CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

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CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 08, 2018 9:33 pm

CURE-SE E CURE PELOS Passes
JACOB MELO

Conhecendo e utilizando proveitosamente nossos potenciais curativos

ÍNDICE

Agradecimentos
Prefácio - Aécio Pereira Chagas
Introdução

Cap. 1 - Dom de Curar
Cap. 2 - Magnetismo
Cap. 3 - Considerações sobre os fluidos
Cap. 4 - Qualidade dos fluidos
Cap. 5 - O perispírito
Cap. 6 - Os centros vitais
Cap. 7 - Acção dos e nos centros vitais
Cap. 8 - Rearmonização dos centros vitais
Cap. 9 - O passe
Cap. 10 - O passista
Cap. 11 - O paciente
Cap. 12 - As defesas do paciente
Cap. 13 - Dúvidas do paciente
Cap. 14 - As sensações do passe
Cap. 15 - Recomendações simplificadas para o paciente
Cap. 16 - Recomendações gerais para a Casa Espírita passar ao paciente
Cap. 17 - Dúvidas do passista durante o passe
Cap. 18 - Necessidades do passista
Cap. 19 - O passista e a mediunidade
Cap. 20 - Restrições na aplicação
Cap. 21 - O ambiente do passe
Cap. 22 - Antipatia, simpatia e empatia fluídica
Cap. 23 - As correntes magnéticas
Cap. 24 - Usinagem fluídica
Cap. 25 - Congestão fluídica
Cap. 26 - Fadiga fluídica
Cap. 27 - Psi-sensibilidade
Cap. 28 - O tacto-magnético
Cap. 29 - Os passes na Casa Espírita
Cap. 30 - Cola-psíquica
Cap. 31 - As regras do magnetismo
Cap. 32 - As técnicas mais usadas
Cap. 33 - Alguns exemplos práticos dos passes
Cap. 34 - Acção dos passes em regiões ou situações localizadas
Cap. 35 - Acção negativa dos fluidos
Cap. 36 - A duração do passe
Cap. 37 - Quantos passes aplicar
Cap. 38 - Diferenças de entendimento
Cap. 39 - Passe a distância — irradiação
Cap. 40 - O passe em pessoas inconscientes
Cap. 41 - O passe e as problemáticas do sexo
Cap. 42 - O passe e os vícios
Cap. 43 - O passe na desencarnação
Cap. 44 - O auto-passe
Cap. 45 - A água fluidificada
Cap. 46 - Perguntas diversas
Cap. 47 - Formação do passista
Cap. 48 - Nossos cursos sobre passes
Cap. 49 - A simplicidade do passe
Cap. 50 - Tornando o passe mais abrangente
Cap. 51 - As cores
Cap. 52 - Terapias alternativas
Cap. 53 - Uma mensagem final
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Ave sem Ninho

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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 08, 2018 9:34 pm

Agradecimentos
A Deus, a Jesus, a Kardec e a todos os mestres do Magnetismo, inclusive aqueles anónimos, que têm deixado no mundo rastos de luzes cintilantes por suas conquistas e exemplos;
Aos amigos, encarnados e desencarnados, que sempre me incentivam a continuar estudando e pesquisando este tão rico quão fascinante tema;
Aos meus pais, onde minha mãe é a maior de todas as incentivadoras dessas pesquisas e o meu velho papai, já desencarnado, por me ter possibilitado não apenas esta encarnação, mas por me ter favorecido com a inesquecível e impagável oportunidade de exercitar o passe, dentre outras situações, em doenças terminais e no auxílio em processos desencarnatórios;
Aos muitos jornalistas, leitores, frequentadores de cursos e treinamentos, correspondentes, escritores, palestrantes, colegas e amigos que, com suas perguntas e colocações, têm permitido que este tema continue crescendo e crescendo, arrancando-me de qualquer ideia que pudesse me induzir à acomodação ou ao sofrimento.
Destaco, entre eles, o Aécio, que não apenas apontou falhas como sugeriu acréscimos e correcções, sem as quais o livro estaria capenga.
A todos, que meu "muito obrigado" seja recebido repleto de eflúvios carinhosos.
Tenham certeza, meu abraço estará sempre cheio dos melhores fluidos que possa doar ou transmitir.
Sei que vocês merecem mais, e se mais não dou é porque me falecem meios, mas o que dou e doo o faço com o melhor esforço de minha alma, com todo amor de meu coração.

Deus os abençoe hoje e sempre!
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Ave sem Ninho

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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 08, 2018 9:34 pm

Prefácio
Aécio Pereira Chagas

O prefácio de um livro é geralmente escrito por alguém conhecido apresentando um desconhecido.
Aqui é o contrário: um desconhecido apresentando alguém bastante conhecido.
Por isso, não posso perder a oportunidade de tecer alguns comentários sobre este livro de meu amigo Jacob.
Não podemos nos esquecer que o objectivo do Espiritismo é a melhoria moral do ser humano.
Consequentemente, dos aspectos científico, filosófico e religioso da Doutrina, o último é o mais importante.
Entretanto, não podemos nos esquecer também que o primeiro é fundamental, é a base dos outros.
Se ele não estiver bem assentado, os outros balançam.
A Ciência é uma actividade que reflecte a cultura de seu tempo e de seu local e não é preciso salientar que em nosso país a Ciência não tem ocupado um lugar de destaque.
Assim também no Movimento Espírita, ou seja, na expressão social e cultural do Espiritismo, muitas características da cultura brasileira aí se reflectem, como por exemplo a pouca importância que se dá ao aspecto prefácio de um livro é geralmente escrito por alguém conhecido apresentando um desconhecido.
Aqui é científico da Doutrina.
Apesar de tudo, há muitos e importantes trabalhos de Ciência Espírita realizados no Brasil, inclusive aqueles que não são assim rotulados pelas mais diversas razões.
Uma delas é que a maneira de escrever estes relatos não se parece com o estilo usual utilizado nas ciências académicas.
Esquece-se que este estilo é relativamente recente, tendo sua elaboração se iniciado na segunda metade do século XIX, como uma reacção à Filosofia Natural, na época bastante influenciada pelo romantismo.
Será que antes disto não se fazia Ciência?
É claro que se fazia, daí a reacção. Neste período, juntamente com este estilo "objectivo", começaram a proliferar também as revistas científicas.
A Revue Spirite — Journal D'Etudes Psychologiques {Revista Espírita — Jornal de Estudos Psicológicos), fundada por Allan Kardec em 1858, segue este modelo, porém nela não encontramos este estilo "objectivo", desenvolvido para tratar da matéria física.
Na Revista Espírita tratava-se de seres humanos, uns "vivos", outros "mortos".
Não havia razão para se usar o estilo das revistas científicas.
Alguns espíritas são também de opinião que o lado científico do Espiritismo já está pronto, acabado.
"É necessário agora cuidar dos outros."
Entretanto, é preciso frisar que a Ciência tem uma característica progressiva, ou seja, não pode parar de crescer, sob pena de fenecer.
Daí a necessidade constante de se estar sempre actuando nesta área e, felizmente, há estes confrades que aí trabalham, não deixando "a peteca cair".
O trabalho de Jacob Melo, expresso em seus dois livros anteriores (O Passe — seu estudo, suas técnicas, sua prática, edição FEB (1997) e Manual do Passista, Editora Mnémio Túlio (1998)) e neste aqui, estão entre estes importantes trabalhos de Ciência Espírita realizados em nosso país, que citamos acima.
Kardec, tendo como teoria o conceito de que os "vivos" são constituídos pelo espírito, perispírito e corpo e que os "mortos" não têm este último, a existência dos fluidos e mais algumas regras metodológicas (causa e efeito, critérios de aceitação das comunicações e t c ), estudou os fenómenos mediúnicos, cujos resultados estão em O Livro dos Médiuns, estabelecendo o que alguns filósofos da ciência chamam de paradigma.
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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 08, 2018 9:34 pm

O que Jacob Melo fez (e faz) é seguir as pegadas de Kardec, utilizando-se da mesma teoria — agora mais bem estabelecida e ampliada —, aplicando-a no estudo do magnetismo humano, que se manifesta, enquanto fenómeno, nos passes.
Este Cure-se e cure pelos passes contém o essencial de seus livros anteriores e muitas outras observações, resultados, interpretações, correlações etc.
Além do mais, sua forma em perguntas e respostas (como em O Livro dos Espíritos) é bastante didáctica e empática, acrescida do fato que Jacob escreve com o cérebro e com o coração.
O subtítulo do livro já diz muito sobre as intenções do autor:
Conhecendo e utilizando proveitosamente nossos potenciais curativos, ou seja, conhecer as potencialidades dos fluidos que temos e utilizar estes fluidos adequadamente para aliviar os sofrimentos do próximo.
É possível ajudar nosso semelhante, contando apenas com boa vontade?
É claro que sim.
Todavia, se além da boa vontade tivermos conhecimento, nossa ajuda será muito mais eficaz, proveitosa e maior.
É a prática do que disse O Espírito de Verdade:
"Espíritas! Amai-vos, este o primeiro mandamento; instruí-vos, este o segundo"
(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap. VI, § 5, Ed. FEB).
As perguntas existentes no livro, segundo o autor, foram feitas pelas pessoas com as quais ele teve contacto pessoal ou através de correspondência, telefone etc.
Algumas dessas questões são aquelas dúvidas que temos acanhamento em externar, outras são coisas óbvias, que nunca havíamos pensado e que se nos perguntassem não teríamos condição de responder.
Isto contribui para que leitor e autor se tornem mais familiares, mais íntimos, fazendo com que a leitura do livro seja bastante agradável, apesar das dificuldades inerentes ao próprio tema.

Algumas editoras, ao solicitarem a seus assessores a opinião sobre uma determinada obra para avaliarem as possibilidades de sua publicação, costumam perguntar:
"Você compraria este livro?".
Neste caso, sem qualquer sombra de dúvida, eu responderia: "Sim".
Deixo aqui ao Jacob meu profundo agradecimento pelo convite e oportunidade de "apresentá-lo" e pelo que pude aprender em seus livros, principalmente neste.

