Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 18, 2018 10:00 am

Há quanto tempo isso?
Não sei, ao certo, meu senhor.
Todavia para sua orientação, digo que ainda pagávamos impostos à coroa real.
******************************
Mais um tragédia desvendada, e cujas consequências explicáveis só poderiam ser retiradas dos abismos das existências passadas, pois o presente não possui elementos capazes para orientar a patologia e consequente terapêutica.
Inúmeros médicos haviam examinado e tratado o rapaz e todos os recursos materiais tinham sido tentados, senão para restabelecer a paz naquele lar, pelo menos encaminhá-la.
Diagnósticos e prognósticos, baseados em teorias e conceitos dos mestres, foram dados e previstas.
Nenhum deles veio demonstrar e provar a razão dessas teorias e conceitos, contrariando, ainda uma vez, a marcha dos estudos e das investigações materiais, na demonstração da fragilidade dos pilares em que se assenta a ciência material.
Tudo aquilo seria verdade?
Não passaria de fantasia e história arquitectada por um cérebro fértil em imagens, acontecimentos e tragédias improváveis?
Não seria difícil continuar com nossas observações e investigações e, para isso, escrevemos à família do paciente, para mandar buscá-lo avisando previamente que não viessem os pais, e sim um irmão parente ou amigo.
Uma semana após veio um irmão.
Fizemos um relato completo sobre a passada existência das personagens em foco.
Da melhor maneira possível, fizemos-lhe ciente, assim, de que a convivência do paciente, junto dos pais seria problemática.
Levasse-o e tentasse, mais uma vez.
Certo continuassem as manifestações de ódio e rancor contra os pais, afastassem o paciente do convívio da família, permitindo que fosse trabalhar alhures, porquanto a recuperação dependia dele mesmo, jamais de drogas médicas.
Aconselhamo-lo, fazendo com que ficasse não só a par de sua existência passada, como também que se esforçasse para dominar os ímpetos de cólera, procurando seguir o caminho do perdão, fugindo assim da estrada do ódio e da vingança.
Em indivíduos de uma certa educação e compreensão, esse relato seria motivo bastante, talvez, para que disfarçassem, pelo menos amenizassem as manifestações contra os pais.
Ele, porém, mentalidade aquém da normal, sem noção de doutrina, materializado bastante para apagar do seu espírito a afronta contra o seu lar e a desventura pela qual passou durante o restante da sua existência passada, pouco ligou para esse relato.
Tolices!!!
Mesma respostas que dão os pseudo-sábios e os pseudo-cientistas, imbuídos de orgulho, sabedoria e conhecimentos profundos.
O paciente recebeu o irmão com alegria, embarcando rumo ao seu lar.
Poucos dias depois recebemos suas notícias, por intermédio de seu irmão.
Fez toda a viagem alegre, satisfeito, arquitectando seus planos futuros para empreendimentos sãos e criteriosos.
Chegando em casa, porém, ante a presença daqueles que em eras anteriores haviam sido os causadores da sua infelicidade, ao ponto de levá-lo ao assassínio e ao arrastamento pelas sarjetas, espírito ainda desperto e incapaz de perdoar , relembrando-se de todos os horrores passados, explodiu em cóleras e invectivas, trocando a bênção e o abraço filial pelas demonstrações de maldade e asco.
Durante um mês continuou com as demonstrações de repugnância contra os pais, mostrando desejos de afastar-se deles.
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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 18, 2018 10:00 am

Era a lembrança do passado único factor mórbido da sua infelicidade, lembrança que junto dos inimigos se materializava, impressionando fortemente o seu espírito, espelho em que girava os acontecimentos, relembrando-lhe a traição, a desonra do lar, o assassínio, a vida de desassossego, e a desventura que procurava desafogar em álcool.
Impressionados com mais essa demonstração de revolta e cientes do nosso aviso, mais uma vez resolveram seguir nossos conselhos e facilitaram a sua ida para outra cidade, onde permanece até o momento presente.
– Um ano após –
Entregue ao seu trabalho, rodeado de considerações e amizades por fazer jus a elas, com o seu proceder correto e sua conduta sem mácula.
Mais uma vez estava provado o valor da Reencarnação em face da psiquiatria – demonstrando em todo a seu esplendor, a eclosão de ódios e lembranças que dormitavam no psiquismo intoxicado.
Temos pena desse filho que vive fora do lar, sentindo a falta de um carinho de mãe e os conselhos sábios de desinteressados de um pai.
É possível que no seu isolamento derrame lágrimas sentidas.
