O Vale dos Espíritas - Atanagildo / Sávio Mendonça

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Re: O Vale dos Espíritas - Atanagildo / Sávio Mendonça

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Fev 12, 2018 10:25 am

As toxinas energéticas podem ser assim identificadas:
o peso cármico que o ser traz consigo e que consta do seu registo akáshico; os desequilíbrios ou vícios relacionados à comida, sexo, bebidas alcoólicas, drogas, e outras coisas mundanas; e ainda os apegos a paixões e pessoas encarnadas, os apegos a sentimentos de vingança e ódio em relação a outros por sentir-se atacado ou agredido e afectado negativamente, julgando-se orgulhosamente com o passado intocável e não merecedor do mal que lhe fizeram, pois não enxerga ou não quer enxergar o mal que também praticou; as insatisfações diversas; a impaciência e ansiedade por achar que tudo tem que acontecer no seu tempo e não no tempo de Deus ou no fluir natural das coisas; a intolerância para com próximo, por ser diferente de si ou por ter tomado rumos diferentes na vida, avesso à sua intolerante vontade; a tristeza por não ter pessoas e coisas ao seu lado, como se fosse proprietário delas, sem considerar que tudo pertence a Deus e que tudo é transitório; os estados depressivos por sentir-se "orgulhosamente" derrotado e por ter incutido na mente que deveria ser sempre vencedor; as frivolidades por indisciplina, desrespeito ao próximo e busca de prazeres indevidos, dentre outras características nesse mesmo tónus vibratório inferior.
No mundo extrafísico, essas toxinas astrais deixam muitas entidades enlouquecidas e com um sofrimento atroz, sem ter para onde correr, e por isso costumam assediar, obsidiar e vampirizar encarnados para sugar-lhes bioplasma e ectoplasma e assim satisfazer seus desejos e paixões, ou para exercerem suas vinganças por meio de perseguições.
A Bondade Divina então providencia a encarnação desses espíritos para minorar seu sofrimento e dar a eles oportunidades de drenar na carne o psiquismo intoxicado que lhes causa dores agudas, bem como para ter oportunidades de descobrir novos caminhos de vida, em direcção ao bem de si próprios e do próximo.
E quando o espírito encarna traz consigo todas essas toxinas que se materializam em forma de estados doentios no corpo, ou mesmo de defeitos genéticos.
Esses desequilíbrios estão impregnados na mente e no coração do ser.
Por isso há uma tendência a repetição de actos, em função de reflexos passados, gravados no perispírito.
Então, a alma precisa ser trabalhada, por meio de estudo, orientação, vontade própria dirigida para o bem, educação interior através do autocontrole, diálogo com as próprias mazelas, num firme propósito de autoconhecimento e de renovação íntima de cada uma dessas imperfeições morais.
O crescimento espiritual será enorme quando esse trabalho for realizado durante a encarnação, de modo que, ao perder o corpo com a morte física, o espírito possa estar um pouco mais leve para ascender a ambientes mais subtis no mundo astral, onde haja clima propício para maior expansão da consciência e do amor, onde haja mais felicidade e ele possa ir se libertando do sofrimento milenar, das toxinas mentais-emocionais e cármicas.
Não se avança na evolução e na libertação do sofrimento sem trabalho na intimidade do ser, voltado para o auto-conhecimento e a auto-renovação.
Do contrário, o espírito poderá defrontar-se com situações similares aos casos relatados nesta obra, em que as pessoas acreditam que o conhecimento adquirido é tudo o que necessitam para posicioná-las em novos degraus evolutivos.
Crescer intelectualmente, mesmo no campo do conhecimento espiritual, não significa evoluir, se não houver transformação dos sentimentos rumo à humildade, perdão, esperança, fé, paciência, tolerância, persistência, gratidão, alegria serena, boa vontade e disposição em servir incondicionalmente.
Observem que o primeiro passo será sempre a vivência da humildade, e que o orgulho recrudescido no ser representará a porta fechada para o encontro com a ajuda espiritual e os primeiros sinais da verdadeira felicidade.
Muitos confundem humildade com estado de humilhação, ou seja, estado de inércia improdutiva a ponto de a "ovelha" entregar-se gratuita e irresistivelmente para que o "lobo" selvagem a devore.
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Re: O Vale dos Espíritas - Atanagildo / Sávio Mendonça

