Momentos Espíritas

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Maneira de alegrar alguém (Uma)

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Ago 03, 2011 10:01 am

Vocês poderão ficar curados dentro de catorze dias, se seguirem esta prescrição:
Procurem pensar, todos os dias, numa maneira de alegrar alguém.

Esta é parte da proposta do Dr. Alfred Adler, psiquiatra, para o tratamento de pacientes com melancolia, apresentada em sua obra: O que a vida deve significar para você.

Afirma ainda ele que quando lhe dizem:
Jamais poderei fazê-lo, pois vivo muito preocupado, ele responde:
Não deixe de se preocupar, mas, ao mesmo tempo, você poderia pensar, de vez em quando, nos outros.

O estudioso relata ainda:
Quero dirigir sempre o interesse dos pacientes em direcção às outras pessoas.
Muitos dizem: "A troco de que deveria agradar aos outros? Os outros não procuram agradar-me!"

"Devem pensar na sua saúde." - Respondo-lhes. "Os outros sofrerão mais tarde.".

Todos os meus esforços são dedicados a aumentar o interesse social do paciente.
Sei que a verdadeira razão de sua enfermidade é a falta de cooperação e quero que ele também compreenda isso.
Logo que consegue se associar aos demais, num pé de igualdade e cooperação, está curado...

O Dr. Adler termina dizendo ainda que a tarefa mais importante imposta pela religião sempre foi "ama o teu próximo."
O indivíduo que não está interessado pelos demais é o que tem maiores dificuldades na vida e o que causa maiores danos aos outros.

A ideia de uma boa acção diária é um magnífico começo para um plano maior de felicidade na vida.

Quem tem como meta, a cada dia, dar algum tipo de alegria, por menor que seja, a alguém, tem sua vida transformada por completo.

A alegria que levamos aos outros nos inunda de uma força tão grandiosa, tão revigorante, que nos faz sempre querer mais.

Ao contrário da dependência destrutiva do vício, podemos criar um hábito saudável, uma disciplina mental e comportamental, adoptando ideias simples como esta.

Pensemos, por alguns instantes: já proporcionamos alguma alegria a alguém hoje?
Um pequeno elogio, um favor, um auxílio? Qualquer coisa?

Caso não, ainda há tempo. Façamos esta experiência.
Testemos. Provemos. Analisemos as reacções em nós mesmos.

Não esperemos retribuição, pois o objectivo não é este.
Nem todos estão com os corações receptivos às boas acções e ao amor, infelizmente, mas nós estaremos - e é isso que importa.

Deixemos a cama todas as manhãs tendo esta missão prazerosa - a de alegrar alguém, uma pessoa só que seja.
Descobriremos, na prática, que quando se acende uma luz, a primeira superfície que se ilumina é a própria lâmpada.

Os outros podem até fechar os olhos e não enxergá-la, mas quando nos propusermos a ser a lâmpada, a vela, a estrela, sempre seremos inundados de uma luminosidade sem igual.

Lembremos sempre da recomendação do Dr. Adler e procuremos pensar, todos os dias, numa maneira de alegrar alguém.

Momento Espírita, com base no cap. 18 do livro Como evitar preocupações e começar a viver, de Dale Carnegie, ed. Companhia Nacional.

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Meu Anjo

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Ago 03, 2011 10:01 am


Meu Anjo

Conheci um anjo, sem asas, sem rosto, sem voz.

Mas é um anjo com sentimento, amor no peito, imenso.

É um anjo com destreza e domínio da arte de amar.

Esse anjo é afeito ao amor e protege, alegra, eleva emerge e voa, partindo em direcção à lição!

E um anjo assim...
que usa a acção de ensinar, de coordenar, de ajudar, de doar o coração.

Sua vida é uma dádiva de Deus, para alegrar nossas viagens e traquinagens ao país virtual.

E nele encontrar o ritual da paz, do amor, da felicidade, porque nosso anjo está lá vigiando, observando, acudindo nos tropeços.

Tu, AMIGO VIRTUAL, és esse anjo!

Luiza Resende

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Na Vida

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Ago 03, 2011 10:02 am



Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não arrisca vestir uma cor nova e não fala com quem não conhece .

Morre lentamente quem prefere o escuro, do claro ...
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o escuro ao invés do claro e os pingos nos "is" a um redemoinho de emoções, exactamente a que resgata o brilho nos olhos, o sorriso nos lábios e coração ao tropeços.

Morre lentamente quem não arrisca o certo pelo incerto ...
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto, para ir atrás de um sonho.

Morre lentamente quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, ouvir conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo, para ir atrás de um sonho...

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte, ou da chuva incessante.

Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem abandona um projecto antes de inicia-lo, nunca pergunta sobre um assunto que desconhece e nem responde quando lhe perguntam sobre algo que sabe.

Morre lentamente quem não vê graça no sorriso de uma criança

Evitemos a morte em suaves porções, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples ar que respiramos.

Somente com infinita paciência conseguiremos a verdadeira felicidade.

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Nossa Amizade

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Ago 03, 2011 10:03 am



Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um do outro há de se lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente,
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.

A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.