Lastimamos também aqueles dois velhos que, juntos, choram a ausência do filho que estimam e queriam continuar embalando, com seus cuidados e todo o seu amor de pais!
Juntos vieram nesta existência material, a fim de redimir culpas passadas.
Até agora não foi possível, pois o ódio de um não pode ser atenuado, porque ainda não aprendeu a perdoar, e a evolução dos outros ainda não foi o bastante para sofrer humilde e resignadamente a revolta daquele que é carne de sua carne e sangue de seu sangue.
Deixemos que a sombra do manto da justiça Divina continue sobre essa tragédia passada.
As lágrimas que ambos derramam, nas noites de isolamento e saudade, serão bastante para apagar do coração de um, o ódio, e dos outros, o orgulho; nova existência irá reuni-los novamente a fim de que mais evoluídos, e com maior compreensão, possam apagar de seus espíritos a lembrança que aquele passo errado que a materialidade converteu em tragédia horrenda, no fundo de uma adega mal iluminada por uma candeia cuja luz bruxuleante irá apagando, na memória de todos aquelas cenas que se estamparam tão fortemente nas suas imaginações, nelas permitindo a entrada da luz divina do esquecimento; nova era, virá de paz e sossego, tranquilidade e harmonia, sobre a sombra benéfica do manto divino do Perdão.
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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 18, 2018 10:00 am

UM LAR FELIZ.
Forças estranhas, poderosas, inexoráveis, é que presidem a formação de um lar.
Forçam encontros
Agem por actuações
Provocam situações
Despertam interesses
Aguçam os sentidos
Lançam mão de todos os meios para o reencontro de almas que necessitam sob o mesmo tecto conviver, entrelaçadas, para que possam resgatar as faltas passadas.
Espíritos inimigos pejados de faltas, e acções menos dignas, são impelidos uns para os outros, a fim de que juntos, após preparos prévios no “Espaço” venham se libertar do ódio, das mágoas, das torturas morais, dos deslizes.
Relâmpagos de reminiscências, por vezes provocados por essas mesmas forças, como actos experimentais, iluminam o palco do lar descerrando as cortinas da revivescência, deixando que os quadros passados se estampem com todos o seu cortejo de horrores ou actos dignos.
Nesses instantes, os seus componentes, artistas do palco da vida, se estremecem e dão provas das suas capacidades evolutivas.
– Deixando que as lágrimas das torturas morais afoguem as suas dores, demonstrando perdão e consequente melhoramento, ou se deixam empolgar pelos antigos actos e acções repentinas, demonstrando revolta ante o inimigo presente, o algoz que convive sob o mesmo tecto.
Esposos e esposas, filhos e netos;
- Parentes por vezes, ante aqueles quadros que lhe são apresentados em determinadas contingências da vida.
– Ou se unem ainda mais, pela compreensão mútua de necessidade de perdoar, para evoluir, ou se chocam destruindo o lar com consequente falha de mais uma existência terrena.
Ou se elevam na escala da perfeição, ou demonstram que ainda não se acham preparados para a ascensão a que estamos todos sujeitos.
Alguns componentes de um lar tudo fazem e a tudo se submetem para que as explosões não destruam a afinidade, a paz e a tranquilidade do conjunto.
São por vezes, espíritos amigos, elevados e desprendidos, que reencarnam naquele lar com a finalidade de forçar e manter a união entre todos.
Cumprem sublimes missões.
Se todos os componentes de um lar pudessem vislumbrar essas verdades Divinas procurariam apesar de todos os acontecimentos desagradáveis, manter a harmonia e deixar que o perdão sobrepaire a todos os acontecimentos desagradáveis.
Se pudessem vislumbrar essas verdades, sob pena de torturas, mágoas e desassossegos, jamais se desesperariam contribuindo para a eclosão e consequente repetição daquilo que os impeliram para a nova reencarnação sob o mesmo tecto.
Evitariam demonstrações de desconfiança, orgulho, vaidade, prepotência, curiosidade, ciúme, crítica; factores de destruição que desagrega, substituindo-os pelas demonstrações de amizade, carinho, simplicidade, confiança, amparo, estimulo; factores de soerguimento moral que sublimam.
Nos momentos de alegria sorririam juntos.
Nas desventuras se uniriam, ainda mais, para que melhor enfrentasse as vicissitudes da vida.
As esposas representariam o estímulo para o trabalho dignificante; os esposos motivos de orgulho para as maiores concretizações; os filhos os elos poderosos a resguardarem mais e mais o convívio amigo e sacrossanto.