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Fev 12, 2018 10:25 am

É preciso trabalhar contra o mal interior, e atenção redobrada deve existir para com as artimanhas do "lobo" do orgulho que habita o ser humano e se manifesta de diversas formas, algumas vezes muito subtis.
Humildade pressupõe, antes de tudo, aceitar o que Deus coloca no caminho de cada um, mesmo que "aparentemente" isso seja negativo, pois certamente será positivo para o espírito, ainda que essa percepção só ocorra a médio ou longo prazo.
Humildade significa conexão da pessoa com um estado elevado de consciência, buscando a compreensão para os factos da vida, a tolerância para com a imperfeição alheia, assim como para com a imperfeição de si próprio.
Não se conquista a humildade do dia para a noite, e num único salto consciencial.
É um processo que pode levar anos, décadas, séculos e até muitas encarnações.
O importante é encontrar-se no caminho da expansão da humildade interior e a cada dia trilhar um pouco mais em direcção à humildade crística, que é a luz central que ilumina todos os seres humanos da Terra.
Exercitar a humildade significa, em muitos casos, exercer o autocontrole para não deixar que o "lobo" selvagem do orgulho reaja violentamente contra o próximo e contra si mesmo, seja por força física ou força mental negativa.
Torna-se imprescindível realizar-se a auto-análise diária para conversar com este "lobo" e, à medida que isso se torna constante, ele naturalmente vai deixando de ser tão selvagem e aos poucos tornando-se dócil e amorável, enfim mais humilde.
O que tem levado muitos irmãos espíritas às zonas umbralinas ou infernais, após a morte física, e também irmãos de outras crenças religiosas que se julgam auto-suficiente, é primeiramente o orgulho, depois a vaidade, e logo na sequência o egoísmo e as culpas.
Essas mazelas se manifestam de muitas formas no dia a dia dos seres humanos e, aos poucos, vão se cristalizando e dando origem às egrégoras que, ao serem criadas pela própria mente e sentimentos humanos, tentam se fortalecer e manter-se plenamente vivas, por meio da reincidência desses actos.
Isso exigirá um mergulho no mundo íntimo da pessoa, para descobrir onde essas mazelas se alojam, o que poderá demandar atenção redobrada, pois muitas delas se refugiam em verdadeiros esconderijos da alma.
São como pessoas que estão sendo procuradas pela Justiça: umas poderão se entregar facilmente e se dispor a cumprir a lei, outras tentarão fugir ou esconder-se para não serem pegas.
No entanto, algum dia serão defrontadas pela Justiça e não terão para onde fugir ou se esconder, chegando a hora da verdade e da vivência da humildade.
A seguir, abordaremos alguns aspectos muito comuns na vida, citando as diversas formas de expressão do orgulho, vaidade, egoísmo e apego aos vícios, que exigem atenção, cuidado, auto-conhecimento, diálogo amorável, aceitação da presença dessas mazelas na intimidade do ser, e então trabalho firme e sincero de auto-educação (processo de auto-renovação).
Tropeços e reincidências em erros ou submissão temporária a essas imperfeições certamente ocorrerão, pois reflexos condicionados e apegos não são simples de serem transformados e exigem concentração de esforços contínuos.
É preciso alimentar a fé, a autoconfiança, a determinação e a persistência para prosseguir, sem culpas, pedindo a Deus em suas preces forças e expansão quântica de atributos na alma.
Certamente lhe serão estendidas as mãos para reerguê-lo, com banhos energéticos de incentivo ao prosseguimento da caminhada, que será longa.
Essa ajuda lhe será dada proporcionalmente ao nível de sinceridade e vontade de autotransformação.
Torna-se essencial cultivar-se sentimentos de esperança, gratidão e alegria por estar no caminho, pois estes serão bálsamos indispensáveis.
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Re: O Vale dos Espíritas - Atanagildo / Sávio Mendonça