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Na barca do coração

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Ago 04, 2011 10:22 am

Quando as nuvens negras dos pensamentos tormentosos cobrirem com escuro véu o horizonte de tuas esperanças e a barca de teu coração agitar-se, desgovernada, sobre as ondas...

Quando as obrigações diárias, as dificuldades e os problemas, as surpresas - nem sempre agradáveis -, levarem-te a dizer: - Que dia!

Lembra-te...
Caía a tarde e a multidão ainda estava reunida na praia.
Desde que o sol surgira, Jesus atendera as incontáveis súplicas daqueles que O buscavam.

Mãos e lágrimas roçavam-Lhe o rosto e a túnica - antes tão limpa e alva - e agora, toda manchada de lamentos.
Finalmente, chegara às margens do lago, vencendo a dor e as tristezas dos sofredores.

Aqueles que O viram deixando atrás de Si um rastro confortador de estrelas, perguntavam-se:
- Quem será este Homem, a Quem as dores obedecem?

O céu acendia as cores da noite quando a barca de Pedro recolheu a preciosa carga.
Jamais Jesus mostrara na face sinais tão evidentes de cansaço.
Acomodado sobre uma almofada de couro, Sua majestosa cabeça pendeu sobre o peito, como um girassol real despedindo-se ao poente.

Seus lábios deixaram escapar um longo suspiro antes de adormecer.
Seus amigos pescadores não ousaram perturbar-Lhe o merecido sono, manejando remos com cuidado, auxiliados pelos sussurros de doce brisa.
O lago de Genesaré assemelhava-se a gigantesco espelho de prata ao luar, tranquilo e sereno como o Mestre adormecido.

Faltava pouco para completar a travessia, quando tudo transformou-se.
O tempo irou-se, sem aviso.
Adensadas, as nuvens de gaze leve tornaram-se tenebrosa tempestade, e o lago esqueceu a calmaria, encrespando-se, açoitado pelo vento.

Para a barca, vencer a tormenta era como lutar contra vigoroso e invencível Titã.
Pedro usou toda a sua força e sabedoria nos remos, gritando ordens que se perdiam entre as gargalhadas dos trovões e dos relâmpagos.
Os discípulos assustados correram a acordar Jesus que ainda dormia.

Mestre! - Exclamaram em coro desesperado. - Perecemos!
Jesus, assim desperto, levantou-Se prontamente, equilibrando o corpo cansado muito erecto, apesar da barca que por pouco não naufragava.

Sua majestosa silhueta parecia estar envolta em misteriosa luz, quando ergueu os braços, ordenando à tempestade:
- Calai-vos!
E voltando-se para os amigos:
- Acalmai-vos! Homens, onde está a vossa fé?

Os ventos emudeceram e o lago baixou suas ondas, aplacado por misterioso imperativo.
Os discípulos olhavam-se, num misto de surpresa e alívio.
Envergonhados, voltaram-se para os remos.

No compasso ritmado avançava a barca, ao compasso do coração daqueles homens que se perguntavam:
Quem será este Homem a Quem os ventos obedecem?

Quando as nuvens negras dos pensamentos tormentosos cobrirem com escuro véu o horizonte de tuas esperanças, e a barca de teu coração agitar-se, desgovernada, sobre as ondas...

Quando as obrigações diárias, as dificuldades e os problemas, as surpresas - nem sempre agradáveis - levarem-te a dizer: - Que dia!

Lembra-te... Acorda a mensagem do Cristo adormecida em ti e... Acalma-te!

Momento Espírita.

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O Poder da Oração

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Ago 04, 2011 10:23 am



Uma pobre senhora, com visível ar de derrota estampado no rosto, entrou num armazém, se aproximou do proprietário conhecido pelo seu jeito grosseiro, e lhe pediu fiado alguns mantimentos.

Ela explicou que o seu marido estava muito doente e não podia trabalhar e que tinha sete filhos para alimentar.

O dono do armazém zombou dela e pediu que se retirasse do seu estabelecimento.

Pensando na necessidade da sua família ela implorou:
- "Por favor senhor, eu lhe darei o dinheiro assim que eu tiver...".
Ele lhe respondeu que ela não tinha crédito e nem conta na sua loja.

Em pé no balcão ao lado, um freguês que assistia a conversa entre os dois se aproximou do dono do armazém e lhe disse que ele deveria dar o que aquela mulher necessitava para a sua família, por sua conta.

Então o comerciante falou meio relutante para a pobre mulher:
"Você tem uma lista de mantimentos?"
- "Sim", respondeu ela.

- "Muito bem, coloque a sua lista na balança e o quanto ela pesar, eu lhe darei em mantimentos!"

A pobre mulher hesitou por uns instantes e com a cabeça curvada, retirou da bolsa um pedaço de papel, escreveu alguma coisa e o depositou suavemente na balança.

Os três ficaram admirados quando o prato da balança com o papel desceu e permaneceu embaixo.
Completamente pasmado com o marcador da balança, o comerciante virou-se lentamente para o seu freguês e comentou contrariado:
"Eu não posso acreditar!".

O freguês sorriu e o homem começou a colocar os mantimentos no outro prato da balança.
Como a escala da balança não equilibrava, ele continuou colocando mais e mais mantimentos até não caber mais nada.
O comerciante ficou parado ali por uns instantes olhando para a balança, tentando entender o que havia acontecido...