Tudo depende por vezes de uma palavra amiga, de um conselho sincero.
****************************
Havíamos sido chamados com urgência, em uma fazenda do estado de São Paulo, bastante retirada de Uberaba.
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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 18, 2018 10:00 am

Devido a pequenos e comuns acidentes de automóveis só chegamos altas horas da noite.
Após ver, examinar e medicar o enfermo reunimo-nos em vasta varanda da casa da fazenda e, prosa agradável, não sentimos o passar as horas, e só despertamos com a claridade do dia que recomeçava seu ciclo.
Ligeiro repouso para a volta, um lanche e as despedidas.
A alegria e a felicidade daquela família proporcionavam um ambiente tão agradável para todos, que representavam uma espécie de oásis de paz e tranquilidade espiritual.
O chefe da família, ancião, curvado pelo peso dos anos, vitimado por um derrame cerebral, a anos sofria as torturas de uma paralisia, vivendo numa cadeira de rodas.
A esposa já de idade, mas activa e diligente, era a que dava mais alegria à casa.
Três filhos, já homens, é que superintendiam todos os serviços da fazenda, cada qual encarregado de um sector, na parte da agricultura, criação de gado, plantação de café.
Duas filhas, moças, solteiras, auxiliavam a mãe nos serviços caseiros e trabalhavam intensamente no serviço de fabricação de queijo, manteiga, farinha e criação de aves.
Para homens e mulheres o trabalho era intenso e muitos se condoíam daquelas criaturas jovens e moças, a se estiolarem num lugar tão longe dos centros de divertimento.
Os velhos se viam rodeado de tanto carinho que as suas idades desapareceriam, ante a alegria da moça, os risos felizes e as brincadeiras contínuas dos filhos.
Quando o velhos nos viu, os seus olhos se orvalharam de lágrimas que caiam sacudidas pelos soluços.
Por que?
*************************
Alguns anos antes um amigo trouxera-o de automóvel até Uberaba, a fim de interná-lo no sanatório.
Já bastante paralisado do lado esquerdo, completo definhamento orgânico, maltratado, um molambo humano, quase carregado nos braços possantes de seu auxiliar.
Auxiliado pelo companheiro, com dificuldade extrema, foi desenrolando os acontecimentos da vida.
Á custa de trabalhos intensos e contínuos, economia que chegava á raia da miséria, foi aumentando aos poucos, o seu trato de terra, suas plantações criações.
À proporção que os filhos cresciam, notava por parte de todos, o ódio e o desprezo contra ele.
Já possuidor de fortuna regular, envolveu-se com uma criatura de vida livre em suas viagens constantes, a transformação de vida produziram desconfianças na família.
Descoberto foi abandonado pela esposa e filhos.
Propriedades entregues a posseiros, aos poucos se tornaram abandonadas, caindo em ruínas.
Entregue à nova vida com a amante, pouco ligava aos seus interesses.
Desgosto com a família que constituíra, advogado para uma possível repartição de terras, continuamente atormentado por dívidas que se iam acumulando, e abandonado pela amante que nada mais podia usufruir, entregou-se ao álcool vivendo isolado na fazenda, sem actividade, desencorajado.
Logo depois, um derrame cerebral com consequente paralisia, acabou por ensombrar mais ainda os seus dias.
Cansado de sofrer, desejava agora um recanto no sanatório, á espera de um desencarne menos amargo.
Caso incurável e não se enquadrando nas finalidades da casa, não nos foi possível atender ao seu pedido, mas não o abandonamos, tomando providências precisas para sua tranquilidade.
Por intermédio de seu companheiro, soubemos que um filho tinha ideias espíritas.
Localizado, conseguimos que viesse até nós e assim nos foi possível completar o estudo para aquele fim de vida tão pelejado de torturas e sofrimentos morais.
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Doutor, a nossa vida na família sempre decorreu de uma influência terrível.
Lutas, ódios, medos, terror e desconfianças recíprocas...
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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 18, 2018 10:01 am

Nosso pai trocou o princípio de economia pelo de miserabilidade.
Nossa mãe e irmãs sempre na cozinha às voltas com os trabalhos domésticos.
Nós rapazes, nas duras lidas do campo, pelejando de madrugada até o amanhecer,
Nenhum de nós tinha permissão para gastos de nenhuma espécie, chegando ao ponto de milionários, não termos o que vestir e mesmo andando descalços.