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Fev 12, 2018 10:25 am

Se alguém agredi-lo com palavras ou algum ato indesejável, é preciso atenção e controle do "lobo" selvagem do orgulho que tentará reagir, regido pela raiva e desejo de vingança, como mecanismo impulsivo e natural de auto-protecção.
Essa reacção precisa ser educada na intimidade do sentimento e não apenas no ato de reagir.
O indivíduo não precisa abaixar a cabeça e humilhar-se, e sim manter-se firme na atitude receptiva do outro, ouvindo-o e observando-o com o coração aberto, com boa vontade, e analisar a situação com neutralidade, sem paixões.
Só então poderá verificar se a pessoa de facto tem razão ou se está equivocada.
Se tiver razão, é hora de aceitar e, dependendo do clima no momento (porque pode-se deixar para falar depois, quando os ânimos estiveram menos exaltados), dizer que aceita aquela posição, pedindo perdão e procurando senti-lo no fundo do coração.
Afirmar que gostaria que, nas próximas vezes, houvesse um diálogo maduro, directo, sincero, com educação e respeito.
Esse processo deve ser vivenciado olhando sempre o agressor nos olhos, não com olhar agressivo, mas levemente firme e serenamente fixos.
Se o agressor estiver errado, a atitude será a mesma; só que o agredido poderá expor ao outro que, nas próximas vezes, gostaria que situações como essas ocorram de forma diferente.
Assim, o agredido poderá explicitar-se com calma, firmeza, envolvendo o outro com compaixão, mentalizando uma luz verde brilhante a cobrir-lhe o corpo e a alma, mentalizando uma luz rosa-clara brilhante focada na direcção do seu coração, a fim de amolecer o orgulho.
Essa disposição amorável de ajudar o próximo terá efeitos benéficos, e tanto mais duradouros quanto maior for a disposição do outro em vivenciar a humildade dentro de si.
Podemos apoiar e ajudar o próximo, mas cada um é responsável por sua própria evolução.
Há muitos casos de conflitos surgidos por problemas de comunicação, de entendimento de pontos de vista diferentes.
Aí exige-se daquele que tem uma percepção mais ampliada do facto que intermedeie o conflito, sempre deixando claro que o problema talvez seja os "olhares" diferentes para o caso.
Um bom argumento é a pessoa que se sente incompreendida afirmar que talvez não esteja se fazendo entender e que a situação exige paciência e tolerância, que as percepções ou entendimentos diferentes exigem um nivelamento de compreensão.
Assim, havendo boa vontade, tudo tenderá a ser resolvido.
Outro caso muito comum na vida cotidiana diz respeito à alimentação, ato que, em média, se realiza no mínimo três vezes ao dia, caracterizando-a como uma prática tão importante quanto a respiração, pois representa a terceira fonte de energia vital para a sobrevivência na carne, depois da respiração e do ato de beber água.
O ser humano chegou a um estágio de evolução em que não lhe cabe mais alimentar-se da carne dos animais, nossos irmãos menores que merecem evoluir como os humanos, e que para tanto precisam viver.
Somam-se a isso os males ou a infestação de toxinas residuais que essa alimentação causa ao corpo físico e ao corpo astral, e que se amplifica quando se adiciona à dieta alimentos artificiais, ricos em produtos químicos ou gorduras saturadas.
O ser humano tende a se acostumar e a apegar-se a certos alimentos, e esse apego pode lhe gerar dependência após a morte física, favorecendo a ocorrência de obsessão para captar esses fluidos deletérios.
Um teste interessante é deixar de comer certos alimentos e verificar se se consegue sobreviver sem eles, dominando ou não os instintos que os desejam.
O vício existirá quando a pessoa passa a ficar desesperada e tenta obter tais alimentos a todo custo.
Nesse caso, os alimentos, ou mais precisamente os instintos viciados, estão dominando a pessoa.
Aquele que sente revolta ao adoptar uma nova dieta alimentar está sendo dominado pelo próprio orgulho, ou seja, não está deixando que a humildade comece a habitar-lhe a alma, aceitando que aquela nova prática alimentar o torne mais saudável.
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Re: O Vale dos Espíritas - Atanagildo / Sávio Mendonça