Finalmente, ele pegou o pedaço de papel da balança e ficou espantado pois não era uma lista de compras e sim uma oração que dizia:
- "Meu Senhor, o Senhor conhece as minhas necessidades e eu estou deixando isto em Suas mãos..."

O homem deu as mercadorias para a pobre mulher no mais completo silêncio, que agradeceu e deixou o armazém.

O freguês pagou a conta e disse:
- "Valeu cada centavo..."

Só Deus sabe o quanto pesa uma oração...

Quando você receber esta mensagem, faça uma oração, peça a Deus por seus sofrimentos, por suas necessidades, pela falta de um emprego, por uma pessoa especial doente, por alguma enfermidade, e se não tiver nada a pedir, agradeça pelas bênçãos que recebemos todos os dias.

É só isso o que você deve fazer.

Depois encaminhe esta mensagem para algumas pessoas com as quais você se importe.
Se DEUS falou ao seu coração, abençoe alguém, enviando-lhe esta fantástica lição!

Não existe impossível para DEUS!

ELE DIZ:
- "EU SUPRIREI TODAS AS SUAS NECESSIDADES"
(Filipenses 4:19)

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O Sol e a Lua

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Ago 04, 2011 10:24 am



Quando o Sol e a Lua se encontraram pela primeira vez, se apaixonaram perdidamente e a partir daí começaram a viver um grande amor.

Acontece que o mundo ainda não existia e no dia que Deus resolveu criá-lo, deu-lhes então o toque final... o brilho!

Ficou decidido também que o Sol iluminaria o dia e que a Lua iluminaria a noite, sendo assim, seriam obrigados a viverem separados.

Abateu-se sobre eles uma grande tristeza quando tomaram conhecimento de que nunca mais se encontrariam.
A Lua foi ficando cada vez mais amargurada, mesmo com o brilho que Deus havia lhe dado, ela foi se tornando solitária.
O Sol por sua vez havia ganho um título de nobreza "ASTRO REI", mas isso também não o fez feliz.

Deus então chamou-os e explicou-lhes:
- Vocês não devem ficar tristes, ambos agora já possuem um brilho próprio.
Você Lua, iluminará as noites frias e quentes, encantará os enamorados e será diversas vezes motivo de poesias.

Quanto a você Sol, sustentará esse título porque será o mais importante dos astros, iluminará a terra durante o dia, fornecerá calor para o ser humano e a sua simples presença fará as pessoas mais felizes.


A Lua entristeceu-se muito com seu terrível destino e chorou dias a fio... já o Sol ao vê-la sofrer tanto, decidiu que não poderia deixar-se abater pois teria que dar-lhe forças e ajudá-la a aceitar o que havia sido decidido por Deus.

No entanto sua preocupação era tão grande que resolveu fazer um pedido a Ele:
- Senhor, ajude a Lua por favor, ela é mais frágil do que eu, não suportará a solidão...

E Deus em sua imensa bondade criou então as estrelas para fazerem companhia a ela.
Lua sempre que está muito triste recorre as estrelas que fazem de tudo para consolá-la, mas quase sempre não conseguem.

Hoje eles vivem assim... separados, o Sol finge que é feliz, a Lua não consegue esconder que é triste.
O Sol ainda esquenta de paixão pela Lua e ela ainda vive na escuridão da saudade.

Dizem que a ordem de Deus era que a Lua deveria ser sempre cheia e luminosa, mas ela não consegue isso... porque ela é mulher, e uma mulher tem fases.
Quando feliz consegue ser cheia, mas quando infeliz é minguante e quando minguante nem sequer é possível ver o seu brilho.

Lua e Sol seguem seu destino, ele solitário mas forte, ela acompanhada das estrelas, mas fraca.
Humanos tentam a todo instante conquistá-la, como se isso fosse possível.

Vez por outra alguns deles vão até ela e voltam sempre sozinhos, nenhum deles jamais conseguiu trazê-la até a terra, nenhum deles realmente conseguiu conquistá-la, por mais que achem que sim.

Acontece que Deus decidiu que nenhum amor nesse mundo seria de todo impossível, nem mesmo o da Lua e do Sol... e foi aí então que ele criou o eclipse!

Hoje o Sol e a Lua vivem da espera desse instante, desses raros momentos que lhes foram concedidos e que custam tanto a acontecer.

Quando você olhar para o céu a partir de agora e ver que o Sol encobriu a Lua é porque ele deitou-se sobre ela e começaram a se amar e é ao acto desse amor que se deu o nome de eclipse.

Importante lembrar que o brilho do êxtase deles é tão grande que aconselha-se não olhar para o céu nesse momento, seus olhos podem cegar de ver tanto amor.

Amor impossível? Não!

Bem, mas na terra também existe sol e lua... e portanto existe eclipse... mas essa era a única parte da história que você já sabia, não era?

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Oração da Noite

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Ago 04, 2011 10:25 am


Termina o dia e a Ti entrego meu cansaço

Obrigado por tudo e...
perdão.

Obrigado pela esperança que hoje animou meus passos,

Obrigado pela alegria que vi no rosto das crianças,

Obrigado pelo exemplo que recebi daquele meu irmão

Obrigado também por isso que me fez sofrer ...