Campinas, junho de 2001.
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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 08, 2018 9:35 pm

Introdução
Vêm de longínquas e recuadas épocas o uso e a aplicação das chamadas "energias curativas" que, de uma forma ou outra, todos trazemos em nos mesmos.
Mais apropriadamente conhecidas como magnetismo espiritual — posto que todos somos espíritos —, essas "energias" ou esses "fluidos" estão à disposição da humanidade para a autocura tanto quanto para o alívio, a superação de problemas e situações, a mudança de estado, enfim, a cura do próximo.
Fazendo um parêntese já no início, o termo "energia" não é o melhor colocado para definir esses campos que, na verdade, tanto estão ou "acontecem" na densidade da matéria bruta quanto na subtileza dos campos psíquicos, tanto são peculiares a locais e acontecimentos físicos quanto são, em si mesmos, não-locais, não-temporais e não-matéria.
Sobre o termo fluido falarei mais detalhadamente mais adiante.
Antes de fechar o parêntese, para um melhor entendimento de palavras como fluido, energia e magnetismo, chamo a atenção do leitor para buscar o artigo "Polissemias no Espiritismo", de Aécio P. Chagas, em de longínquas e recuadas épocas o uso e a aplicação das chamadas "energias curativas" que, de publicado na Revista Internacional de Espiritismo, de setembro de 1996, em suas páginas 247 a 249. Fecho o parêntese.
O que intriga nessa realidade é que, apesar de sua ancestralidade, nos demoramos sobremaneira, injustificadamente, para percebermos e aproveitarmos esse inegável e portentoso potencial natural.
Em nossa pueril ignorância, chegamos mesmo a acreditar que apenas alguns "escolhidos" sejam portadores dessa "energia", sem nos darmos conta de que assim pensando estamos abrindo mão de um dos maiores bens, para usufruto pessoal e colectivo, que a Misericórdia Divina nos legou.
Se bem que nem todos disponham de grandes ou variados potenciais energéticos, comummente chamados fluídicos ou de bioenergia, todos somos detentores de poderes muito mais amplos do que sequer imaginamos, os quais, com um pouco de conhecimento e prática, podem nos levar à realização de verdadeiros "milagres".
Por outro lado, espíritos que somos — até porque a matéria não consegue, por si só, explicar nem justificar a matéria —, não faz sentido, nossa demora em percebermos e aceitarmos a espiritualidade que existe em nós e em nosso derredor.
Por mais que nossos sentidos sejam agredidos pelas conjunturas mais palpáveis do reino material, são as coisas do espírito que definitivamente nos movem e comovem.
Senão, o que é uma saudade, uma ânsia pelo desconhecido que "sabemos" estar para acontecer — e que comummente se confirma, a despeito da descrença —, uma dor emocional profunda por um gesto desagradável, um arrependimento, uma alegria injustificável, uma sensação de "presença" quando sabemos que "não há ninguém por perto", um não-sei-o-quê de certeza ante um estatístico universo de improbabilidades?...
De outra forma, o estarmos mergulhados na carne deveria nos impulsionar a entendermos as atribuições não apenas grosseiras desta, mas nos envolvermos tão firmemente em suas subtilezas, em seus atributos e em suas consequências sobre nossas próprias vidas — todavia parece nem sempre funcionar neste sentido.
Afinal, há repercussões constantes devido à acção dessas subtilezas que não nos permitem seguir ignorando-as ou delas desdenhando.
Portanto, não é sem motivo que precisamos descobrir o que provoca um arrepio estranho quando nos acercamos de certas pessoas, o que seria um "quebranto", o que viria a ser a expressão de um desejo impulsionando forças positivas em favor de determinados objectivos, o que de fato transmitimos ou percebemos através de um olhar, da voz, dos gestos, do sopro, de uma prece, do toque daquela ou naquela pessoa...
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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 08, 2018 9:35 pm

Tudo isso deve nos levar a reflectirmos um pouco mais demoradamente sobre os valores que temos dado aos valores da vida. E não é fora de tempo.
Como dissemos no início, vem das mais remotas eras o registo dessas sensações e evidências, mas, enquanto humanidade, muito pouco temos aproveitado disso tudo.
Tanto que vira e mexe somos surpreendidos com o surgimento de grandes curadores, como se isso devesse ser a excepção da regra e não o facto de sermos curadores vir a ser a regra.
O estudo do organismo e os conhecimentos que já possuímos são mais do que indicadores de que trazemos em nossa própria estrutura a realização de milhões e milhões de "milagres" a cada instante, provando que somos muito mais poderosos e surpreendentes do que jamais sonhamos ser.
Veja-se, por exemplo, o milagre que é dormirmos!
Para onde vamos quando dormimos?
O que são os sonhos?
E como é que retornamos desse estado?
Não é um milagre magistral o ato de acordarmos?
E os milagres que são: respirar, fazer bater o coração, circular o sangue, o metabolismo geral, tudo isso sem sequer nos darmos conta?
E as muitas doenças que vencemos sem ao menos termos percebido que elas nos espreitavam ou atingiram?
Quando somos considerados infectados, é porque o número dos "invasores" do nosso organismo, por regra, já superou a casas dos milhares, dos milhões, pois do contrário nossas "defesas automáticas" (sistema imunológico) dariam conta sozinhas de vencê-los sem sequer percebermos o que houve — e isso acontece diariamente, inúmeras vezes, com todos os seres vivos, especialmente com os humanos.
Na verdade, somos, cada um de nós, mesmo e apesar de nossas limitações, provas gritantes do grandiloquente milagre da vida.
E esse milagre é fundamental no sentido de provar que somos fontes, verdadeiras usinas de curas, só que ainda mal aproveitadas.
Sem dúvida, já é hora de revertermos essa tolice que é não aproveitarmos os magistrais milagres da vida em favor da própria vida!
Somos livres para usarmos o termo que melhor nos convier para definir o assunto, mas que todos temos o "poder da cura" é inequívoco. Sendo isso verdade, fica a dúvida:
por que será que tão poucos conseguem efectivamente contribuir, de forma directa e objectiva, para a cura dos próprios males ou dos males alheios? Será que existem regras ou caminhos para atingirmos esse objectivo ou tudo não passa de misticismo e, portanto, os que não atribuem valor ao místico ficam desprovidos desse poder?
As evidências já respondem que tanto existem trilhas quanto todos, mesmo os descrentes, podem, alcançam e realizam grandes e graves poderes curadores.
Necessário apenas que estejamos atentos à Natureza, a sábia mãe, sob cujas "leis naturais" alcançamos cumes de sabedoria antes inimagináveis de serem escalados... e apliquemos, bem, o que aprendermos.
* * *
Apesar de nem sempre ser tão simples para alguns, será no espelho da Natureza que, neste trabalho, reflectiremos as sugestões e respostas que tratarão do assunto em pauta.
Por mínima vivência que cada um tenha, é fácil reconhecer que toda experiência é válida e que todo exercício no bem sempre contribui para a melhoria dos seres, mas aqueles que realmente querem se destacar em qualidade de realização, adiantando-se no tempo e evitando os percalços tão comuns às práticas de toda ordem, devem encontrar no conhecimento prévio da teoria o início ideal para seus passos.
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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 08, 2018 9:35 pm

Essa teoria não se encontra toda neste livro — até porque seria impossível alguém conseguir apor em uma única obra teoria tão vasta quão pouco pesquisada ainda —, mas estarei usando-a sob forma de respingos, de sorte que à medida em que formos caminhando por essa estrada benfazeja, que é o fascinante mundo dos fluidos, nos refrescaremos do calor agitado do aprendizado experimental sob os ventos da esperança renovada na certeza das grandes vitórias que a prática demonstrará.
* * *
Mesmo já tendo editado dois livros sobre o assunto passes — nos quais abordo com relativa profundidade o Magnetismo e os passes (o chamado dom-de-curar com as mãos) —, tem sido extremamente comum as pessoas me escreverem, telefonarem, passarem e-mails ou mesmo me entrevistarem para colher mais e mais informações acerca das várias situações que o passe envolve.
A mim nunca me faltou disposição e prazer para atender a todos com o máximo de boa vontade, mas por mais que nos esforcemos sempre ficará alguém esperando uma resposta mais directa para determinados questionamentos.
Com este novo livro tento atender a grande parte desses meus professores, que são os questionadores sinceros — até porque são suas dúvidas e seus questionamentos que me têm levado ao descobrimento de novas e surpreendentes explicações para este mundo transcendental.
Embora sabendo que a empreitada de escrevê-lo seja grande, predisponho-me a realizá-la.
Evitarei ao máximo o excesso de erudição ou mesmo complicar aquilo que possa ser definido de maneira mais simples — mas, reconhecendo minhas limitações e analisando, sob minha óptica, o que considero indispensável, não abrirei mão daquilo que acredito deva constar nestas anotações.
Acredito também que com este livro esteja contribuindo, de alguma forma, para o estudo do tema.
Sendo assim, convido todos leitores a reflectirem sobre as palavras de Allan Kardec quando, no artigo Magnetismo e Espiritismo {Revista Espírita, março-1858, p. 95), ponderou:
"Esperemos que os sectários do magnetismo e do Espiritismo, melhor inspirados, não dêem ao mundo o escândalo de discussões muito pouco edificantes e sempre fatais à propagação da verdade, seja qual for o lado em que ela esteja.
Podemos ter nossa opinião, sustentá-la e discuti-la;
mas o meio de nos esclarecermos não é nos estraçalhando, processo pouco digno de homens sérios e que se torna ignóbil desde que entre em jogo o interesse pessoal".
Isto anotado, quero realizar este trabalho de uma maneira encadeada e prática, favorecendo a que a assimilação seja a mais directa possível.
Nesse intento, estou usando entrevistas que dei, cartas que recebi e respondi, novas leituras e pesquisas, assuntos aventados esporadicamente em seminários e treinamentos e sobretudo as principais perguntas que são a mim dirigidas, nas mais diversas formas e oportunidades.
Para amenizar o contexto, farei uso de desenhos (cartoons), a fim de melhor exemplificar algumas questões e dar maior fluência à matéria.
Espero firmemente que este caminho seja produtivo e venha a ser trilhado sem maiores sobressaltos por todos que se predispuserem a atravessá-lo comigo.
E caminhando pelas trilhas dos fluidos, do magnetismo, do espiritual, do amor e da boa vontade iremos fazer ressurgir em nossas telas as paisagens inefáveis de grande parte daquilo que nossos valorosos ancestrais pintaram com suas experiências e conhecimentos... e que, sob a forma de bênçãos, nos legaram à apreciação para evidente proveito.
Sendo assim, vamos lá?!