Aprendemos a ler com esforço próprio, auxiliados pela nossa mãe, Regime de verdadeira escravatura na fazenda, sem auxiliares.
Não podiam ser admitidos para não gastar com ordenados.
Doenças?
Somente às escondidas nos era possível gastar com algum medicamento de maior urgência. Uma das minhas irmãs inúmeras vezes após receber admoestações de nosso pai era possuída de verdadeiras crises nervosas, falando, xingando, e por vezes, chegando mesmo até a avançar contra ele.
Suportando tudo isso á espera de dias melhores, até que chegou ao nosso conhecimento a existência de uma amante na vida de nosso pai.
Na verdade, pretextando fazer negócios e depósitos bancários, viajava sempre para São Paulo, mas essas viagens eram motivadas por chamadas contínuas da mulher, quando necessitava de dinheiro.
Indignados, nos afastamos de casa porque ele ameaçava matar todos, se continuássemos a tocar no assunto.
Minha mãe seguiu com as minhas irmãs para a casa de parentes e vivia ameaçada por recusar a assinar papéis para a venda das terras.
Eu e meu irmão, sem nada, vivíamos nas fazendas de outros, pegando empreitadas, para podermos viver e manter nossa mãe e irmãs.
Esperávamos que com essa atitude, ele se modificasse.
Foi pior porque intensificou os gastos, envolvendo-se em orgias e, com essas tornando-se um viciado em álcool.
A fazenda, abandonada nada mais produzia, pois como terra de ninguém tudo era roubado.
Interferências amigas de nada valeram.
Procuramos advogados, a fim de assegurar os nossos direitos, antes que tudo fosse tragado pelos aproveitadores.
Esse nosso gesto foi recebido por ele com ódio e ameaças.
Tudo corria dentro dos trâmites legais, quando soubemos que abandonado pela amante, enfermo, quase paralítico, vivia passando até mesmo privações.
Suspendemos todas as actividades forenses e estamos estudando o caso.
Abandoná-lo? Volta?
*******************************
Dois dias após em um trabalho de curas, completamente diferente dessa finalidade, uma sombra amiga, após um preâmbulo belíssimo sobre a vida moderna destruidora de Lares, assim nos revelou o origem de toda essa tragédia.
****************************
Ele nascera na Espanha.
Ainda moço foi para a Alemanha onde trabalhou em minas de carvão.
Casou-se já de idade, com uma senhora do seu país de origem, possuidora de regular fortuna, consequente do aluguel de propriedades.
Tiveram dois filhos e duas filhas, os mesmos da actualidade.
Saindo do estado de quase miséria porque o emprego pouco lhe rendia, para um estado de abastança, vivia mais em Viena, pouco ligando à família e à qual procurava somente quando tinha necessidade para cobrar os gastos de suas orgias.
Filhos já com a idade de 9 a 17 anos, a esposa recusava a atendê-lo, mesmo porque pouco sobrava para a educação dos filhos.
Voltou para o convívio da família com ideias pré-concebidas, procurando desfazer-se da esposa, envenenando-a lentamente.
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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 19, 2018 10:16 am

Consegui seu objectivo, e em pouco tempo, malbaratou o resto da fortuna.
Verdadeiro algoz dos filhos, além de usufruir dos parcos recursos que os obrigava a adquirir, sempre embriagado tentou ainda violentar umas das filhas, que ficou bastante ferida.
Socorrida por vizinhos, foi internada em uma das enfermarias para indigentes, onde esteve durante muito tempo entre a vida e a morte devido o organismo bastante depauperado.
Tendo sido o país envolvido em guerra, quando voltou não encontrou mais os irmãos e, na antiga residência vazia, relembrou a vida passada, vida de amarguras e desenganos, e sofreu terrível crise nervosa ao lhe vir à mente a luta que sustentara com o pai embriagado e, ainda uma vez, o amaldiçoou.
*****************************
Para evitar a repetição das tragédias passadas e, talvez, desventuras maiores ainda, para todos, interveio a providência, cerceando em parte, a sua actividade física e mental, a fim de que pudesse, na desventura, saber algo do carinho e do amparo.
Permitiu que o alcoolismo, ao qual se entregara, fosse corroendo o seu organismo, e, como resultado a hemiplegia, a afasia, a abulia, a inactividade completa, não permitindo que, autocrítica decaída, continuasse a esfacelar o lar.
Por que chorou ante a nossa presença?
Autoscopia interna, auto-acusação ante o espelho psíquico, rememorando naquele minuto as suas nocturnas peregrinações solitária, triste, com o espírito deprimido pelo sofrimento.