Obrigado porque naquele momento de desânimo lembrei que Tu És meu Pai,

Obrigado pela luz, pela noite, pela brisa, pela comida, pelo meu desejo de superação ...

Perdão, também, Senhor !

Perdão por meu rosto carrancudo,

Perdão porque não me lembrei que não sou filho único, mas irmão de muitos,

Perdão, Pai,por não ter evitado aquele desgosto, aquela lágrima causada,

Perdão por ter guardado para mim tua mensagem de amor,

Perdão por aqueles que deviam pedir-te perdão e não se decidem,

Perdoa-me, Pai, e abençoa os meus propósitos para o dia de amanhã,

Que ao despertar, me invada novo entusiasmo
Que o dia de amanhã seja um ininterrupto "sim" vivido conscientemente.

Boa noite Pai
Até amanhã.

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BELARMINO BICAS

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 05, 2011 9:19 am

Depois da festa beneficente, em que servíramos juntos, Belarmino Bicas, prezado companheiro a que nos afeiçoa-mos, no Plano espiritual, chamou-me à parte e falou, decidido:
- Bem, já que estivemos hoje em tarefa de solidariedade, estimaria solicitar um favor...

Ante a surpresa que nos assaltou, Belarmino prosseguiu:
- Soube que você ainda dispõe de alguma facilidade para escrever aos companheiros encarnados na Terra e gostaria de confiar-lhe um assunto...

- Que assunto?

- Acontece que desencarnei com cinquenta e oito anos de idade, após vinte de convicção espírita.
Abracei os princípios codificados por Allan Kardec, aos trinta e oito e, como sempre fora irascível por temperamento, organizei, desde os meus primeiros contatos com a Doutrina Consoladora, uma relação diária de todas as minhas exasperações, apontando-lhes as causas para estudos posteriores...

Os meus desconchavos, porém, foram tantos que, apesar dos nobres conhecimentos assimilados, suprimi, inconscientemente, vinte e dois anos da quota de oitenta que me cabia desfrutar no corpo físico, regressando à Pátria espiritual na condição de suicida indirecto...
Somente aqui, pude examinar os meus problemas e acomodar-me às desilusões...

Quantos tesouros perdidos por bagatelas!
Quanta asneira em nome do sentimento!..

E, exibindo curioso papel, Belarmino acrescentava:
- Conte o meu caso para quem esteja ainda carregando a bobagem do azedume!
Fale do perigo das zangas sistemáticas, insista na necessidade da tolerância, da paciência, da serenidade, do perdão!
Rogue aos nossos companheiros para que não percam a riqueza das horas com susceptibilidades e amuos, explique ao pessoal na Terra que mau-humor também mata!...

Foi então que passei à leitura da interessante estatística de irritações, que não me furto à satisfação de transcrever:
Belarmino Bicas
Número de cóleras e mágoas desnecessárias com a especificação das causas respectivas, de 1936 a 1956:

1.811 em razão de contrariedades em família;
906 por indispor-se, dentro de casa, em questões de alimentação e higiene;
1.614 por altercações com a esposa, em divergências na conduta doméstica e social;
1.801 por motivo de desgostos com os filhos, genros e noras;
11 por descontentamento com os netos;
1.015 por entrar em choque com chefes de serviço;
1.333 por incompatibilidade no trato com os colegas;
1.012 em virtude de reclamações a fornecedores e lojistas em casos de pouca monta;
614 por mal-entendidos com vizinhos;
315 por ressentimentos com amigos íntimos;
1.089 por melindres ante o descaso de funcionários e empregados de instituições diversas;
615 por aborrecimentos com barbeiro e alfaiates;
777 por desacordos com motoristas e passageiros desconhecidos, em viagem de ónibus, automóveis particulares, bondes e lotações;
419 por desavenças com leiteiros e padeiros;
820 por malquistar-se com garçons em restaurantes e cafés;
211 por ofender-se com dificuldades em serviços de telefones;
90 por motivo de controvérsias em casas de diversões;
815 por abespinhar-se com opiniões alheias em matéria religiosa;
217 por incompreensões com irmãos de fé, no templo espírita;
901 por engano ou inquietação, diante de pesares imaginários ou da perspectiva de acontecimentos desagradáveis que nunca sucederam.
- Total: 16.386 exasperações inúteis.

Esse o apanhado das irritações do prestimoso amigo Bicas:
16.386 dissabores dispensáveis em 7.300 dias de existência, e, isso, nos quatro lustros mais belos de sua passagem no mundo, porque iluminados pelos clarões do Evangelho Redivivo.

Cumpro-lhe o desejo de tornar conhecida a sua experiência que, a nosso ver, é tão importante quanto as observações que previnem desequilíbrios e enfermidades, embora estejamos certos de que muita gente julgará o balanço de Belarmino por mera invencionice de Espírito loroteiro.

Francisco Cândido Xavier / Irmão X (espírito)

“Cartas e Crónicas” - Edição FEB

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Os Filhos

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 05, 2011 9:20 am



Vossos filhos não são vossos filhos

São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.

Vêm através de vós, mas não de vós.

E embora vivam convosco, não vos pertencem.

Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos.

Porque eles têm seus próprios pensamentos.

Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;

Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho

Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não podem fazê-los como vós,

Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.

Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.

O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força

Para que suas flechas se projectem rápido e para longe

Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria;

Pois assim como Ele ama a flecha que voa, ama também o arco que permanece estável.

Gibran Khalil, do livro: O Profeta

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Palavras

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 05, 2011 9:21 am



Meus caros irmãos:

Quando nasci eu era negro,

Agora cresci e sou negro,

Quando tomo sol fico negro,

Quando tenho medo fico negro,

Quando estou doente fico negro,

Quando morrer ficarei negro.

E você homem branco,

Quando nasce é rosa,

Quando cresce fica branco,

Quando toma sol fica vermelho,

Quando sente frio fica roxo,

Quando sente medo fica verde,

Quando está doente fica amarelo,

Quando morre fica cinza.

E ainda tem coragem de me chamar de homem de cor!?

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Riscos

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 05, 2011 9:21 am


Rir é correr o risco de parecer tolo.

Chorar é correr o risco de parecer sentimental.

Estender a mão é correr o risco de se envolver.

Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.

Defender seus sonhos e ideias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas

Amar é correr o risco de não ser correspondido.

Viver é correr o risco de morrer.

Confiar é correr o risco de se decepcionar.

Tentar é correr o risco de fracassar.

Mas devemos correr os riscos, porque o maior perigo é não arriscar nada.

Há pessoas que não correm nenhum risco, não faz nada, não têm nada e não são nada.

Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.

Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.

Somente a pessoa que corre riscos é livre!

Seneca (orador romano que viveu entre 55aC e 39dC)

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Quando os filhos crescem...

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Ago 06, 2011 10:25 am

Há um momento, na vida dos pais, em que eles se sentem órfãos.
Os filhos, dizem eles, crescem de um momento para outro.

É paradoxal. Quando nascem, pequenos e frágeis, os primeiros meses parecem intermináveis.
Pai e mãe se revezam à cata de respostas aos seus estímulos nos rostinhos miúdos.

Desejam que eles sorriam, que agitem os bracinhos, que sentem, fiquem em pé, andem, tudo é uma ansiosa expectativa.

Então, um dia, de repente, ei-los adolescentes.
Não mais os passeios com os pais, nos finais de semana, nem férias compartilhadas em família.
Agora tudo é feito com os amigos.

Olham para o rosto do menino e surpreendem os primeiros fios de barba, como a mãe passarinho descobre a penugem nas asas dos filhotes.
A menina se transforma em mulher.
É o momento dos voos para além do ninho doméstico.

É o momento em que os pais se perguntam:
Onde estão aqueles bebés com cheirinho de leite e fralda molhada?
Onde estão os brinquedos do faz-de-conta, os chás de nada, os heróis invencíveis que tudo conseguiam, em suas batalhas imaginárias contra o mal?

As viagens para a praia e o campo já não são tão sonoras.
A cantoria infantil e os eternos pedidos de sorvetes, doces, pipoca foram substituídos pelo mutismo ou a conversa animada com os amigos com que compartilham sua alegria.

Os pais se sentem órfãos de filhos.
Seus pequenos cresceram sem que eles possam precisar quando.
Ontem, eram crianças trazendo a bola para ser consertada.
Hoje, são os que lhes ensinam como operar o computador e melhor explorar os programas que se encontram à disposição.

A impressão é que dormiram crianças e despertaram adolescentes, como num passe de mágica.
Ontem, estavam no banco de trás do automóvel; hoje, estão ao volante, dando aulas de correta condução no trânsito.

É o momento da saudade dos dias que se foram, tão rápidos.
É o momento em que sentimos que poderíamos ter deixado de lado afazeres sempre contínuos e brincado mais com eles, rolando na grama, jogando futebol.

Deveríamos tê-los ouvido mais, deliciando-nos com o relato de suas conquistas e aventuras, suas primeiras decepções, seus medos.
Tê-los levado mais ao cinema, desfrutando das suas vibrações ante o heroísmo dos galãs da tela.
Tempos que não retornam, a não ser na figura dos netos, que nos compete esperar.

Pais, estejamos mais com nossos filhos.
A existência é breve e as oportunidades preciosas.
Tudo o mais que tenhamos e que nos preencha o tempo não compensará as horas dedicadas aos Espíritos que se amoldaram nos corpos dos nossos pequenos, para estar connosco.

Não economizemos abraços, carícias, atenções, porque nosso procedimento para com eles lhes determinará a felicidade do crescimento proveitoso ou a tristeza dos dias inúteis do futuro.

A criança criada com carinho aprende a ser afectuosa.
A mensagem da atenção ao próximo é passada pelos pais aos filhos.

No dia-a-dia com os pais, os filhos aprendem que o ser humano, seus sentimentos são mais importantes do que o simples sucesso profissional e todos os seus acessórios.

Em essência, as crianças aprendem o que vivem.

Momento Espírita, com base no artigo Antes que elas cresçam, publicado em Selecções Reader's Digest, de setembro/98.

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Ave sem Ninho

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Saudade

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Ago 06, 2011 10:25 am



Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.

Mas o que mais dói é a saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.

Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.

Doem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.

Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.

Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é basicamente não saber.

Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.

Continua...
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Re: Momentos Espíritas

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Ago 06, 2011 10:26 am

Continua...

Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre culpada,

Se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na internet e encontrar a página do Diário Oficial,
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros,
se ele continua preferindo Malzebier,

se ela continua preferindo suco,
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados,
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor,

se ele continua cantando tão bem,
se ela continua detestando MC Donald´s,

se ele continua amando,
se ela continua a chorar até nas comédias.

Saudade é não saber mesmo!

Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos,
não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento,
não saber como frear as lágrimas diante de uma música,
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.

Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim doer.

Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...

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Segure minhas mãos!!

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Ago 06, 2011 10:27 am

Segure minhas mãos!!

Não posso mais andar

Segure minhas mãos ... Pai !

Não consigo mais enxergar

Segure firme e me mostre

Um caminho de esperança

E de promessas de paz,

Que as pedras, o vento, a noite

Mudaram o rumo e a sorte.

E agora eu esqueci...

E nem posso andar...

E nem posso ver ou gritar...

Seja meu guia, eu lhe peço

Ajude a quebrar estas pedras

A curar minhas feridas e dores

Tirar o pó dos meus olhos....

Quero água, estou sedenta

Quero luz, estou às cegas

Quero vida, estou travada

O incerto é meu destino

De temores estou vivendo

E em gemidos me expresso

Venha salvar minha vida ...

Segure minhas mãos... Pai !

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Gratidão

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Ago 07, 2011 10:04 am

O homem, por detrás do balcão olhava a rua de forma distraída.
Uma garotinha se aproximou da loja e apertou o narizinho contra o vidro da vitrine.

Os olhos da cor do céu brilharam quando ela viu determinado objecto.

Entrou na loja e pediu para ver o colar de turquesas azuis.
É para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito?

O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou:
Quanto dinheiro você tem?

Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós.
Colocou-o sobre o balcão e feliz, disse: Isto dá, não dá?
Eram apenas algumas moedas, que ela exibia orgulhosa.

Sabe, eu quero dar este colar azul para a minha irmã mais velha.
Desde que morreu nossa mãe, ela cuida da gente e não tem tempo para ela.
É seu aniversário e tenho certeza que ela ficará feliz com o colar que é da cor dos olhos dela.

O homem foi para o interior da loja, colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde.

Tome, leve com cuidado.
Ela saiu feliz, saltitando rua abaixo.
Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem de cabelos loiros e longos e maravilhosos olhos azuis, adentrou a loja.

Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e perguntou:
Este colar foi comprado aqui?
Sim, senhora.
E quanto custou?

Ah!, falou o homem, o preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o cliente.

A moça continuou: Mas minha irmã tinha somente algumas moedas.
O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo!

O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e devolveu à jovem dizendo:
Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. Ela deu tudo o que tinha.

O silêncio encheu a pequena loja, e duas lágrimas rolaram pelas faces jovens, enquanto suas mãos tomavam o embrulho e ela retornava ao lar, emocionada.

Verdadeira doação é dar-se por inteiro, sem restrições.
Gratidão de quem ama não coloca limites para os gestos de ternura.
E gratidão é sempre manifestação dos Espíritos que têm riqueza de emoções e altruísmo.

Sê sempre grato, mas não espere pelo reconhecimento de ninguém.
A gratidão é dever que não aquece apenas quem a recebe, mas também reconforta quem a oferece.

Momento Espírita com base no texto O colar de turquesas azuis, do livro Remotos cânticos de Belém, de Wallace Leal Rodrigues, ed. O Clarim.

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Senhor Perdão

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Ago 07, 2011 10:05 am



Simone Soares

Reclamo da falência de alguns sonhos mas descobri que, decidida, derrubando ou não obstáculos sempre fui vencedora na vida.

Coleccionei ódio dos que me magoaram e abati, com farpas e espada, os inimigos.

Nem mesmo sei como e o que é o perdão, mesmo para os amigos.

Sinto carência de amor no coração mas o orgulho sempre ocupa este lugar o prazer maior era o de ofertar hoje não sei o que é receber.

Às vezes tenho dúvidas da minha fé e caio no buraco da revolta.

Tantas marcas de dor no corpo e alma!

Quantas vezes Tu me trouxeste de volta!

Se ainda podes perdoar-me transforma esta estéril solidão, numa porta para o mundo, ela que é uma prisão.

E, para ser feliz, deixa-me plena de Ti, oh Senhor, e faz-me perceber minha riqueza interior.

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Solidão

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Ago 07, 2011 10:05 am



"Passados dois meses de tantas histórias,

Comecei a pensar no sentido da solidão.

Um estado interior que não depende da distância

Nem do isolamento; um vazio que invade as pessoas

E que a simples companhia ou presença humana

Não podem preencher;

Solidão foi a única coisa que eu não senti,

Depois que parti.

NUNCA.

Em momento algum.

Estava, sim, atacado de uma voraz saudade.

De tudo e de todos, de coisas e pessoas que há muito tempo não via .

Mas a saudade às vezes faz bem ao coração.

Valoriza os sentimentos, acende as esperanças e apaga as distâncias.