Jacob Melo, junho de 2001.
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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 08, 2018 9:35 pm

Cap. 1 - Dom de Curar
Será que todos detemos mesmo o dom, o poder de curar?
Sim, mas é preciso que vejamos a questão com maior amplitude.
Na realidade, a correcta utilização dos potenciais que todos trazemos dentro de nossos organismos — físico, psíquico e espiritual — e na relação de profunda ressonância com o Todo, nos caracterizam como grandes geradores de "milagres".
Só que vários desses "milagres", por quotidianos, passam despercebidos, até que uma deficiência mais acentuada se faz presente, "roubando-nos" a saúde, a tranquilidade ou mesmo a razão.
A partir de então, ficamos "ligados" no problema e percebemos que algo de errado está acontecendo — apesar de muito nos demorarmos no estágio da pura "negação", evitando assumir os compromissos que aí estão inseridos.
Talvez por isso, raramente nos damos conta de que o errado é gerado por uma disposição ou disfunção interior, pessoal, e não por culpa externa, salvo as excepções da regra.
Para resolver a questão buscamos ajuda externa, seja material, psíquica ou espiritual, o que é natural.
Ocorre que actualmente, com uma maior abertura para a visão holística, integral, do ser, somos convidados a reflectir acerca de nossos actos, pensamentos e acções e reacções ante a vida, ante aos acontecimentos nos quais interagimos.
Dessa forma, quando somos atendidos por pessoas ou profissionais responsáveis, recebemos convites para revermos atitudes, reformularmos procedimentos, reeducarmos hábitos e tendências, redireccionarmos nossas emoções e anseios.
Tudo isso por dois motivos:
um porque está bastante evidenciado que nem sempre a ajuda externa isoladamente é tão eficiente como a que conta com uma contrapartida interior; e o outro porque se a ajuda de fato resolver o problema, mas não houver um trabalho real nas estruturas profundas do ser, o risco de recidiva ou do problema irromper noutro lugar ou de outra forma é muito grande, quase inevitável.
Por aí já dá para deduzir que os verdadeiros potenciais de cura estão sempre em estado latente, muitos dentro de nós mesmos e muitos na realidade que nos cerca, precisando apenas que nos disponhamos a vencer a inércia para dispô-los em nosso favor.
Para que sejamos pessoas sadias, "curadas", é necessário que saibamos da existência desses potenciais e acreditemos neles, direccionando mente e coração, emoção e razão, força e astúcia no sentido do bem-estar que, no exacto sentido do termo, significa o bem geral — que, vale ressaltar, não combina com ficar bem à custa do mal causado aos outros.
Todos detemos o dom de curar, ainda que por vezes limitado a nos auto-curarmos, o que, convenhamos, já é um poder fabuloso, se plenamente realizado.
E o poder de cura em favor do outro?
Sem querer fugir da questão, o primeiro bem que fazemos ao próximo é estarmos bem connosco mesmos, pois assim não o sobrecarregaremos com nossas mazelas e ainda o ajudaremos, tanto pela força do exemplo como pela transferência de "energias" e fluidos positivos e pelas vibrações de saúde que estaremos exalando.
Mas, indo ao cerne da colocação, se, conforme vimos na questão anterior, detemos o poder de nos curarmos em nós mesmos e em nosso derredor, se nos aprimorarmos no uso e na manipulação desses potenciais teremos condições de exteriorizá-lo em benefício de outras criaturas.
Os caminhos são os mais diversos: desde estudarmos e nos tornarmos facultativos (médicos, enfermeiros, farmacêuticos, massagistas, agentes de saúde, etc.) até virmos a ser curadores (no sentido de curar com magnetismo ou com o auxílio da espiritualidade), passistas.
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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 08, 2018 9:35 pm

Em tudo, a vontade e a disposição de servir com amor são fundamentais.
Todas as pessoas podem realizar curas independente do meio, do problema que deve resolver e do estado em que se encontram?
Vejamos o assunto sob dois aspectos.
As chamadas curas espirituais, até por depender, fluidicamente falando, muito pouco do curador — já que os fluidos provêm predominantemente do mundo espiritual e são os Espíritos os verdadeiros detentores e manipuladores dos mesmos —, oferece menos obstáculos materiais para a sua realização, se bem que requeira uma postura moral e mental do aplicador muito mais harmónica e sintonizada com a "fonte doadora" — quanto mais equilíbrio moral e maior vivência de auto-doação maior possibilidade de servir com qualidade.
Já no campo das curas por passes magnéticos — aqueles em que os fluidos em manuseio são predominantemente humanos —, são solicitados alguns pré-requisitos para uma boa e eficiente aplicação de passes.
Dessa forma, o meio, o problema e o estado em que se encontra o passista poderá influenciar decisivamente no resultado do passe, sem falar nos enormes prejuízos que podem provocar o despreparo mental, moral e de conhecimentos específicos.
Várias vezes ouvimos dizer que o passe magnético não cura, pois para que a cura real se estabeleça é preciso que vários factores aconteçam, inclusive a fé do passista e o merecimento do paciente.
Apesar disso, pessoas sem aparente fé e/ou merecimento alcançam curas fantásticas.
E então, o passe magnético cura ou não?
Primeiro precisaríamos definir o que é cura.
Para uns, cura é o restabelecimento ou a superação de um determinado problema ou doença;
para outros, é todo um conjunto de acções e reacções positivas, totalmente transformadoras da vida.
Para uns a cura é a força para suportar o imutável;
para outros nada vale se não for possível mudar o que estabelecido está.
Para uns é o literal:
"preciso remover a montanha";
para outros, o racional, o dedutivo:
"preciso vencer a montanha" — o primeiro tenta transportá-la, lata a lata, até morrer cansado;
o outro, descobre-lhe os desvios, aprende a escalá-la, até viver a satisfação da vitória.
Antes de prosseguirmos, sugiro aprendermos a definir saúde e cura como situações naturais ou metas de vida e não ficarmos a relacioná-las tão directamente a doenças e males.
Não definamos a rosa por seus espinhos, o tigre por sua mordida, o dia pela noite, o sono pelo pesadelo, etc.
Ainda que consideremos esses aspectos, melhor definir as coisas por suas qualidades e virtudes; é mais coerente e racional.
Feita a ressalva, respeitando aqueles que ainda assim pretendem definir cura como a superação de determinados problemas ou mesmo a mudança do estado de doente para a posição de saudável, o passe magnético pode cumprir perfeitamente essa proposta.
São infinitos os exemplos na área.
Por outro lado, sabemos que toda e qualquer cura (no caso, superação), da mais simples doença ao mais profundo estado de abatimento, só poderá ser catalogada como cura real se houver um compromisso do curado com as transformações interiores, que precisarão ser assumidas no sentido de aproveitar as lições ensejadas pelas doenças, traumas, dores e sofrimentos, bem como para inibir possíveis recidivas.
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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 08, 2018 9:36 pm

Exemplificando:
uma pessoa comete excessos e entra em ressaca.
Apavorada, busca o médico que lhe receita alguns remédios e faz algumas recomendações, além de provê-la dos elementos químicos necessários para seu refazimento mais imediato.
Se a lição tiver sido assimilada, não voltará a cair no mesmo equívoco outras vezes;
do contrário, terá novas e repetidas ressacas, até chegar ao ponto do comprometimento mais profundo de órgãos importantes, eliminando assim, de forma irresponsável e por vezes muito dolorosa, parte de sua vida.
Ou seja, o médico pode ajudá-lo a curar a ressaca, mas só ele pode curar-se a si mesmo.
No magnetismo, como em quaisquer outros métodos curativos, para que a cura real seja alcançada é imperiosa uma mudança nos valores e critérios íntimos do "curado", sempre voltada à melhoria do sentido moral, equilibrado e harmonioso da vida.
Isso em relação a doenças físicas, mas em relação a problemas emocionais, psíquicos e obsessivos, como se dá a cura?
As observações são igualmente pertinentes, posso dizer que são as mesmas:
é necessário que o "doente" tenha consciência de que nada se dá sem esforço.
O merecimento não é um cartão de crédito de ficção que se usa e não se paga;
merecimento no campo das curas é o resultado de factores de disposição e acção, resguardo e observância do que é devido, busca e esforço.
Cabe ao doente dar-se o valor que diz querer possuir, e isso só se concretiza com o emprego do "faço isso por mim, porque preciso, porque faço por merecer".
Sem essa disposição, por mais milagrosos que sejam os resultados imediatos, eles terminarão por redundar funestos, pois que não terão redimido o doente.
Se bem que aos debilitados psíquicos ou obsediados pareça-lhes faltar a força interior para as grandes decisões e manutenção das mesmas, não será furtando-lhes os convites à superação e ao esforço das vitórias que os tornaremos mais resistentes e melhor curáveis. Quando não há condições interiores conscientes para que o paciente se ajude, a ajuda externa é mais do que solicitada;
deve ser mesmo a mais criteriosa, responsável e harmoniosa possível.
Só não podemos perder de vista que, ainda quando a consciência parece dormir, a inconsciência — ou a infra-consciência — está desperta, absorvendo o que lhe é passado.
Nisso, realça nosso dever de chamar à responsabilidade aquele que aparentemente não tem forças para reagir.
Num aparte, mesmo sem querer entrar no discurso e no debate que envolve a questão consciente versus inconsciente, é evidente que temos menosprezado sobremaneira esta segunda zona, sem nos darmos conta de que vivemos muito mais sujeitos à sua acção do que necessariamente à decorrente da consciente.
Logo, reconhecendo este fato e considerando que, como espíritas, somos sabedores do ser profundo, o Espírito, não temos como minimizar os potenciais que, embora existam, parecem estar guardados num lugar por mim chamado de "campo da inibição fortuita do ser".
Muitos somos os que tentamos, em vários momentos da vida e por vários motivos, fugir da zona consciente, como que querendo nos eximir das responsabilidades devidas.
Para tanto, saímos acusando ou culpando os equívocos e erros que aconteceriam responsabilizados pelo inconsciente — assim tomado como sinónimo de acobertador das irresponsabilidades.
Bem se vê que por aí podem se imiscuir obsessões e auto-obsessões.
Daí porque a solução de determinados problemas precisam contar com auxílios externos, tanto como, de igual maneira, dos mais profundos também, ou seja, daqueles que convidam o paciente a mergulhar em seu mundo inconsciente, dali extraindo elementos geradores da esperança e da força, da fé e da coragem necessárias para a superação.
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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 08, 2018 9:36 pm