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Fev 12, 2018 10:25 am

O vício da alimentação antiga está alimentando o orgulho para que ele reaja à mudança.
Não estamos pregando aqui a ruptura alimentar, que pode causar desnutrição ou abatimentos físico-mentais, mas a busca de uma dieta mais saudável e de acordo com a realidade espiritual e corpórea, compreendendo que o Universo está em evolução e, portanto, o consumo de alimentos também deve evoluir, tornando-se mais funcional, mais equilibrado, o que exigirá mudanças.
Se formos transportar essa dependência por alimentos para outros produtos que não são alimentos, mas que criam vícios, como drogas e álcool, certamente o encarnado deverá estar ainda mais atento.
Deverá tentar ao máximo desprender-se desses vícios ainda na carne, pois o desencarne de um espírito viciosamente apegado a certos consumos certamente lhe causará estragos no perispírito e o tornará alvo fácil para os "urubus" do Umbral e do Astral inferior, podendo tornar-se escravo de entidades maléficas ou obsessor de pessoas encarnadas viciadas ou tendentes ao vício de álcool e drogas em geral (maconha, cocaína, êxtase, crack e outras), para sugar-lhes as energias ectoplásmicas intoxicadas por esses produtos.
Toda vez que se pensa, se sente e se pratica algo neste Universo, são criadas formas-pensamento e energias no Astral que têm cores, aromas e sons, estando o ser encarnado ou desencarnado; embora no plano físico a produção dessas energias seja muito mais intensa em razão do bioplasma e ectoplasma inerentes ao corpo físico.
Essas egrégoras ou vícios formatados acabam criando vida própria e se agregam à aura da pessoa, tendendo a mantê-la viciada.
Por isso é muito comum reagirem à mudança de hábitos, exigindo da pessoa força de vontade e boa vontade para se adaptar a novas posturas de vida e de consumo.
Se o encarnado não consegue vencer o apego ou vício a algum alimento, droga ou álcool, certamente sentirá esse impulso vicioso mais aguçado ao desencarnar e adentrar o outro lado da vida, tendo grandes chances de tornar-se um obsessor ou escravo viciado nas emanações provenientes desses produtos no mundo físico, estimulando o consumo deles por parte de encarnados obsidiados.
Se, por um lado, o vício pode decorrer da ausência de percepção da pessoa que se encontra viciada, a fraca vontade para deixar o vício será um sintoma visível.
Por outro prisma, a aceitação ou não de sua realidade de alma viciada pode estar acobertada por um orgulho que não aceita mudar e se deixa dominar pelo vício.
Assim, deixar brotar a humildade no íntimo do coração é passo vital para o encarnado libertar-se de vícios, ou seja, querer mudar de vida pelo redireccionamento da vontade.
Outro aspecto muito comum e que tende a levar a pessoa encarnada a continuar suas perseguições no mundo astral diz respeito às cobranças.
A máxima de Jesus:
"Dai a César o que é de César" nos explicita muito bem a necessidade de cumprir a lei dos homens e correr atrás dos justos direitos.
Assim, é importante estar atento para perceber se existe revolta no coração ou apenas desejo de buscar seus direitos de modo sereno, não obsessivo.
Portanto, quem deve algo a alguém deve pagar sua dívida, mas se a morte lhe "atropelar" o tempo e a dívida não tiver sido quitada pelo desencarnante, então o encarnado deve buscar seus direitos na Justiça.
Mas, se ainda assim não conseguir liquidar tal débito, deverá entregar a Deus e tentar compreender que aquele bem ou dinheiro não lhe pertencia.
Não poderá ficar alimentando o ódio ou o desejo de vingança daquele que partiu para o outro mundo, sob risco de sair à desforra quando chegar no Além.
O mesmo caso deve exigir atenção daquele que desencarnou antes, levando consigo a insatisfação de alguém por não lhe ter pago alguma dívida.
Esta deve estar perdoada no íntimo do coração, antes da passagem para o mundo astral.
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Re: O Vale dos Espíritas - Atanagildo / Sávio Mendonça