Quem tem um amigo, mesmo que um só,

Não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão;

poderá morrer de saudade, MAS NÃO ESTARÁ SÓ! "

Amyr Klink

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Folha de Papel emBranco

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Ago 07, 2011 10:06 am


Disse uma folha de papel branco:

"Pura fui criada e pura permanecerei para sempre.

Antes ser queimada e convertida em brancas cinzas, do que suportar que a negrura me toque ou o sujo chegue junto de mim".

O tinteiro ouviu o que a folha de papel dizia, e riu-se em seu escuro coração.

Mas não ousou aproximar-se dela.

E os lápis multicoloridos ouviram-na também, e nunca se aproximaram dela.

E a folha de papel, branca como a neve, permaneceu pura e casta.

Para sempre, pura, casta... e vazia....

Khalil Gibran

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Minuto apenas (Um)

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 08, 2011 9:50 am

Lúcia era uma mulher feliz. Como poucas, acreditava.
Casada com o homem por quem se apaixonara nos verdes anos da adolescência, vivia o sonho da mulher realizada.
Um filho lhe viera coroar a felicidade.

Que mais ela poderia desejar?
Acordava pela manhã e saudava o dia cantarolando.
Com alegria realizava as tarefas do lar, cuidava do filho, aguardava o marido.

Tudo ia muito bem. Até o dia em que descobriu que o homem que tanto amava, a traía.
E não era de agora. O problema vinha tomando corpo de algum tempo.

Magoada, se dirigiu ao marido.
Exigiu-lhe e falou-lhe de respeito.
A resposta foi brutal, violenta.

O homem encantador tornou-se raivoso, briguento. Chegou a lhe bater.
Foi nesse dia que Lúcia teve a certeza de que seu casamento acabara. Era o cúmulo.
Não poderia prosseguir a viver com alguém que chegara à agressão física.

Então, acordou na manhã de tristeza, depois de uma noite de angústia e tomou uma séria decisão.

Iria se matar. Acabar com a própria vida.
Mais do que isto. Ela desejava vingança.

Por isso, tomou o filho de quatro anos pela mão e decidiu que o mataria.
Queria que o marido ficasse com drama de consciência.
Seu destino era o Farol da Barra, na cidade de Salvador, na Bahia, onde residia.

Ela sabia que era um local onde o mar batia com violência no penhasco.
A rua por onde transitava era movimentada. Muitos carros.
Enquanto aguardava para atravessar a rua, a criança lhe escapou das mãos e correu, entre os carros. Ela se desesperou.

Estranho paradoxo.
Conduzia a criança pela mão e tencionava jogá-la do penhasco ao mar para que morresse.
Mas, quando a vê correr perigo, esquecida de si mesma, vai-lhe ao encontro, agarra-a, até um pouco raivosa. Puxa-a pela mão.

Neste momento, a criança se abaixa, alheia a tudo que se passava, e recolhe do chão um papel.

Lúcia o arranca das mãos do pequeno e um título, em letras grandes, lhe chama a atenção: Um minuto apenas.

Ela lê:
Num minuto apenas, a tormenta acalma, a dor passa, o ausente chega.
O dinheiro muda de mão, o amor parte, a vida muda.

Vai andando, puxando a criança e lendo a página.
Era uma página mediúnica que vinha assinada por um Espírito.

Continua...
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Re: Momentos Espíritas

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 08, 2011 9:50 am

Continua...

Ela terminou de ler. Passou o ímpeto. Em um minuto.
Parou, olhou ao redor e verificou que tinha chegado ao seu destino.
O penhasco estava próximo. Sentou-se e teve uma crise de choro.

O impulso de se matar havia desaparecido.
Tornou a ler a mensagem.
Ela se recordou de um senhor que era espírita e trabalhava no Banco, no mesmo onde seu marido trabalhava.

Foi para casa. Lembrou que um dia, jantando em casa dele, ele falara algo sobre Espiritismo.
Algo que ela e o marido, por terem outra formação religiosa, rechaçaram de imediato.
Ela lhe telefonou, pediu-lhe orientação e ele a encaminhou a um Centro Espírita.

Atendida por companheiro dedicado, que lhe ouviu os gritos da alma aflita, passou a buscar na oração sincera, na leitura nobre, no passe reconfortante, as necessárias forças para superar a crise.

O marido, notando-lhe a mudança, a calma, no transcorrer dos dias, a seguiu em uma das suas saídas do lar.
Desconfiado, adentrou ele também à Casa Espírita.
Para descobrir uma fonte de consolo e esclarecimento.

Hoje, ambos trabalham na Seara Espírita.
Reconstituíram sua vida, refizeram-se.
Os anos rolaram. O garoto é um adolescente e mais dois filhos se somaram a ele.

Mudança de rumo. A vida muda.
Em um minuto apenas. Em um minuto apenas Deus providencia o socorro.
Pode ser um coração atento, uma mão amiga ou um pedaço de papel impresso caído na calçada.

Papel que o vento não levou para longe.
Um minuto apenas e o amor volta. A esperança renasce.
Um minuto apenas e o sol rompe as nuvens, clareando tudo.

Não se desespere. Espere. Um minuto apenas.
O socorro chega. O panorama se modifica. A vida refloresce.
Tenha paciência. Não se entregue à desesperança. Aguarde.
Enquanto você sofre, Deus providencia o auxílio.