Numa outra vertente, há quem alegue que o magnetismo não passa de uma sugestão ou indução mental.
O que dizer nesse caso?
Não podemos duvidar nem menosprezar os efeitos decorrentes das sugestões.
Experiências com placebos não nos permitiriam tal irresponsabilidade.
Mas, a propósito, o que é a moda senão uma ampla e repetida sugestão, fortemente indutiva, quase sempre assimilada por uma maioria?!
O magnetismo não é fenómeno verificado por simples ato de se incutir na mente dos pacientes uma ideia ou uma proposta de cura ou autocura, a qual geraria alterações comportamentais ou orgânicas.
O magnetismo é uma força em acção, com sua eficiência já amplamente demonstrada na prática através dos milénios.
Paradoxalmente, nada é tão simples, nada é tão complexo.
Muitas são as pessoas que não se influenciam e são "curadas", assim como outro tanto vai influenciada e não se "cura", o que força sejam buscadas outras explicações.
Por outro lado, experiências em laboratórios demonstram a acção do magnetismo sobre plantas, sementes e animais, os quais não têm como "conscientemente" serem influenciados.
Apesar das fortes implicações das sugestões, aí incluídas as auto-sugestões, o volume de experiências e comprovações dos efeitos do magnetismo, em todos lugares e tempos, é tamanho que negar-lhes valor seria como se querer dizer que criaturas não vivem nem se movem sob a terra.
Pela pujança com que os fluidos magnéticos actuam, não há como negar sua acção e sua evidência.
Todavia, ampliando o raciocínio geral, ainda que o magnetismo fosse apenas sugestão e indução e se, como tal, conseguisse realizar os benefícios que realiza, já teríamos aí motivos de sobra para estudar-lhe a essência e aproveitar-lhe a eficiência e o seu poder.
Não haveria nada de equivocado em se aproveitar esse poder se o magnetismo apenas dele se valesse.

O que é placebo?
Quando médicos, laboratórios e pesquisadores querem testar a eficiência de determinados medicamentos e tratamentos, utilizam, paralelamente ao que está sendo testado, substâncias inócuas, sem efeito, mas com formato e aparência semelhante ao medicamento ou método verdadeiro, de forma que o paciente ou cobaia absorve acreditando (ou não) tratar-se de substância eficiente e que os efeitos corresponderão às expectativas (ou não).
Essas substâncias são chamadas de placebo.
Fazendo-se uso do placebo podemos, em princípio, analisar se o medicamento faz efeito real ou se se trata de auto-sugestão induzida.
A esse tipo de experiência se convencionou chamar de efeito placebo.
A propósito, a homeopatia também faz uso dos placebos, tendo sido a experiência com placebos concebida e inventada por Samuel Hahnemann, o fundador da Medicina Homeopática.

Há experiências com placebos nos passes espíritas?
Na prática actual não tenho registo de experiências que tais, mas para se alcançar a segurança científica que queremos ver acontecer nas actividades espíritas, seria conveniente sua ocorrência.
Vale salientar que não é fácil, para quem não tenha um pensamento e uma atitude de pesquisa científica, decidir quem será a amostra falsa e a amostra verdadeira, mas seria extremamente salutar ter-se pesquisas na área com respaldo e cunho sério e científico.
Uma das possíveis ideias a ser posta em prática, conforme sugeriu-me um amigo, seria o "experimento no homem são", da Homeopatia.
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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 08, 2018 9:37 pm

Qual a opinião de Allan Kardec a respeito do dom de curar?
Permita-me uma transcrição um tanto quanto longa, mas ela se autojustifica.
"O poder de curar independe da vontade do médium:
é um facto adquirido pela experiência.
O que depende dele são as qualidades que podem tornar esse poder frutuoso e durável.
Essas qualidades são sobretudo o devotamento, a abnegação e a humildade;
o egoísmo, o orgulho e a cupidez são pontos de parada, contra os quais se quebra a mais bela faculdade.
"O verdadeiro médium curador, o que compreende a santidade de sua missão, é movido pelo único desejo do bem.
Não vê no dom que possui senão um meio de tornar-se útil aos seus semelhantes, e não um degrau para elevar-se acima dos outros e pôr-se em evidência.
É humilde de coração, isto é, nele a humildade e a modéstia são sinceras, reais, sem segunda intenção, e não em palavras que desmentem, muitas vezes, os próprios aptos.
A humildade por vezes é um manto, sob o qual se abriga o orgulho, mas que não iludiria a ninguém.
Nem procura o brilho, nem o renome, nem o ruído de seu nome, nem a satisfação de sua vaidade.
Não há, em suas maneiras, nem jactância, nem bazófia;
não exibe as curas que realiza, ao passo que o orgulhoso as enumera com complacência, muitas vezes as amplia, e acaba por se persuadir que fez tudo o que diz.
"Feliz pelo bem que faz, não o é menos pelo que outros podem fazer;
não se julgando o primeiro nem o único capaz, não inveja nem deprime nenhum médium.
Os que possuem a mesma faculdade são para ele irmãos que concorrem para o mesmo objectivo: ele diz que quanto mais os houver, maior será o bem.
"Sua confiança em suas próprias forças não vai até a presunção de se julgar infalível e, ainda menos, universal.
Sabe que outros podem tanto ou mais que ele.
Sua fé é mais em Deus do que em si mesmo, pois sabe que tudo pode por Ele, e nada sem Ele.
Eis porque nada promete senão sob a reserva da permissão de Deus.
"A influência material junta a influência moral, auxiliar poderosa, que dobra a sua força.
Por sua palavra benevolente, encoraja, levanta o moral, faz nascer a esperança e a confiança em Deus.
Já é uma parte da cura, porque é uma consolação que dispõe a receber o eflúvio benéfico ou, melhor dito, o pensamento benevolente já é um eflúvio salutar.
Sem a influência moral, o médium tem por si apenas a acção fluídica, material e, de certo modo, brutal, insuficiente em muitos casos.
"Enfim, para aquele que possui as qualidades de coração, o doente é atraído por uma simpatia que predispõe à assimilação dos fluidos, ao passo que o orgulho, a falta de benevolência chocam e fazem experimentar um sentimento de repulsa, que paralisa essa assimilação.
"Tal é o médium curador amado pelos bons Espíritos.
Tal é, também, a medida que pode servir para julgar o valor intrínseco dos que se revelarem e a extensão dos serviços que poderão prestar à causa do Espiritismo.
Desnecessário que só é entrado nestas condições e que aquele que não reunisse todas as qualidades não possa momentaneamente prestar serviços parciais que seria erro repelir.
O mal é para ele, porque quanto mais se afasta do tipo, menos pode esperar ver sua faculdade desenvolver-se e mais se aproxima do declínio.
Os bons Espíritos só se ligam aos que se mostram dignos de sua protecção, e a queda do orgulhoso, mais cedo ou mais tarde, é a sua punição.
O desinteresse é incompleto sem o desinteresse moral."
(em: Considerações sobre a mediunidade curadora, Allan Kardec — Revista Espírita, novembro, 1866, p. 347).

Em que o Espírito poderá influir em sua doença ou própria cura?
Mais do que nunca, hoje se sabe que a maneira de pensar e de reagir às circunstâncias da vida leva a criatura a situações mais ou menos difíceis, mais ou menos felizes, mais ou menos palatáveis.
Quando nos aborrecemos, alteramos completamente nossas funções orgânicas, assim como quando nos alegramos propiciamos circuitos diferenciados em todos nossos sistemas endócrinos.
Não é à toa que costumamos dizer que "a raiva ferveu meu sangue", "a ira tirou minha fome", "a alegria desopilou meu fígado", "o prazer aliviou meu coração"... Verdades profundas.
Nossa atitude mental determinando acções e reacções orgânicas as mais diversas e repercussivas possível.
Ora, se a mente — que outra não é senão o próprio Espírito se expressando — actua de forma tão vigorosa nos sistemas autómatos e "autónomos" de nossa essência física, o que se dizer de sua influência sobre nosso estado de saúde?
Allan Kardec teve oportunidade de tecer rápida ponderação a respeito, quando, em sua Revista Espírita, de março de 1869, p. 63, estudando o tema "A carne é fraca, sugere:
"... dai coragem ao poltrão, e vereis cessarem os efeitos fisiológicos do medo; dá-se o mesmo em outras disposições".
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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 08, 2018 9:38 pm

Cap. 2 - Magnetismo
Quando surgiu o. Magnetismo?
Paracelso (Philip Theophrastus Aureolus Bombastus von Hohenheim — 1493-1541), notável alquimista e médico suíço que se projectou na Idade Média, foi um dos grandes desbravadores do terreno do magnetismo, tendo, por suas ideias renovadoras e "revolucionárias", chegado a ser afastado do cargo de professor que ocupava com destaque.
Ele é apontado, inclusive, como o criador da palavra magnetismo, quando comparou as forças "viventes" ao ímã (magnete).
Mas, modernamente, em nossa cultura ocidental, Mesmer (Franz Anton, 1734-1815), um médico alemão, é apresentado como o responsável pela codificação e demonstração prática do magnetismo, por ele trazido como "Teoria do Magnetismo Animal".
Todavia, desde os mais antigos registos feitos pela Antropologia e Sociologia são acusados comportamentos humanos indicativos da utilização do magnetismo como método de cura e busca espiritual, como fortalecimento dos potenciais orgânicos e fisiológicos e também como técnica de conservação e embalsamamento de corpos.
Registos bíblicos são fartos nesse sentido, tanto quanto a maioria dos livros basilares de antigas religiões orientais;
assim o são também pesquisas antropológicas que estudam comportamentos mortuários de antigas civilizações.
Portanto, não há uma data ou um período preciso que confirme a "implantação" do magnetismo no seio da humanidade, sendo, por isso mesmo e por todas reflexões sérias a respeito, permitido se diga que há magnetismo no mundo desde que o mundo é mundo.

