do indivíduo, que se transfere do estado inarmônico em que se encontra para o de equilíbrio, auxiliando o organismo na restauração dos seus equipamentos danificados.
A doença não é mais do que um sintoma do desarranjo do Espírito, em realidade o portador da mesma.
O ato de querer libera-o dos elementos perniciosos, geradores dos distúrbios que se apresentam na emoção, na mente e no corpo.
Querer é decidir-se, abandonando a acomodação parasitária ou o medo de assumir responsabilidades novas perante a vida, desse modo arrebentando as cadeias da revolta persistente, da auto-compaixão, das sombras nas quais o indivíduo se oculta.
Quem quer, investe; e ao fazê-lo, age de forma a colher os resultados almejados.
*
O crer é uma decisão grave, de maturidade emocional e humana.
A crença vive inata no homem, aguardando os estímulos que a façam desabrochar-se, enriquecendo de forças a vida.
Há uma crença automática, natural, herança arquetípica das gerações passadas, que induz à aceitação dos factos, das ideias e experiências, sem análise racional.
E existe aqueloutra, que é resultado da elaboração da lógica, das evidências dos acontecimentos com os quais a razão anui.
Crê-se, portanto, por instinto e por conhecimento experimental.
*
Quando se quer, despojado de dúvida, a crença no êxito já se encontra no bojo do desejo exteriorizado.
O receio aí não tem guarida, nem as vacilações produzem desconfiança.
A paisagem mental irisa-se de luz e os componentes da infelicidade se diluem sob os raios poderosos da vontade bem dirigida.
*
Querer e crer conduzem à luta, mediante a decisão de sair da furna sombria para o campo do êxito.
Após o logro feliz, devem prosseguir estes dois valores morais comandando a integridade emocional, para impedir a recidiva.

* No episódio do paralítico, que foi descido pelo telhado e posto ao Seu lado, como em outros variados, as duas questões são postas em evidência pelo Mestre.
À pergunta directa:
"Tu crês que eu te posso curar?", o doente respondeu:
"Sim", demonstrando a fé que o dominava, ao mesmo tempo retractando querer recuperar a saúde, tal o esforço empreendido para estar ali.
Movimentara amigos e pessoas solidárias; submetera-se ao desconforto de ser conduzido; tivera aumentadas as dores, e, porque queria. conseguiu.
Sensibilizado por tal esforço, Jesus o libertou da doença, de que ele, sem revolta, desejava despojar-se.
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Re: JESUS E ACTUALIDADE - JOANNA DE ÂNGELIS / DIVALDO PEREIRA FRANCO

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jan 17, 2018 10:39 am

*
Nas tuas dificuldades e dores, abandona a complacência para com elas e toma a segura decisão de querer ser feliz e crer que o conseguirás.
Nada te impede o tentame. Basta que estabeleças, no íntimo, o desejo forte de libertação.
Sacudido pela dúvida, rechaça-a.
Perturbado pelo pessimismo, contempla os triunfadores que lutaram antes de ti.
Não lhes foi diverso o esforço para a vitória.
Sucede que iniciaram o labor sem que o soubesses e agora vês somente o seu resultado.
Ademais, apela para Jesus com firmeza, certo de que a tua rogativa não ficará sem resposta, e abre-te ao influxo da força restauradora, não lhe opondo barreiras.
Se queres a paz e a saúde, e crês na sua imediata conquista, não adieis o teu momento de consegui-las, pois este é agora.
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Re: JESUS E ACTUALIDADE - JOANNA DE ÂNGELIS / DIVALDO PEREIRA FRANCO