Aguarde. Um minuto apenas. Sessenta segundos. Uma vida.
Um minuto a mais...

Em um minuto apenas, a Misericórdia Divina se derrama, cheia de bênçãos, nas vielas escuras dos passos humanos.
Corrige, saneia, repara, transformando-as em estradas luminosas no rumo da vida maior.

Momento Espírita, com base no cap. 24 do livro O semeador de estrelas, de Suely Caldas Schubert, ed. Leal.

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A Vida

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 08, 2011 9:51 am


Quando se vê, já são seis horas!

Quando se vê, já é sexta-feira...

Quando se vê, já terminou o ano...

Quando se vê, passaram-se 50 anos!

Agora, é tarde demais para ser reprovado....

Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas...

Dessa forma eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo, a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.

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Presente

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 08, 2011 9:52 am


Eu rezei para que você viesse muito antes de nos conhecermos, sem saber quem poderia vir.
Um amigo como você ...

Eu pedi a Deus que me mandasse um amigo, alguém escolhido só para mim, alguém que tivesse Fé e Sabedoria em seus actos.
nem mais nem menos: - você

Um amigo para ajudar-me e guiar-me nas tribulações diárias, já que sempre em nossa vida nós precisamos de alguém para ouvir o que dizemos.
Alguém que não nos julgará nem nos condenará, mas apoiará enquanto falarmos.
Um amigo que pudesse contar...

O caminho estreito que escolhemos seguir pode algumas vezes nos desanimar.
E ter um amigo para nos amparar na queda nos ensina a humildade.
Ter um amigo é tudo que pedi a Deus,...

Quando eu pedi a Deus para mandar-me um amigo, apesar de muitos que vieram e partiram, ele me deu muito mais do que jamais pedi:
Ele me mandou VOCÊ.
e veja que legal:- Ele me deu você

Agradeço Senhor, por me mandares meu Amigo.

Agradeço a Você por aceitar ser meu presente dado por Deus.

Por ser meu amigo!

Silvia Schmidt

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Você Pode

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 08, 2011 9:53 am


Você pode curtir ser quem você é, do jeito que você for, ou viver infeliz por não ser quem você gostaria.

Você pode assumir sua individualidade, ou reprimir seus talentos e fantasias, tentando ser o que os outros gostariam que você fosse.

Você pode produzir-se e ir se divertir, brincar, cantar e dançar, ou dizer em tom amargo que já passou da idade ou que essas coisas são fúteis sérias e bem situadas como você.

Você pode olhar com ternura e respeito para si próprio e para as outras pessoas, ou com aquele olhar de censura, que poda, pune, fere e mata, sem nenhuma consideração para com os desejos, limites e dificuldades de cada um, inclusive os seus.

Você pode amar e deixar-se amar de maneira incondicional, ou ficar se lamentando pela a falta de gente à sua volta.

Você pode ouvir o seu coração e viver aproximadamente ou agir de acordo com o figurino da cabeça, tentando analisar e explicar a vida antes de vivê-la.

Você pode deixá-la como está para ver como é que fica ou com paciência e trabalho conseguir realizar as mudanças necessárias na sua vida e no mundo à sua volta.

Você pode deixar que o medo de perder paralise seus planos ou partir para a acção com o pouco que tem e muita vontade de ganhar.

Você pode amaldiçoar sua sorte, ou encarar a situação como uma grande oportunidade de crescimento que a Vida lhe oferece.

Você pode mentir para si mesmo, achando desculpas e culpados para todas as suas insatisfações, ou encarar a verdade de que, no fim das contas, sempre você é quem decide o tipo de vida que quer levar.

Você pode escolher o seu destino e, através de acções concretas caminhar firme em direcção a ele, com marchas e contramarchas, avanços e retrocessos, ou continuar acreditando que ele já estava escrito nas estrelas e nada mais lhe resta a fazer senão sofrer.

Você pode viver o presente que a Vida lhe dá, ou ficar preso a um passado que já acabou - e portanto não há mais nada a fazer -, ou a um futuro que ainda não veio - e que portanto não lhe permite fazer nada.

Você pode ficar numa boa, desfrutando o máximo de coisas que você é e possui, ou se acabar de tanta ansiedade e desgosto por não ser ou não possuir tudo o que você gostaria.

Você pode engajar-se no mundo, melhorando a si próprio e, por consequência, melhorando tudo que está à sua volta, ou esperar que o mundo melhore para que então você possa melhorar.

Você pode celebrar a Vida e a Energia Universal que o criou, ou celebrar a morte, aterrorizado com a ideia de pecado e punição.

Você pode continuar escravo da preguiça, ou comprometer-se com você mesmo e tomar atitudes necessárias para concretizar o seu Plano de Vida.

Você pode aprender o que ainda não sabe, ou fingir que já sabe tudo e não precisa de aprender nada mais.

Você pode ser feliz com a vida como ela é, ou passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é.

A escolha é sua.
E o importante, é que você sempre tem escolha.

Pondere bastante ao se decidir, pois é você que vai carregar - sozinho e sempre - o peso das escolhas que fizer.

Luís Borges

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