Há relações entre o Magnetismo e o Espiritismo?
Há, e não são poucas, especialmente no campo prático dessas ciências.
A propósito, Allan Kardec {Magnetismo e Espiritismo, em Revista Espírita, março de 1858, p. 95) teceu ponderações a respeito que valem a pena ser aqui reproduzidas:
"O magnetismo preparou o caminho do Espiritismo, e os rápidos progressos desta última doutrina são incontestavelmente devidos à vulgarização das ideias sobre a primeira.
Dos fenómenos magnéticos, do sonambulismo e do êxtase às manifestações espíritas há apenas um passo;
sua conexão é tal que, por assim dizer, é impossível falar de um sem falar do outro.
Se tivermos que ficar fora da Ciência do magnetismo, nosso quadro ficará incompleto e poderemos ser comparados a um professor de Física que se abstivesse de falar da luz.
" ( . . . ) A ele (o magnetismo) não nos referiremos, pois, senão acessoriamente, mas de maneira suficiente para mostrar as relações íntimas das duas Ciências que, na verdade, não passam de uma." (grifei)
Bem se vê serem muito estreitas as relações entre essas duas ciências.
A despeito disso tudo, quero aditar um comentário paralelo.
É digno ressaltarmos que na obra de Allan Kardec vamos encontrar inúmeras vezes o termo magnetizador no sentido do que hodiernamente chamamos de passista ou médium passista.
Por outro lado, os Espíritos, sempre que se referem ao fluido magnético, estão fazendo referência aos fluidos vitais e espirituais e não aos campos magnéticos como a Física determina e denomina.

Poder-se-ia dizer, então, que todo magnetizador é também espírita?
Não. Apenas a convergência dos princípios fluídicos (energéticos) daquelas Ciências indica as estreitas ligações verificadas em suas práticas.
Muitos magnetizadores sequer acreditam nos Espíritos e nem por isso deixam de ser por eles observados e ajudados.
Agora, ser magnetizador e crer, de forma activa e positiva, nos Espíritos, potencializa sobremaneira as práticas magnéticas, chegando à realização de verdadeiros milagres, tal como sugeriram os Espíritos a Kardec
(vide O Livro dos Médiuns, cap. 14, item 176, questão 4ª).
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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 08, 2018 9:41 pm

Registos bíblicos são fartos nesse sentido, tanto quanto a maioria dos livros basilares de antigas religiões orientais;
assim o são também pesquisas antropológicas que estudam comportamentos mortuários de antigas civilizações.
Portanto, não há uma data ou um período preciso que confirme a "implantação" do magnetismo no seio da humanidade, sendo, por isso mesmo e por todas reflexões sérias a respeito, permitido se diga que há magnetismo no mundo desde que o mundo é mundo.

Há relações entre o Magnetismo e o Espiritismo?
Há, e não são poucas, especialmente no campo prático dessas ciências.
A propósito, Allan Kardec {Magnetismo e Espiritismo, em Revista Espírita, março de 1858, p. 95) teceu ponderações a respeito que valem a pena ser aqui reproduzidas:
"O magnetismo preparou o caminho do Espiritismo, e os rápidos progressos desta última doutrina são incontestavelmente devidos à vulgarização das ideias sobre a primeira.
Dos fenómenos magnéticos, do sonambulismo e do êxtase às manifestações espíritas há apenas um passo;
sua conexão é tal que, por assim dizer, é impossível falar de um sem falar do outro.
Se tivermos que ficar fora da Ciência do magnetismo, nosso quadro ficará incompleto e poderemos ser comparados a um professor de Física que se abstivesse de falar da luz.
" ( . . . ) A ele (o magnetismo) não nos referiremos, pois, senão acessoriamente, mas de maneira suficiente para mostrar as relações íntimas das duas Ciências que, na verdade, não passam de uma." (grifei)
Bem se vê serem muito estreitas as relações entre essas duas ciências.
A despeito disso tudo, quero aditar um comentário paralelo.
É digno ressaltarmos que na obra de Allan Kardec vamos encontrar inúmeras vezes o termo magnetizador no sentido do que hodiernamente chamamos de passista ou médium passista.
Por outro lado, os Espíritos, sempre que se referem ao fluido magnético, estão fazendo referência aos fluidos vitais e espirituais e não aos campos magnéticos como a Física determina e denomina.

Poder-se-ia dizer, então, que todo magnetizador é também espírita?
Não. Apenas a convergência dos princípios fluídicos (energéticos) daquelas Ciências indica as estreitas ligações verificadas em suas práticas.
Muitos magnetizadores sequer acreditam nos Espíritos e nem por isso deixam de ser por eles observados e ajudados.
Agora, ser magnetizador e crer, de forma activa e positiva, nos Espíritos, potencializa sobremaneira as práticas magnéticas, chegando à realização de verdadeiros milagres, tal como sugeriram os Espíritos a Kardec
(vide O Livro dos Médiuns, cap. 14, item 176, questão 4ª).

Os magnetizadores clássicos eram pessoas moralmente equilibradas?
Sim, abstracção feita às excepções de toda regra.
A despeito de muito se acusar Mesmer de exibicionismo e comportamentos exóticos, os que com ele conviveram sempre ressaltaram seu espírito de "homem caridoso e bom".
Deleuze, considerado como o ressurgidor do magnetismo com sua obra História Crítica do Magnetismo, de 1813, assim enunciava como indispensáveis algumas das condições morais do magnetizador:
"Vontade activa pelo bem; crença firme em seu poder; e confiança inteira em seu emprego".
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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 08, 2018 9:41 pm

Muito se alegou que não era o Magnetismo que curava e sim a ilusão do paciente ou a indução sugestiva do magnetizador.
O que dizer disso?

Pelo quanto, ao longo do tempo, o magnetismo foi testado, contestado, ridicularizado e exposto a toda espécie de julgamento, dos mais criteriosos aos mais vis, sobraram lucros e louros para ele.
De tão combatido e de nunca verdadeiramente vencido, saiu-se o magnetismo como o grande vitorioso.
A cada dia que passa, mais e mais se comprova a eficiência do magnetismo como força curadora.
Agora, se o magnetismo fosse apenas um provocador de ilusões ou simples indutor de sugestão ou auto-sugestões, muito provavelmente não teria resistido às inclemências de seus perseguidores e do próprio tempo.
Pela excelência de seus resultados, seu valor está mais do que aprovado e sua aprovação mais do que aplaudida e merecida.
Portanto, saudemos o magnetismo com o respeito que ele tão bem fez e continua fazendo por merecer.

Do facto da relativa imponderabilidade dos fluidos magnéticos fica difícil aceitarmos sua penetrabilidade e sua acção em outros corpos, em seres como os humanos.
O que você poderia dizer a respeito?

Estamos cercados de imponderabilidade, literalmente a nos reger, a nos direccionar, a nos influenciar profundamente.
Que se dizer de sentimentos, de campos energéticos concebidos apenas pela teoria — e por ela demonstrados como existentes e inevitáveis?
Que se dizer da hoje irrefutável acção da prece e da fé?
E tudo isso é de uma imponderabilidade inquestionável.
Foi-se o tempo em que o que se via e o que se tocava eram determinantes para se definir pela existência ou inexistência de alguma coisa.
O magnetismo já provou a mancheias sua acção e a penetrabilidade dos fluidos, a despeito dos contraditores de todas as épocas.
Para simplificar, vamos a uma colocação de Allan Kardec (Revista Espírita, março-1866), mesmo quando, à época, ele ainda não contava com os modernos conceitos da teoria da relatividade:
"A maioria dos corpos simples são chamados ponderáveis, porque é possível achar o seu peso, e este está na razão da soma de moléculas contidas num dado volume.
Outros são ditos imponderáveis, porque para nós não têm peso e, seja qual for a quantidade em que se acumulem num outro corpo, não aumentam o peso deste.
Tais são: o calórico, a luz, a electricidade, o fluido magnético ou do ímã.
(...) Posto que imponderáveis, nem por isto esses fluidos deixam de ter um grande poder.
O calórico divide os corpos mais duros, os reduz a vapor, dá aos líquidos evaporados uma irresistível força de expansão.
O choque eléctrico quebra árvores e pedras, curva barras de ferro, funde os metais, atira longe enormes massas.
O magnetismo dá ao ferro um poder de atracção capaz de sustentar pesos consideráveis.
A luz não possui esse género de força, mas exerce uma acção química sobre a maioria dos corpos, e sob sua influência operam-se
incessantemente composições e decomposições.
Sem a luz, os vegetais e os animais estiolam-se, os frutos não têm sabor nem colorido.
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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Mar 09, 2018 8:55 pm