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jan 17, 2018 10:39 am

19 = JESUS E INGRATIDÃO
Os sentimentos de amor, justiça, caridade e gratidão são inerentes à natureza humana, herdeira natural do bom, do nobre, do belo.
Todavia, porque ainda se demora em crescimento de valores, mais vinculada atavicamente aos instintos primitivos, não se manifestam essas qualidades, que devem ser cultivadas com esforço até que se expressem por automatismos defluentes da sua elevação interior.
Em razão disso, são mais comuns as manifestações agressivas, as rebeldias, as ingratidões que aturdem, mantendo um clima mental e emocional belicoso entre os homens.
A ingratidão, que é desapreço, apresenta-se como grave imperfeição da alma, que deve ser corrigida.
O ingrato é enfermo que se combure nas chamas do orgulho mal dissimulado, da insatisfação perversa.
A si todos os direitos e méritos se atribui, negando ao benfeitor a mínima consideração, nenhum reconhecimento.
Olvidando-se, rapidamente, do bem que lhe foi dispensado, silencia-o, mesmo quando não pensa que o recebido não passou de um dever para com ele, insuficiente para o seu grau de importância.
A ingratidão é chaga moral purulenta no indivíduo, que debilita o organismo social onde se encontra.
Assim, os ingratos são numerosos, sempre soberbos, e auto-suficientes, em dependência mórbida, porém, dos sacrifícios dos outros.
*
Jesus sempre admoestava os ingratos que lhe cruzavam o caminho.
Nunca lhe faltaram no ministério estes infelizes.
No admirável fenómeno de cura orgânica dos dez leprosos, patenteiam-se a ingratidão dos beneficiados e a interrogação do Mestre, diante daquele que havia retornado para agradecer:
"Onde estão os outros?
Não foram dez os curados?"
Nove se haviam ido, apressados, para o gozo e a algaravia, recuperados por fora, sem liberação da doença interna, que desapareceria somente a partir do momento em que fossem agradecer, modificando-se psicológica e moralmente.
Na tragédia do Calvário, não se encontrava presente nenhum dos que foram beneficiados pelas Suas mãos, e estes haviam sido muitos.
Ele iluminara olhos apagados; abrira ouvidos moucos; ofertara som aos lábios silenciosos; equilíbrio a mentes tresvariadas; movimentos a membros mortos; vida a catalépticos; recuperação orgânica a portadores de males inumeráveis e, no entanto, ficou esquecido por todos eles.
Não obstante o bem que receberam, fugindo do reconhecimento, os ingratos viram-se diante de si mesmos, das consciências molestadas pelos remorsos, tornando a enfermar e morrendo, pois que deste fenómeno biológico ninguém escapa.
*
O Mestre conhecia as debilidades morais do homem e sempre se preocupava em alcançá-las, a fim de que as pretendidas curas alcançassem as matrizes das doenças, onde as mesmas se originam, erradicando-as, de modo que não voltassem a produzir miasmas e males perturbadores.
A Sua era uma constante proposta de renovação de metas, de atitudes, de pensamentos.
Sendo o exemplo máximo, pedia que O vissem, isto é, que Lhe tomassem a conduta de desapego das paixões cáusticas e cuidassem de uma só coisa necessária, que é o "reino de Deus" embutido no coração.
Na busca do mais importante, o seu encontro elimina o secundário, que deixa de ter valor, para ceder lugar ao essencial, que é o necessário.
Os homens, porém, na superficialidade dos seus interesses, anelam apenas pelo imediato, que lhes satisfaz num momento, deixando-os ansiosos outra vez.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jan 17, 2018 10:39 am

Por imaturidade espiritual, ceifam a árvore de onde retiram os frutos de hoje, acreditando, com ingenuidade, que não terão fome amanhã. E quando esta se apresenta novamente, não têm onde recolher o alimento.
Assim agem os ingratos.
Toldam a água da fonte que os dessedentou; queimam o trigal que lhes deu o pão; cortam a planta frutífera que os alimentou; afastam o amigo generoso que os socorreu.
Em contrapartida, vivem a sós, amesquinhados, em si mesmos por conhecerem o íntimo.
Desconfiados, neurotizam-se; arbitrários, são desamados; soberbos, passam ignorados.
*
Não te preocupes com os ingratos dos teus caminhos de amor.
Prossegue, ofertando luz, sem te inquietares com a teimosia da treva.
Onde acendas uma lâmpada, a claridade aí derramará dádivas.
Os teus beneficiários que te abandonaram, esqueceram ou se voltaram contra ti, aprenderão com a vida e compreenderão, mais tarde, o que fizeram.
Recordarão das tuas atitudes e buscarão passar adiante o que de ti receberam.
Não é, portanto, importante, o tratamento que te dêem em retribuição, mas sim, o que prossigas fazendo por eles.
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Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jan 17, 2018 10:40 am