Solitário?
Não. Naturalmente lhe fazia companhia a memória retentiva, reavivando as recordações do passado quando, desprezando as conveniências e escrúpulos não soube ser esposo e pai.
Não nos impressionamos com o seu pranto e o seu soluço, porque aquelas lágrimas representavam os destroços do naufrágio dos acontecimentos que se foram e aos quais se apegava, agora, como demonstrações de arrependimento.
Vendo e sentindo todos ao seu redor, com demonstrações de carinho e amizade, nos sentimos felizes por pressentir que aquelas percepções finais na sua vida, naquele instante, ficariam impregnadas no seu subconsciente e constituiriam factores predisponentes para modificações dos seus instintos em futuras reencarnações.
Tragédias assim acontecem no mundo inteiro.
Intervêm a psicologia, a teologia, a teosofia; intervêm as religiões; intervêm a medicina.
Por que a esposa, sentindo a derrocada da família, recusou assinar papéis para a venda da propriedade, a fim de salvaguardar o património dos filhos?
Simplesmente porque os relâmpagos produzidos por essas forças desconhecidas, mas divinas, por vezes iluminavam o campo de suas recordações e relembravam o património que, inadvertidamente, lhe entregara aos poucos para serem consumidos em orgias, sacrificando o futuro de seus filhos.
Por que a filha demonstrando exagero de emotividade, quando admoestada, se tornava furiosa, incapaz de controlar seus nervos e vociferava contra o pai, requerendo intervenção de todos?
Simplesmente porque possuidora de forte receptividade psíquica, reconhecia naquela voz e fisionomia, o mesmo timbre e as mesmas características, que ficaram gravadas no perispírito, quando sofreu da parte dele violências físicas e torturas morais em uma de suas reencarnações.
Os filhos enfraquecidos pelas torturas morais do desprazer, no lar e na sociedade, com sensação de desanimo, decepção, convicção de inutilidade para o trabalho, abatidos e alquebrados, pelas emoções intensas e abalos morais coadjuvados, divisaram as recordações passadas, pressentindo em seu pai actual o mesmo que em vida física passada procurava usufruir de seus esforços.
Sentindo-se espoliados ainda uma vez, resolveram tudo abandonar, e procurar em outras plagas, a recompensa de seu trabalho.
Lembranças, reminiscências de um pretérito pontilhado de desassossegos, produzidos por um só personagem, surgiam como actos reflexos para nova destruição de um lar.
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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 19, 2018 10:17 am

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Explicações simplesmente admiráveis, e que servirão de base, para a terapêutica psiquiátrica do futuro.
Sim, porque a fonte dadivosa, boa e inesgotável da Reencarnação irá buscar os medicamentos precisos para sua directriz futura.
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Pronto esse capítulo para futuras publicações, entregamos uma cópia para o filho que aceitava o ensinamento Kardequiano.
Reunida a família iluminada pela compreensão Divina, viu e sentiu, no velho chefe o espírito desamparado que se achava á espera de alguém para ampará-lo, preparando-o para futuras reencarnações menos agitadas.
Os filhos voltaram a seus campos.
As filhas aos afazeres domésticos.
Em pouco tempo as dívidas foram pagas, e o progresso material desfraldou naquele trato de terra a bandeira da fartura.
Também o perdão permitiu que se quebrassem as algemas do ódio e das mágoas, cingindo todos em um amplexo único, permitindo que a atmosfera irrespirável de outrora fosse substituída por uma ambiente de paz e felicidade que fomos encontrar.
Um lar feliz.
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Psiquiatria! Psiquiatria!
Ainda não percebe o marulhar da fonte da Reencarnação?
Ela lhe fornecerá a água viva para as manipulações capazes de, bem indicadas, melhorar o equilíbrio psíquico dos indivíduos, evitando milhares de causas capazes de desfazer os lares e abalar as sociedades, proporcionando-lhes mais ponderação, mais reflexão, autocontrole para evitar os conflitos e os desentendimentos que o orgulho a incompreensão e o egoísmo procuram dominar na época em que vivemos, obrigando a milhões de criaturas a recorrer aos seus cuidados.
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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 19, 2018 10:17 am

RECALQUES DO PASSADO
Entramos no cenário da vida impelidos pelos próprios factores concernentes aos actos passados.