"Todos os corpos da natureza (...) são formados dos mesmos elementos, combinados de maneira a produzir a infinita variedade dos diferentes corpos.
Hoje, a Ciência vai mais longe.
Suas investigações pouco a pouco a conduzem à grande lei da unidade.
Agora é geralmente admitido que os corpos reputados simples não passam de modificações, de transformações de um elemento único, princípio universal designado sob os nomes de éter, fluido cósmico ou fluido universal.
De tal sorte que, segundo o modo de agregação das moléculas desse fluido, e sob a influência de circunstâncias particulares, adquire propriedades especiais, que constituem os corpos simples.
Estes, combinados entre si em diversas proporções, formam, como dissemos, a inumerável variedade de corpos compostos.
Segundo esta opinião, o calórico, a luz, a electricidade e o magnetismo não passariam de modificações do fluido primitivo universal.
Assim, esse fluido que, segundo toda probabilidade, é imponderável seria ao mesmo tempo o princípio dos fluidos imponderáveis e dos corpos ponderáveis, (grifei)
"A química nos faz penetrar na constituição íntima dos corpos, mas, experimentalmente, não vai além dos corpos considerados simples.
Seus meios de análise são impotentes para isolar o elemento primitivo e determinar a sua essência.
Ora, entre esse elemento em sua pureza absoluta e o ponto onde pára as investigações da Ciência, o intervalo é imenso.
Raciocinando por analogia, chega-se a esta conclusão que, entre esse dois pontos extremos, esse fluido deve sofrer modificações que escapam aos nossos instrumentos e aos nossos sentidos materiais.
É nesse campo novo, até aqui fechado à exploração, que vamos tentar penetrar..."
Conforme se observa, Kardec estava bem actualizado na Ciência de seu tempo.
Quem diz que todas as formas de matéria são modificações do fluido cósmico universal são os Espíritos.
Um amigo me lembra que muitos físicos estão empenhados em uma utopia que é a chamada "unidade das forças", porém até agora não chegaram lá (apesar das afirmações falaciosas de alguns) e, ao ver desse amigo, não chegarão lá, devido aos métodos empregados (os métodos da Física Teórica).
Posteriormente a Kardec, verificou-se que os fluidos tinham peso (Crookes) e é possível verificar isto sem balança.
Parece que tudo tem massa, até os neutrinos, o problema é como medir.
Em suma, a questão da ponderabilidade é hoje sem sentido.

Os magnetizadores precisam contar com os Espíritos?
Vou buscar Allan Kardec {Revista Espírita, jan -1864) mais uma vez, em uma interessante reflexão que responde à questão:
"... Para curar pela acção fluídica, os fluidos mais depurados são os mais saudáveis; desde que esses fluidos benéficos são dos Espíritos superiores, então é o concurso deles que é preciso obter.
Por isto, a prece e a invocação são necessárias.
Mas para orar e, sobretudo, orar com fervor, é preciso fé.
Para que a prece seja escutada, é preciso que seja feita com humildade e dilatada por um real sentimento de benevolência e de caridade.
Ora, não há verdadeira caridade sem devotamente, nem devotamento sem desinteresse.
Sem estas condições o magnetizador, privado da assistência dos bons Espíritos, fica reduzido às suas próprias forças, por vezes insuficientes, ao passo que com o concurso deles, elas podem ser centuplicadas em poder e em eficácia." (grifos originais).
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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Mar 09, 2018 8:56 pm

Cap. 3 - Considerações sobre os fluidos
Qual seria o primeiro passo para entendermos o magnetismo (humano)?
Estudá-lo, analisá-lo, experimentá-lo e praticá-lo.
Para tanto, em termos de teoria, o estudo dos fluidos é básico.

O que devemos entender por fluido?
A palavra fluido é uma polissemia, ou seja, tem vários significados.
Diferente do conceito convencional dado ao termo — uma das características das substâncias líquidas ou gasosas ou uma substância que corre ou se expande à maneira de um líquido ou gás;
fluente —, para os estudiosos dos temas magnetismo, passes, curas, mediunidade, animismo e terapias alternativas, fluido "é tudo quanto importa à matéria, da mais grosseira à mais diáfana, variando em multiplicidade infinita a fim de atender a todas as necessidades físicas, químicas e inclusive vitais daquela, bem como de sua intermediação entre os reinos material e espiritual.
É o fluido não apenas algo que se move a exemplo dos líquidos ou gases, mas a essência mesma desses líquidos, gases e de todas as matérias, inclusive aquelas ainda inapreensíveis por nossos instrumentos físicos ou mesmo psíquicos", conforme resumi em meu livro O Passe: seu estudo, suas técnicas, sua prática.
Leon Denis, no seu No Invisível, cap. 15, sintetiza dizendo que o fluido, à medida que se rarefaz, torna-se uma das formas de energia, adquirindo uma capacidade de irradiação sempre crescente.
Por outro lado, o Espírito André Luiz, conforme registado em Evolução em dois mundos, cap. Alma e fluidos, afirma que "... no plano espiritual, o homem desencarnado vai lidar, mais directamente, com um fluido vivo e multiforme, estuante e inestancável, (...) absorvido pela mente humana, em processo vitalista semelhante à respiração, pelo qual a criatura assimila a força emanente do Criador, esparsa em todo o Cosmo, transubstanciando-a, sob a própria responsabilidade, para influenciar na Criação, a partir de si mesma.
Esse fluido é seu próprio pensamento contínuo, gerando potenciais energéticos..."
Isto posto, me permito uma sugestão: aqueles que se sentirem incomodados com o emprego do termo fluido tal qual classicamente vimos fazendo, preferindo uma adjectivação na qual fiquem melhor retratados os conceitos de "campos" e/ou "quanta energéticos" ou outros porventura mais modernos, que disponham para todos nós suas ideias, conceitos e explicações através de publicações ou debates.
Honestamente, todos agradecemos antecipadamente e louvaremos as iniciativas neste sentido, pois não temos nada contra tal postura; pelo contrário, somos sempre favoráveis ao estudo e às pesquisas.
Todavia, reconheçamos: verdade maior do que a da necessidade de novas conceituações está o fato de que ainda hoje nos entendemos perfeitamente bem quando falamos dessa "energética" usando o termo fluido.
Lamentavelmente, seja pelo rebuscado das teorias e terminologias científicas a respeito do assunto, seja pelo pouco estudo da maioria dos seguidores das escolas magnéticas, não podemos dizer o mesmo quando interpomos outros derivados para a expressão fluido, ainda que mais ricos, actualizados e consentâneos.
Daí, mesmo entendendo e aceitando a necessidade de uma revisão de conceitos, manterei neste livro o termo fluido para designar esse campo de energias que é movimentado nos e pelos passes.1

Os fluidos são sempre subtis, rarefeitos?
Não. Também existem fluidos muito densos, de forma que podemos afirmar, sem receio de errar, que toda matéria existente é, de certa forma, fluido condensado.
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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Mar 09, 2018 8:56 pm

Como são movimentados esses fluidos subtis?
Por acções físicas (magnetismo), por interacções entre dois ou mais campos fluídicos (reacções fluídicas entre pessoas ou dessas em relação ao meio), pela vontade direccionada e pela acção dos Espíritos.

São da mesma natureza os fluidos humanos e os espirituais?
Deixarei a resposta com Allan Kardec (em Revista Espírita, jan-1864):
"Na acção magnética, propriamente dita, é o fluido pessoal do magnetizador que é transmitido, e esse fluido, que não é senão o perispírito, sabe-se que participa sempre, mais ou menos, das qualidades materiais do corpo, ao mesmo tempo que sofre a influência moral do Espírito.
É, pois, impossível que o fluido próprio de um encarnado seja de uma pureza absoluta, razão por que sua acção curativa é lenta, por vezes nula, outras vezes nociva, porque transmite ao doente princípios mórbidos.
Desde que um fluido seja bastante abundante e enérgico para produzir efeitos instantâneos de sono, de catalepsia, de atracção ou de repulsão, absolutamente não se segue que tenha as necessárias qualidades para curar;
é a força que derruba, mas não o bálsamo que suaviza e restaura.
Assim, há Espíritos desencarnados de ordem inferior, cujo fluido pode ser mesmo muito maléfico, o que os espíritas a cada passo têm ocasião de constatar.
Só nos Espíritos superiores o fluido perispiritual está despojado de todas as impurezas da matéria.
Está, de certo modo, quintessenciado.
Sua acção, por conseguinte, deve ser mais salutar e mais pronta; é o fluido benfazejo por excelência.
E desde que não pode ser encontrado entre os encarnados, nem entre os desencarnados vulgares, então é preciso pedi-lo aos Espíritos elevados, como se vai procurar em terra distantes os remédios que se não encontram na própria.
O médium curador emite pouco de seu fluido;
sente a corrente do fluido estranho que o penetra e ao qual serve de condutor;
é com esse fluido que magnetiza, e aí está o que caracteriza o magnetismo espiritual e o distingue do magnetismo animal: um vem do homem, o outro, dos Espíritos." (grifo original).

Allan Kardec fala muito acerca do fluido universal (FU).
O que seria esse fluido?

Em O Livro dos Espíritos, questão 27, Allan Kardec conversa com os Espíritos acerca da criação universal e deles recebe a informação seguinte:
"Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal.
Mas ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita (...)•
Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o Espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá." (grifei).
Dá para perceber a dupla função aí atribuída ao fluido universal; primeiro como elemento intermediário — um campo, portanto —, depois como elemento primitivo, elementar — uma geratriz.
Fazendo-se um estudo comparado com o que está escrito em O Livro dos Espíritos e em A Génese, ambos de Allan Kardec, tal como sugiro em O Passe, seu estudo, suas técnicas, sua prática, percebemos que a matriz do conceito fluido universal é de que este é, em primeira instância, a grande geratriz de todos os campos nos quais serão estruturadas as mais diversas matérias.
No prosseguimento do estudo, teremos por fluido universal outras acepções, já directamente relacionadas ao conceito de campo energético, o que denota a dificuldade que teve a codificação de se expressar ante a ausência dos actuais conceitos da Física moderna.
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Ave sem Ninho

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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Mar 09, 2018 8:57 pm

E o fluido cósmico?
Seguindo com o estudo sugerido em O Passe, encontraremos no fluido cósmico (FC) o campo dos fluidos do cosmo, também em dois sentidos: do cosmo como um todo e do cosmo como campo propiciador das combinações e interacções geradoras das variedades da matéria.
Resumindo, o fluido universal é a geratriz e o fluido cósmico o grande campo gerado — o qual, por sua vez, propiciará o surgimento das diversas variedades de fluidos.

De onde provém, então, o espírito?
Exactamente da outra geratriz, chamada princípio inteligente universal (PIU).
Ali "gera-se" o espírito, elemento espiritual básico, o qual vai-se elaborando, ao longo dos evos, por consórcio com a matéria, até atingir a individualidade e a personalidade, a inteligência e a angelitude.