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Fev 12, 2018 10:25 am

Casos de dívidas podem envolver cobranças indevidas ou traições, sejam de casais, de sócios, de amigos, parentes ou conhecidos.
Esses estados interiores de cobranças merecem atenção e busca de perdão sincero, a partir de processos de compreensão e de entrega a Deus do problema.
Estado de resignação não significa inércia, mas sim compreensão interior e ausência de revolta no sentimento.
Muitos que desencarnam cheios de revolta e sentimento de vingança recebem uma carga gigantesca desse sentimento no mundo astral, onde tudo é mais ténue e não há a barreira do corpo e das coisas físicas.
Portanto, tudo o que se sente é muitas vezes multiplicado, em relação à época em que vivia na carne.
Se a pessoa não for um mínimo controlada, quando encarnada, certamente perderá o controle total no mundo astral e tenderá a obsidiar ou tornar-se escrava de entidades inteligentes que utilizarão sorrateiramente seu orgulho e seus vícios em prol de interesses menos dignos.
Casos de vaidade pelo cargo ou posição social que alguém ocupou em vida devem ser observados e tratados.
O mesmo se dá quanto à vaidade pela inteligência de que a pessoa dispõe ou pelo conhecimento que adquiriu, graças ao justo esforço durante estudos e pesquisas.
Mas esse crescimento deve ser entendido e sentido como etapas vencidas em direcção ao serviço incondicional e amorável na seara do Pai.
A vaidade costuma cegar a pessoa e torná-la insensível ao sofrimento e à dor alheios.
Raramente o vaidoso exercita a empatia, ou seja, raramente sente-se sinceramente no lugar do outro que está padecendo de alguma provação ou dor material ou emocional.
A vaidade é uma forma de expressão comportamental e de atitude interior de superioridade que traz em sua base o orgulho.
São formas nefastas de empurrar o espírito para o desfiladeiro do Umbral e de zonas infernais, quando desencarna.
Se a identificação delas dentro da alma e o início do seu tratamento começar antes do desencarne, certamente a pessoa terá muito mais chance de ser socorrida ou ajudada no desencarne.
Para que isso ocorra, é indispensável deixar brotar na alma os sinais de humildade, com aceitação sincera de suas imperfeições, buscando compreender que o ser humano é dádiva de Deus e que tudo o que possui não lhe pertence, mas a Deus, inclusive o que conquistou de conhecimentos ou posições socio-económicas.
Tudo no Universo é passageiro e o ser humano é um inquilino na Terra, que pode usufruir de tudo com responsabilidade, mas isso tudo será deixado aqui, para os que ficarem encarnados.
Aquilo que levar consigo para o mundo dos desencarnados, como inteligência e conhecimentos adquiridos, deverá entender que serão muito bem aplicados nos serviços cristãos a que for chamado a servir com boa vontade e incondicionalmente, exercitando a humildade de sentir-se instrumento ou medianeiro do Pai Maior.
Outro exercício interior fundamental para libertar-se do orgulho é o encarnado ou o desencarnado concluir mentalmente e sentir no fundo do coração que estará sendo eterno aprendiz, recordando a máxima de Sócrates que diz:
"Quanto mais sei, mais descubro que nada sei".
Há um Universo com portas infinitas de conhecimentos pela frente, para serem desbravados, e, uma vez adquiridos, não mais pertencerão a si; deverão estar a serviço de Deus onde quer que esse espírito esteja aprendendo, trabalhando ou servindo.
Ninguém é proprietário de nada ou de quem quer que seja, pois tudo pertence a Deus.
Nesses aspectos, percebe-se o quanto o egoísmo está apegado ao orgulho, já que ninguém tem o direito de reter conhecimentos, coisas ou pessoas como se fossem suas.
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Re: O Vale dos Espíritas - Atanagildo / Sávio Mendonça