Lembranças estereotipadas se armazenam em nosso perispírito, representando impulsos bons ou maus, que se revelam a cada passo na vida presente, à proporção que os acontecimentos cotidianos, quais clarões passageiros iluminam o passado deixando-nos entrever as passagens que ficaram impressas em nossa imaginação, passagens que marcaram acontecimentos primordiais em nossa marcha evolutiva.
Um acontecimento idêntico no presente, uma frase, um gesto, uma palavra apenas, constituem o rastilho para provocar a eclosão de uma lembrança pregressa.
Um clarão súbito ilumina o acontecimento e ele aflora, como um quadro vivo produzindo a mesma reacção antiga.
Nestes instantes, em segundos, por vezes, ou refreamos os nossos impulsos quando maus, conquistando mais um grau para a evolução, ou nos deixamos dominar, repetindo os mesmo actos e as mesmas reacções que nos trazem e nos proporcionam as mesmas consequências desagradáveis que nos forçaram a reencarnar para resgate daquela dívida.
Forças poderosas nos encaminham para o lado daqueles dos quais temos necessidade de demonstrar os nossos princípios evolutivos.
Na presença de alguém que nos feriu profundamente e cujos actos indignos amarguraram a nossa existência, nos é permitido demonstrar a reacção do momento ante a lembrança que aflora.
– Ou o perdão que eleva ou o ódio e a lembrança que degrada.
Ante o clarão, que forças ainda desconhecidas dissipam as brumas do passado, iluminando os quadros que dormitam em nossa lembranças, os nossos impulsos se manifestam impelindo-nos para o crime.
– Cometimento de actos menos dignos, ou revelam o poder de nossa fé, esperança, e de nossa transformação no longo peregrinar na vida terrena.
Ou o impulso animalizado que obriga a novas caminhadas ou o impulso da compreensão divina que pregou e exemplificou o perdão a humildade.
Nesses segundos reveladores ou daremos um passo para o aperfeiçoamento ou paralisamos na escala evolutiva, perdendo as oportunidades que se nos oferecem.
Na sociedade esses segundos proporcionam inúmeras tragédias nos lares, ou servem de elos que estreitam amizades transformando vidas, proporcionando paz e felicidade em mútuas compreensões para o cumprimento das directrizes Divinas ou, então, servem para quebrar os grilhões do entendimento, para desequilibrar as leis de afinidade, provocando os mesmos fatos pregressos, as mesmas tragédias, massacrando, desfazendo felicidades.
Para a medicina.
– A desorientação de diagnósticos com as respectivas terapêuticas, porque ignorando as origens das causas concretas, se perdem um labirinto de criações imaginárias, incapazes de atenuar os impulsos e as desconfianças.
Teorias e mais teorias, tratados e compêndios, farmacologia enriquecida, aparelhagem que sonda o organismo, poderio dos laboratórios com pesquisas e análises.
- Todas as fontes de gastos que sacrificam, se sentem impotentes ante esta barreira.
– A Reencarnação.
– A verdadeira fonte, a verdadeira causa capaz de estabelecer o diagnóstico, a terapêutica e o prognóstico, para conjurar os milhares, os milhões de desentendimentos dos Lares.
****************************
Uma frase, um gesto, uma palavra, constituem o rastilho para provocar a eclosão de uma lembrança passada.
*****************************
Era um lar composto de pai, mãe, e um casal de filhos.
Possuidora de grande fortuna material, se entregavam à vida fútil das convenções sociais, deixando os filhos aos cuidados dos serviçais, abandonados do carinho materno.
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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 19, 2018 10:17 am

Aos poucos os elos afectivos se foram destruindo, e os deslizes de ambos os cônjuges saíram à tona mormente por parte da esposa que, descuidada do lar e da prole, se desviou da conduta digna que deveria manter como esposa e mãe.
Questiúnculas e discussões tirou a filha dos cuidados da tia, levando-a para o novo lar onde vivia em companhia do amante.
À proporção que se passaram os anos, a menina se tornou moça e, entendimento desperto, sentiu toda a sua desventura.
Noiva, sentiu-se repudiada pela família do noivo e num gesto de desespero, orgulho, decepção, suicidou-se aos dezanove anos de idade.
O irmão, revoltado, tornou-se um boémio, entregando-se ao vício da embriagues, acabando assim o desmoronar do lar e da família.
Tiveram algumas existências intermediárias e vieram, agora, na presente reencarnação se reunir novamente.
****************************
A princípio lutando com dificuldades financeiras conseguiram manter a paz no lar em formação, mas, no decorrer do tempo, as reminiscências do passado foram surgindo.
Vieram os primeiros desentendimentos entre o casal já agora com cinco filhos.