São sempre vitais os fluidos, ou seja, existe vida orgânica em todos os fluidos?
A resposta também é negativa.
O que podemos dizer é que em todos existe um estado latente de vitalidade, passível de ser accionado.
Nalguns essa latência é, por assim dizer, abundante, enquanto noutros por demais escassa, quase inexistindo.

Como é accionada a vitalidade dos fluidos?
Primeiro dividamos os fluidos em três grupos:
os inorgânicos, os magnéticos — aqui considerados os vitais — e os espirituais.
Nos inorgânicos, a presença de vitalidade é quase nula, pelo que ficamos praticamente impedidos de movimentá-los, a não ser por incorporação ou interposição de cargas vitalistas oriundas de outros campos.
Nos magnéticos ou vitais encontramos uma estrutura apropriada, na qual podemos divisar pelo menos duas zonas distintas:
o fluido vital propriamente dito e o princípio vital.
É exactamente pelo princípio vital que conseguimos accionar (movimentar) os fluidos vitais (passivos), dotando-lhes de vitalidade (orgânica inclusive).
O mecanismo que faz a matéria ter vida é exactamente o decorrente da ligação de um outro princípio, o inteligente ou espiritual (espírito), com o fluido vital, pela "porta" do princípio vital.
Os fluidos espirituais são aqueles muito subtis, pertencentes ao meio etéreo e manipuláveis pelos Espíritos.
Apesar dessa denominação, na realidade não existe um fluido literalmente espiritual, posto que todos os fluidos, mesmo os mais subtis e rarefeitos, são matéria, pelo que não poderiam ser espirituais de forma absoluta.
A expressão "fluidos espirituais" apenas designa o conjunto de fluidos que são peculiares ao meio espiritual e para "manipulação" pelos Espíritos desencarnados.
O que viria a ser o princípio vital?
Fazendo uma comparação, o princípio vital está para o fluido vital tal qual está o interruptor para a energia em um circuito eléctrico.
Embora haja o circuito e demais aparatos para o uso da corrente eléctrica, a mesma só estará em circulação quando o interruptor for accionado fechando o circuito.
De semelhante forma, mesmo havendo fluido vital e princípio vital no grande campo vital, a vida só acontece quando o "interruptor vital", que é o princípio vital, é conectado ao elemento que promove a circulação da vida.
Na realidade, o princípio vital é a zona ou o campo de mais alta frequência do fluido vital, assim disposto exactamente para permitir o acesso e a ligação com o outro princípio (o espiritual), que vibra numa frequência muito elevada, e que é o real responsável pela eclosão do fenómeno.
Não é sem motivo que para se entender o assunto com mais propriedade o ideal é que se estude, ainda que superficialmente, as teorias da evolução conforme orienta o Espiritismo.
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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Mar 09, 2018 8:57 pm

Podemos dizer, então, que todas as criaturas são portadoras de fluido vital?
Exacto, tanto de fluido vital quando de princípio vital, além de se encontrarem sobre a influência directa do princípio inteligente (espírito).
Mas no caso do ser humano é bom ressaltar que uns só dispõem de quantidades de fluidos vitais suficientes para a própria manutenção, outros conseguem usinar e exteriorizar (ejectar) fluidos em benefício de terceiros e outros, por fim, estão carentes de complementações fluídicas para um equilíbrio vital mais consistente.
É esse potencial e essa capacidade de exteriorização que diferencia doadores de pacientes.

Essas explicações se aplicam às ligações nos outros reinos?
Exactamente. O princípio é sempre o mesmo.

Onde mais poderia ser vista essa ligação do princípio vital?
Nos chamados fenómenos de efeitos físicos, como o de transporte e o de materialização, por exemplo, existem gritantes evidências desse mecanismo.
Senão vejamos.
Para que um objecto seja deslocado sem estar submetido à acção mecânica de algo material ou alguém, é necessário que um médium de efeitos físicos libere fluidos vitais para saturar o objecto e, combinando os fluidos e a vibração do Espírito comunicante com o fluido vital do médium ali projectado, este será deslocado, podendo a acção durar enquanto o médium continuar liberando fluido vital saturado de princípio vital (que é por onde o Espírito comunicante faz a "ligação" com o fluido disponível).
No momento em que o médium fornecedor do fluido vital suspender essa doação ou quando o princípio vital ali se esgotar, imediatamente cessa a acção do Espírito sobre o objecto.

1 Como acontece com o termo fluido, na Física o termo "magnetismo" é usado num sentido muito diferente do usualmente encontrado nos textos espíritas.
Em Física, o magnetismo é o fenómeno de atracção ou repulsão de certas substâncias.
A razão é que a matéria é composta de átomos, os quais, por sua vez, são formados por partículas ainda menores na forma de núcleos e eléctrons.
Os eléctrons têm uma estrutura interna característica conhecida como "spin".
Isso faz com que eles se comportem como micro magnetos, isto é, quando expostos à presença de "campos magnéticos" eles se alinham na direcção desses campos.
Em alguns elementos (como o ferro, por exemplo), os átomos estão arranjados de forma extremamente organizada, assim como os spins dos seus eléctrons.

O efeito desses spins alinhados é sentido na escala macroscópica como se todo o elemento tivesse um "spin total" ou "macro spin" e a substância sofre atracção ou repulsão quando sob influência de campos magnéticos gerados por outras substâncias.
(Compilado de um artigo de Ademir Xavier no boletim do GEAE).
O macro magnetismo é decorrente também de outros movimentos electrónicos ("órbitas") e do acoplamento spin-órbita.
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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Mar 09, 2018 8:58 pm

Cap. 4 - Qualidade dos fluidos
A qualidade dos fluidos depende da natureza orgânica do passista?
Observemos este registo de Allan Kardec {Revista Espírita, novembro 1864, p. 347):
"Actuando o fluido como agente terapêutico, sua acção varia conforme as propriedades que recebe das qualidades do fluido pessoal do médium.
Ora, devido ao temperamento e à constituição deste último, o fluido está impregnado de elementos diversos, que lhe dão propriedades especiais.
Pode ser, para nos servirmos de comparações materiais, mais ou menos carregado de electricidade animal, de princípios ácidos ou alcalinos, ferruginosos, sulfurosos, dissolventes, adstringentes, cáusticos, etc.
Daí resulta uma acção diferente, conforme a natureza da desordem orgânica.
Esta acção pode ser, pois, enérgica, muito poderosa em certos casos e nula em outros.
É assim que os médiuns curadores podem ter especialidades:
este curará as dores ou endireitará um membro, mas não dará a vista a um cego, e reciprocamente.
Só a experiência pode dar a conhecer a especialidade e a extensão da aptidão.
qualidade dos fluidos depende da natureza orgânica do passista?
Mas, em princípio, pode-se dizer que não há médiuns curadores universais, por isso que não há homens perfeitos na Terra, e cujo poder seja ilimitado." (Grifei)
Claro está, portanto, que não apenas as condições orgânicas importam na qualidade dos fluidos, como também os sentidos emocionais e espirituais.

Os fluidos sempre foram conhecidos como fluidos?
Não. Muitos foram os nomes a ele — ou a seus derivados — atribuídos.
Eis alguns:
Prana — nome dado pelos hindus;
Lung — pelos tibetanos;
Ka — pelos egípcios;
Baraka — pelos sufis;
Mingo — pelos africanos;
Mana — pelos polinésios;
Qi — pelos chineses;
Ki — pelos japoneses;
Pneuma — pelos gregos clássicos;
Lil — pelos maias;
e ainda:
Força Ódica (ou Odile) — expressão criada pelo Barão Karl von Reichenbach (1788-1869);
Força Psíquica — criada por Camille Flammarion (1842-1925), embora por muitos seja atribuída a William Crookes (1832-1903);
Força Ectémica — expressão do Dr. Mare Thury (1822-1905);
Energia Orgónica — assim baptizada pelo Dr. Wilhelm Reich (1897-1957);
Eflúvios (Ódicos ou Magnéticos) — nomes dados por Albert D'Aiglun De Rochas (1837-1914)...

Como refinar os fluidos?
Continuemos com Kardec, no mesmo artigo acima:
"... Há, pois, para o médium curador a necessidade absoluta de se conciliar o concurso dos Espíritos superiores, se quiser conservar e desenvolver sua faculdade, senão, em vez de crescer ela declina e desaparece pelo afastamento dos bons Espíritos.
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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Mar 09, 2018 8:58 pm

A primeira condição para isto é trabalhar em sua própria depuração, a fim de não alterar os fluidos salutares que está encarregado de transmitir.
Esta condição não poderia ser executada sem o mais completo desinteresse material e moral.
O primeiro é o mais fácil;
o segundo é o mais raro, porque o orgulho e o egoísmo são os sentimentos mais difíceis de extirpar e porque várias causas contribuem para os super-excitar nos médiuns.
Desde que um deles se revela com faculdades transcendentes — falamos aqui dos médiuns em geral, escreventes, videntes e outros — é procurado, adulado e mais de um sucumbe a essa tentação da vaidade.
Em breve, esquecendo que sem os Espíritos nada seria, considera-se como indispensável e único interprete da verdade;
deprime os outros médiuns e se julga acima de conselhos.
O médium que assim se acha está perdido, porque os Espíritos se encarregam de lhe provar que podem ser dispensados, fazendo surgir outros médiuns melhor assistidos."
A melhoria de todo comportamento moral do passista é o que de mais essencial existe para que ele possa refinar e melhor qualificar seus fluidos.