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Fev 12, 2018 10:26 am

O Universo, com sua inteligência magnânima e sua bondade infinita, é a própria essência de Deus manifesta, incluindo nessa manifestação a vida humana e todos os seus atributos.
Portanto, o sentido de pertencimento só a Deus é concedido, e Ele é pura liberdade e não aprisiona nada nem ninguém e se expande infinitamente pelo Cosmo.
Assim, é preciso que a alma esteja atenta para não se apegar a nada nem a ninguém.
Sentir amor é sentir a liberdade do outro e das coisas.
Apegos e aprisionamentos estão ligados a paixões inferiores, que precisam ser descobertas dentro de cada ser, a fim de serem trabalhadas e transformadas em sentimentos de verdadeiro amor.
Muitos desencarnam sem ter feito essa descoberta e acabam tornando-se prisioneiros de seus apegos, de seu egoísmo e orgulho, permanecendo aprisionados ao Umbral, às zonas inferiores e a outras entidades que se encontram no mesmo diapasão vibratório.
Esses quadros umbralinos ou infernais formatam substâncias lamacentas e pegajosas no mundo astral, gerando dores emocionais e mentais atrozes, materializando-se no perispírito em forma de dores brutais na cabeça, mal-estar e insatisfação enormes, impaciência enlouquecedora, descontrole emocional atordoante, sensação de aperto gigantesco no coração, como se estivesse sendo sufocado pela tristeza, depressão e abandono.
E o espírito não terá para onde ir, pois estará se defrontando consigo mesmo.
O Umbral ou a zona infernal em que se encontrar será, antes de tudo, proporcional ao local onde seus sentimentos e pensamentos se encontraram dentro de si.
Atenção, porque há uma tendência em muitos de jogar a culpa nos outros e nas situações, ou seja, empurrá-la para fora de si, ao passo que a pessoa afectada em seu orgulho é que tem de ser trabalhada internamente.
Na vida, ela estará sempre assim:
cercada de pessoas mais compreensivas e humildes, e de pessoas intolerantes, impacientes e repletas de orgulho.
O aprendizado é para todos: para quem sofre algum tipo de agressão, bem como para quem emite a agressão.
Ambos os lados necessitam de aprendizado, de beber nas fontes de humildade.
Os atritos por orgulho ainda serão muito intensos na Terra, nestes tempos de transição e encerramento de uma era, em que a provação é dominante.
À medida que o planeta caminhar na nova rota evolucionária, isto é, quando subir definitivamente para o degrau de planeta em regeneração, os atritos entre os orgulhosos continuarão, mas dentro de uma nova abordagem consciencial, de tolerância, paciência, diálogo sincero e educado, permeado por luzes de amor entre as partes, rumo a novos padrões de crescimento interior pelo contacto entre as imperfeições que perpassarem as relações humanas, podendo haver pequenos ou pontuais atritos rectificadores das almas, porém prontas a vivenciar o perdão e a disposição em harmonizar-se.
Atentem, portanto, para o facto de que o orgulho pode travestir-se de diversas formas e enganar a mente com subterfúgios ou artimanhas capazes de mantê-lo como egrégora viva dentro da alma, na tentativa "natural" de sobreviver e prosseguir com sua imantação viciosa o máximo de tempo possível.
Para que haja mudança, há-de despender-se esforço sereno.
As forças contrárias reagirão e exigirão persistência e mais esforço à medida que o espírito avança, não devendo ele esquecer-se de que o plano espiritual superior estará sempre a postos para ajudar a todos que iniciarem essa viagem do autoconhecimento e da auto-renovação.
O importante é dar o primeiro passo e prosseguir persistentemente, com tropeços, mas levantando-se, perdoando-se e bebendo do néctar da fé em Deus, da esperança em dias melhores, da alegria e da gratidão.
O encarnado precisa estar focado em iniciar e prosseguir com sua auto-observação, auto-análise e auto-renovação, antes de partir para o outro lado da vida.
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Re: O Vale dos Espíritas - Atanagildo / Sávio Mendonça