A mais velha revelando grande interesse pelos estudos num desejo imenso de subtrair-se daquela situação humilde de família pobre.
O segundo filho já se revelando um revoltado, por vezes clamando pela justiça de Deus, por ver muitas vezes uma tia milionária, com um só filho e eles lutando com tantos sacrifícios.
Tendo na família espíritas convictos, procuraram no espiritismo algo que lhes amenizasse a desarmonia já iniciada.
Firmaram as suas convicções no espiritismo, chegando mesmo a obter, tranquilidade no lar, mas, aos poucos, foram deixando os centros bem orientados para assistirem às reuniões anímicas, incapazes de ampará-los e orientá-los. – Comunicações frívolas sem nada de substancial para o alimento daquelas almas enfermas e desorientadas.
Não deixava de haver boa vontade em espalhar os grandes ensinamentos do Senhor, mas, manifestações as mais das vezes anímicas e deficientes, não puderam destruir as dúvidas, que as reminiscências do passado vieram despertar.
Volta o passado influir de tal modo no pensamento que já não contém os impulsos de ódio e indiferença pela esposa, chegando, mesmo a duvidar da sua honestidade.
Deixa a família em busca de trabalho em uma fazenda, premeditadamente vindo altas horas da noite, vigiar o lar à espera de um flagrante.
Entidades amigas, principalmente o espírito de sua mãe e de uma tia que foram espíritas, prevendo a grande tragédia que o ciúme doentio poderia causar pela reminiscência do passado, procuraram se manifestar fazendo chegar às suas mãos duas mensagens.
– A ela, aconselhando a tomar a maior prudência que o caso exigia. A ele, advertindo-o sobre o erro que estava praticando.
A tragédia não se consumou. Foi evitada, mas as reminiscências do pretérito explodiram e a pretexto de tratamento de saúde, deixa o lar e vai residir em uma cidade em Goiás, ficando a esposa sem protecção moral e financeira.
O filho, revoltado, sem directrizes seguras, é a máxima preocupação da mãe que pressente a volta de uma vida de orgias e vícios.
A filha, por sua vez, já noiva, sentindo a desarmonia no lar, pressentindo qualquer reacção por parte da família do noivo – Repetição de acontecimentos de vidas pregressas.
– Desfez o noivado e afastou-se da sociedade.
A pobre mãe, ainda integrada na doutrina, amparada pela fé e amparada por amigos espirituais, continua mantendo a conduta moral no afã de evoluir e exemplificar os filhos.
Chora por ver o filho afastando-se aos poucos do caminho do bem.
Confrange-lhe a alma por perceber por parte da filha admoestações, culpando-lhe da sua desdita.
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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 19, 2018 10:17 am

– Renúncia ao noivo e afastamento da sociedade.
Explosão de recalques anímicos; saturações do pensamento com ideias que se estereotiparam; manifestações levianas em trabalhos particulares serviram de rastilho para que o subconsciente atormentado despertasse, pejado de pensamentos e actos reflexos do pretérito.
Falta de vigilância e enfraquecendo a resistência psíquica, deixando-se prejudicar ainda mais.
Resultado: Voltam ao mundo espiritual, a fim de se prepararem para futuras caminhadas, enquanto neste restante de vida terrena prosseguirão a jornada, desorientados como viajantes de nau desarvorada.
Pela psiquiatria Divina tenta-se ainda a reconstituição desse lar.
O conhecimento, embora superficial da doutrina, servirá de base e terapêutica para novas tentativas de reconciliação.
Com o perpassar do tempo, espíritos amadurecidos, corpos com os consequentes desgastes da matéria, combalidos, na última hora, lembranças mais nítidas, poderão reunir-se, apesar de tudo, até mesmo com mais merecimento, terminando assim o ciclo de resgate de um passado tão atribulado.
A psiquiatria Divina baseada em factores sólidos poderá realizar alguma coisa.
A psiquiatria humana, material, ainda uma vez se sentirá impotente ante os túmulos que guardam o pó, o nada, o fim, na sua concepção materialista.
Incapaz de se livrar dos acontecimentos do palco da vida terrena, liberando-se para os páramos divinos em novos mundos no espaço, cinge os seus conhecimentos e poderes, tornando-se incapaz de continuar dissecando vidas passadas, factores essenciais resultantes para os conhecimentos presentes.
Reencarnação.
– Eis o tratado onde encontrará o porquê dos sofrimentos humanos e a terapêutica Sublime para a sua finalidade:
Curar e lenir as dores e sofrimentos.