20 = JESUS E INIMIGOS
O progresso tecnológico, favorecendo o conforto, implacavelmente nivela os homens em uma só faixa, produzindo um tipo de igualdade desumanizadora que o consumismo estabelece como logro social relevante.
Por efeito, uma comunidade é tida como feliz em razão dos instrumentos electrónicos de que dispõe, dos automóveis, iates e até aviões que aguardam para serem utilizados.
Os modismos assolam, gerando um comportamento mesmista, em que os indivíduos se imitam, assumindo posturas idênticas, com enfraquecimento dos ideais, da ética, da família, da criatura em si mesma.
Reagindo a tal conduta, multiplicam-se aqueles que se apresentam originais, já não surpreendendo pelo exotismo e desprezo a tudo e todos, denominados como "reaccionários por protestos", de imediato aceitos, imitados e absorvidos, logo passada a novidade.
Tais posturas escondem os chamados complexos colectivos, que destroem a vida, instalando o clima de indiferença, quando não de instabilidade nas pessoas.
Há modelos para todos os nivelamentos de indivíduos com injustificável desprezo pela sua identidade humana.
Sufocado pela falta de humanidade, o homem busca refúgio nos partidos políticos, nos clubes sociais e desportivos, nos aglomerados, temendo enfrentar-se.
Permanece na multidão, sofrendo de insuportável soledade.
Vê inimigos em toda parte e busca afastá-los, usando artifícios segregacionistas de vários tipos, embora fantasiando-se de democrata e solidário.
*
Os inimigos mais cruéis, todavia, permanecem no imo das próprias criaturas, que os vitalizam com o orgulho, o egoísmo e o disfarce da acomodação social aparente.
Jesus soube identificá-los, como jamais alguém logrou fazê-lo em tal profundidade.
Ouvia os Seus interlocutores, que embora dissimulassem os motivos reais que os assinalavam, não conseguiram passar despercebidos.
Diante da Sua visão penetrante se desnudavam os hipócritas e enganadores.
A Sua posição moral impunha-se-lhes, no entanto, e Ele os enfrentava com amor ou energia, conforme a circunstância e a intenção de que se revestissem; sempre porém generoso.
Levava cada um a auscultar-se e adentrar-se, a fim de extirpar as matrizes do mal em desenvolvimento.
Logo depois, estimulava-os ao crescimento pessoal, desarticulando os mecanismos mentais e sociais que conspiravam para a decadência geral, pela queda do nível cultural e emocional que deve constituir a base da sociedade.
*
Em a negativa de Pedro, três vezes repetida, a respeito do amigo, temos uma lição de grande magnitude, porquanto, tão logo ele veio a cair em si, chorou amargamente".
(*)
A explosão das lágrimas foi-lhe a oportuna catarse liberativa do arrependimento que o poderia neurotizar, levá-lo, como aconteceu a Judas, ao suicídio infame.
Reergueu-se da queda, venceu o medo inimigo e a pusilanimidade adversária, dando, a partir dali, todo o restante da vida ao serviço de reparação pelo bem.
Jesus, por Sua vez, aceitou-lhe a oferenda de amor, utilizando-o no ministério.
O Mestre conhecia-o. Por isso, anunciara-lhe a defecção porvindoura, as fragilidades, apontando-lhe os inimigos internos que deveria combater.
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Re: JESUS E ACTUALIDADE - JOANNA DE ÂNGELIS / DIVALDO PEREIRA FRANCO

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jan 17, 2018 10:40 am

*
Não temas enfrentar as tuas sombras, esses inimigos que vigem em ti mesmo.
Fortalece o ânimo e concentra-te em Jesus, a própria terapia actuante.
Deixa que a tua emoção O alcance.
Não tenhas medo destes adversários com os quais convives sem saber.
Identifica-os, um a um, desembaraçando-te logo após da pressão que exercem sobre ti.
Recupera a tua humanidade, sendo tu mesmo.
Convive com todos no teu grupo social, mas preserva-te, sem seguir os modelos fabricados pelo consumismo devorador e neurotizante.
Permanece aberto à renovação, à diversidade, à tua identidade.
Desprovido de prevenções e precauções perturbadoras, gozarás de optimismo, factor essencial a uma vida sadia e a um inter-relacionamento social saudável.

(*) Mateus:26,75.

Fim

§.§.§- Ave sem Ninho
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