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Fev 12, 2018 10:26 am

Senão estará sujeito a viver sofrimentos atrozes, perseguições efectivadas por si mesmo e por seres desajustados; e assim estará fugindo dos outros e de si mesmo.
É bom não adiar seu processo de reforma íntima, entendendo que o mais importante é sentir que está no caminho da auto-renovação.
Esse caminhar exigirá humildade para perceber que é um ser imperfeito e cheio de defeitos que precisam de tempo para serem transformados.
Esse caminhar exigirá paciência para com o próprio processo de mudança e para com as situações da vida, e também tolerância para com as imperfeições do próximo e às suas próprias.
Tudo isso é prática de humildade.
Para finalizar, é importante deixar bem claro que não são todos os egressos de grupos espíritas, umbandistas ou espiritualistas que, ao desencarnar, irão para o Vale dos Espíritas ou para a Cidade dos Nobres.
Há irmãos oriundos de várias doutrinas e agrupamentos de trabalhos espirituais que têm ido para planos superiores, outros para zonas intermediárias do Astral, em termos de saúde espiritual.
Muitos têm sido assistidos em hospitais e casas de recuperação localizadas no Umbral ou no limiar deste com o Astral intermediário; tantos outros têm sido atraídos para o Vale dos Espíritas, onde ficam vagando por anos ou décadas, seguindo depois para a Cidade dos Nobres.
Conforme explicamos exaustivamente, ao desencarnar, as pessoas são naturalmente atraídas para locais no plano astral condizentes com seus respectivos padrões vibratórios, quaisquer que sejam as suas origens, as suas crenças e as experiências que tiveram ao longo do tempo em que estiveram encarnadas.
As insígnias conquistadas na Terra só valem para as relações sociais primárias da Terra.
O que se carrega para qualquer lugar no Universo são pensamentos e sentimentos cultivados.
No plano físico, ficam os actos praticados neste ambiente, que poderão demandar futuras correcções cármicas e, portanto, retornos encarnatórios.
É natural que a própria consciência de cada um cobre de si, conforme o cabedal de conhecimentos adquiridos.
Desse modo, esperamos que os irmãos egressos das correntes espíritas, umbandistas e espiritualistas não se assustem com o que esta obra trouxe a lume; ao contrário, que ela possa servir de estímulo para o incessante trabalho de autoconhecimento e reforma íntima, sem esquecer-se que é preciso servir ao próximo desinteressadamente.
Portanto, força e alegria, irmãos, por estarem no caminho!
E contem com este vosso humilde irmão, sempre pronto para ajudá-los no que for permitido pelo Alto, e que estiver ao nosso alcance.

Atanagildo.

Enfrentando a própria consciência
Exigências descabidas: "Eu era líder espírita"
Amortecimento da subida e drenagem psíquica
Quando os caminhos são descaminhos –
Desviando o real sentido da caridade: o que de facto Kardec intencionou dizer
Uma falsa e fugaz luz guiada pela vaidade
Fugindo de si próprio
Idas e vindas: repelindo as mesmas lições

Conclusões finais: por que devemos buscar o auto-conhecimento e a reforma íntima

§.§.§- Ave sem Ninho
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