Se existe um fluido ou uma energia benéfica, poderá haver também aquela que prejudica?
Sem dúvida.
Todas as vezes que vibramos negativamente ou desejamos o mal para alguém, estamos produzindo um mau fluido, um fluido desarmónico, um campo desestruturador.
Por isso mesmo, este pode ser qualificado como um fluido prejudicial.
Ressalvo que, ao contrário do que pensa quem o pratica, vibrar negativamente por alguém não atinge apenas a quem se pretende, pois o magnetismo é mecanismo de dupla via e crua empatia;
se faço e/ou desejo o mal, idêntico padrão volta-se contra mim mesmo.
Se para quem direcciono o mau fluido pode estar armada a defesa baseada no não merecimento do mal, para o arremessador não há desculpa:
inevitavelmente estará contaminado por suas próprias vibrações, pelo que o mal não deveria fazer parte de nossos ideais e realizações.
Depois, há também a constatação da existência de fluidos e campos fluídicos não simpáticos, não afins, pouco interactivos.
Não é que sejam maus ou negativos em si mesmos, mas a percepção deles é incómoda e, nalguns casos, pode vir a ser prejudicial.
Os chamados "mau-olhados" ou "quebrantos" se enquadram nesses casos.
Complementando a resposta, meditemos um pouco sobre o que registou Lucas (cap. VI, v. 45):
"O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem;
e o homem mau, do seu mau tesouro tira o mal".

O que seria um "mau-olhado", um "quebranto"?
Da parte de quem o sofre, trata-se da absorção de uma carga fluídica imprópria, a qual contamina ou mesmo congestiona um ou mais centros vitais importantes, gerando a falência do(s) mesmo(s), terminando por transferir a mazela para o(s) órgão(ãos) físicos correspondente(s).
Da parte de quem o realiza é a emissão de uma carga fluídica muito densa, dirigida, de forma intencional ou não, a pessoas, plantas e/ou animais.
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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Mar 09, 2018 8:58 pm

Por que as crianças estão mais sujeitas aos maus-olhados do que os adultos?
Porque nas crianças os centros vitais são "menores" e mais sensíveis.
Nelas eles estão estruturados para processarem fluidos mais refinados e subtis do que os elaborados para os adultos, além de, por suas dimensões, "trabalharem" menores quantidades de fluidos.
Quando recebem cargas fluídicas densas e/ou em grandes quantidades, esses centros entram rapidamente em congestão fluídica, daí advindo a falência dos mesmos.
Os adultos, por possuírem centros vitais mais amplos e adaptados para processarem fluidos mais densos, ficam menos sujeitos a esse tipo de "contaminação", se bem que não cem por cento livres do risco.
É como o que ocorre com o corpo físico:
é mais fácil maltratar uma criança que um adulto.
Os centros vitais são o que chamo de "respiradouros do perispírito", significa dizer que de suas harmonias e de seus funcionamentos dependem a qualidade da percepção dos fluidos absorvidos.
E, dependendo de como sejam absorvidos, circularão nos campos vitais de forma mais ou menos equilibrada e harmónica.
Se eles são congestionados, perde-se a capacidade de "respirar" os fluidos subtis indispensáveis à vitalidade, quando então ocorre o popular "quebranto".

Qual o motivo das rezadeiras serem mais felizes na solução dos problemas de mau-olhados do que os espíritas?
As rezadeiras são magnetizadoras naturais que, embora raramente tragam estudo teórico específico, contam com longa tradição de observação e respeito à Natureza.
Normalmente as rezadeiras fazem uso de ramos de folhas (alecrim, arruda, etc.) para eliminarem as "influenciações" negativas que atingem as crianças (o quebranto).
Mas observemos que, ao contrário do que fazem os passistas espíritas, elas usam movimentar os galhos com vigor e velocidade.
Ou seja, elas usam dispersivos e mais dispersivos sobre a criança que está literalmente congestionada fluidicamente.
E fazem isso porque é exactamente isso o que a Natureza manda que se faça:
dispersar os fluidos que estão congestionando os centros vitais da criança.
Ao contrário delas, o passista espírita tende a ser lento e, portanto, concentrador.
Ora, um concentrado fluídico sobre um corpo congestionado fluidicamente fatalmente resultará em agravamento da situação.
Daí a pouca eficiência do passe espírita nesses casos.
Portanto, quando o passista souber o que fazer, com o uso correcto das técnicas e a mente e o coração em harmonia de amor, os "milagres" multiplicar-se-ão.

E para que serve o galho que a rezadeira usa?
É uma espécie de catalisador, um sinalizador.
Estando a criança sob congestão fluídica, o passar da mão da rezadeira fará a movimentação dos fluidos ali estacionados.
Já que entre a mão da rezadeira e o corpo da criança existe uma planta, os fluidos passarão por esta.
Como o meio vegetal é incompatível com as cargas fluídicas em trânsito, ele vai fulminado e, a depender do quanta fluídico causador da congestão, a fulminância será maior ou menor.
O passista que tenha estudado o fenómeno magnético em profundidade saberá distinguir o nível de comprometimento e de solução do problema por tacto-magnético.
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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Mar 09, 2018 8:58 pm

Um pessoa fez a seguinte pergunta, a qual foi respondida na entrevista dada ao GEAE.
"Meu filho, quando era pequeno (de bebé até mais ou menos 2 anos de idade), gritava muito quando entrava na sala de passe.
Agora ele está com 12 anos e adora receber passes, inclusive não gosta de perder o passe semanal.
Na verdade, ele quase dorme quando toma o passe.
Por que essa diferença?"

Alguns factores podem ser considerados.
Quando se é criança, nossa vidência normalmente está bastante acentuada, nos permitindo enxergar coisas que os adultos em geral não observam.
Outra coisa é que os centros vitais da criança, como vimos anteriormente, são muito reduzidos e, portanto, muito sensíveis, podendo congestionar-se fluidicamente com facilidade.
Conjugando-se esses dois factores, podemos entender que muitas crianças têm medo dos passes porque vêm os fluidos sob formas e cores que as impressionam e assustam.
Por outro lado, como elas vêem esses fluidos e podem associar a visão a uma congestão fluídica havida anteriormente, irrompe o pavor ao passe, à recepção de fluidos.
Quando crescem, a vidência (na maioria desses casos) passa, os centros vitais ampliam-se, deixando de congestionarem-se tão facilmente, e o jovem, agora espírita, compreendendo os benefícios do passe, busca-o como complemento de rico valor para sua vida fluídica.
Um amigo narrou-me o seguinte:
"Meu filho, quando era garoto, queixava-se que, ao sair da sala de passe, tinha dor de cabeça.
Perguntei a um Espírito o porque disto e ele disse que a criança já tem fluido bastante e Vocês jogam mais'.
Não precisa doar, é só retirar o excesso e harmonizar".

E o que ocorre com algumas plantas?
Como explicar a força que têm algumas pessoas de, pelo simples olhar, dizimar plantas antes exuberantes e cheias de vida?

Incompatibilidade de fluidos.
São pessoas que possuem o dom de facilmente exteriorizar e direccionar seus campos fluídicos, atingindo de forma impactante os campos para onde, dirigem suas atenções.
O fluido magnético humano, direccionado em seus padrões naturais, vibra numa frequência incompatível com os fluidos magnéticos e vitais dos vegetais (o mesmo podendo acontecer em relação a animais e seres com campos vitais diminutos ou de frequência e vitalidade ineficiente).
Essa incompatibilidade gera uma total desestruturação no circuito vital das plantas, levando-as à morte se não forem socorridas a tempo.
Apesar de praticamente inexistir estudos científicos sobre o assunto, podemos afirmar que apenas o amor tem força suficiente para "adaptar" esses fluidos, tornando-os compatíveis e dotando-os de capacidade vitalista e curativa.
Basta observarmos como as pessoas que cuidam de plantas e jardins, especialmente daqueles onde a vida e a beleza exuberam, são criaturas que amam as plantas, com elas conversam, sentem as alegrias e as dores das plantas e que, em última análise, são tidas como suas verdadeiras amigas e confidentes.
Essa "ligação amorosa" adapta os fluidos de uma tal maneira que dissipa, por assim dizer, os componentes que seriam antagónicos ao reino vegetal.
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Re: CURE-SE E CURE PELOS Passes / Jacob Melo

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Mar 09, 2018 8:59 pm

Será por isso que algumas pessoas conseguem "salvar" suas plantas enquanto outras, mesmo cheias de boa intenção, ajudam a eliminá-las?
Certamente. Na permuta fluídica entre os reinos só a boa intenção não é garantia de sucesso.
As subtis vibrações patrocinadas pelo amor são as únicas e mais eficientes armas que contamos para suplantar os "adversários" desconhecidos que ainda permanecem arquivados nos segredos do mundo dos fluidos.
Aquelas criaturas que "salvam" plantas são as que já aprenderam a devotar amor por elas e não apenas a exteriorizar fluidos anímicos.

Seria a mesma regra para os animais?
Em termos. Magnetizadores clássicos tanto obtiveram resultados felizes quanto óbitos de animais que foram magnetizados.
O próprio Allan Kardec teve experiências negativas nessa área.
Mais uma vez é preciso se levar em conta que os campos vitais dos animais não têm identidade com os humanos e, portanto, os fluidos destes últimos podem gerar conflitos graves e sérios naqueles.
Contudo, quando fica registado que a transferência magnética teve suporte no amor, e não apenas limitado à exteriorização fluídica, o sucesso é quase sempre garantido.
Bem se vê que este terreno ainda tem muito a ser pesquisado e estudado.

Voltando às plantas, seria então possível ou não magnetizá-las?
Mesmer (Franz Anton, 1734-1815), o pai do moderno Magnetismo, usou, ensinou e difundiu a possibilidade de se magnetizar árvores.
Ele magnetizava-as e, em seguida, amarrava tiras de tecidos de algodão em seus galhos, terminando por recomendar que pessoas necessitadas de tratamentos magnéticos simplesmente pegassem nessas tiras durante determinado tempo, e naturalmente absorveriam os fluidos ali concentrados, seguindo-se a cura (ou as árvores "absorveriam" as "energias negativas" de que fossem portadoras).
E tal se dava de facto.
Outros (poucos) magnetizadores conseguiram repetir a experiência de forma positiva, entretanto outros ou não lograram êxito (o magnetismo não fluía pelas tiras) ou praticamente fulminavam as árvores onde haviam tentado a magnetização.
Até hoje não foi descoberto que mecanismos subtis são esses que uns detêm e outros não conseguem realizar com sucesso.
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