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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 19, 2018 10:17 am

EXPIAÇÃO
Nem todos os lares são formados por espíritos que se reúnem atraídos por questões passadas entre eles.
Muitos atraídos por afinidades pessoais em uma ou várias existências aqui se reencontram para, juntos resgatarem dívidas recíprocas.
Por vezes essas afinidades e necessidades de resgate não existem, entre eles.
A fim de pagarem por si mesmos, faltas pessoais, são submetidos a reencarnações que poderíamos denominar de preparatórias, e durante os quais sofrem tormentos contínuos, passando por uma vida de provações, capazes de dominarem os defeitos e inclinações adquiridos através de vidas sucessivas e que se entranham tão profundamente em seus perispíritos que nenhum conselho, razão desperta ou raciocínio foram capazes de modificar.
Possuem também a finalidade de servir como instrumentos de tortura, como provações para outros encarnados a que a eles se ligam, a fim de que sofrimentos reflexos sejam capazes de despertar-lhes, também sentimentos melhores.
Se forças poderosas agem para a consolidação dos lares onde os sentimentos amadurecidos os amparam, também permitem que as inclinações para o mal se cumpram, facilitando-as, até mesmo, a fim de que as consequências se façam sentir mais rápido, e com elas, melhores propósitos de regeneração.
Um descuidado que sentiu o choque da electricidade dificilmente repetirá o ato; um condenado por um crime qualquer, não o cometerá o mesmo erro uma segunda vez com tanta facilidade.
Para os recalcitrantes, para aqueles que voltam ao erro apesar das circunstâncias pelas quais passaram e pretendem praticar outras vezes, ainda, essas mesmas forças poderosas impelem e facilitam, mesmo, torturas maiores até o esfalfamento com o propósito de, acumulando sofrimentos, apressar a caminhada.
Neles ainda existe possibilidade de regeneração, motivos pelo qual são impelidos a colher, mais depressa o resultado da semeadura.
Os persistentes se regenerarão por outros meios, em outros mundos, onde as condições de vida se acham nos primórdios.
**********************************
Na história daquele casal de velhos, pressentimos mais um caso para nossas observações, porém, jamais pensávamos em mais um ensinamento.
Ele com 72 anos de idade.
Ela, com 64.
Vinham até nós pedir interferência junto de autoridades policiais e políticas para dois filhos:
- Um, foragido, sem notícias a dois anos, e para o qual desejavam a complacência, atenuando a perseguição tenaz, a fim de que pudessem ver o filho, ainda uma vez na vida; o outro que se achava, em casa, louco, acorrentado, vivendo em uma quase pocilga, a transferência para um sanatório onde pudesse desfrutar de mais conforto.
Além deles uma nora desvirtuada, perdida no torvelinho do mundo.
Para si nada desejavam.
O sofrimento havia sido tanto na vida, que dispensavam a protecção de Deus e o auxilio da medicina, tanto que a morte naquela idade, com tantas preocupações e tormentos, representavam um verdadeiro alívio.
Viviam sós na fazenda, bastante retirada, quase tudo no abandono, ouvindo, dia e noite, os gritos e gemidos, e as lamentações do filho.
Por vezes alguns vultos rondando pelas suas terras e nos quais pressentiam policiais, à procura do outro filho.
Em cada canto e objecto, a lembrança daquele que, indiferente aos seus tormentos e idade, tudo abandonara.
Parece mesmo que uma rajada de desventura havia assolado o campo das suas vidas destruindo tudo aquilo que procuraram levantar para o repouso das suas velhices.
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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 19, 2018 10:18 am

– Esperança nos filhos, amparo junto à nora, alegria com os netos futuros, embalados pela paz e tranquilidade.
Na verdade a situação era bastante desagradável, e nada mais representava para nós, do que as contínuas tragédias dos lares, espíritos reencarnados, viajores à procura de redenção.
Quais os motivos que atormentavam a vida daquelas criaturas, que viviam agora, no campo das preocupações morais, colhendo os produtos das suas semeaduras.
Deveriam ser bem fortes, porque até mesmo da Justiça Divina, nada mais esperavam.
**********************
Feito o pedido para nossas observações, assim ouvimos:
Possuíam uma fazenda por herança, onde viviam ele, a esposa e dois filhos.
Era um lar onde imperavam o egoísmo, a maldade e a inactividade.
Arrendavam suas terras a várias famílias e essas, após um trabalho estafante, se alegravam a espera de colher os frutos o seu esforço, plantações e criações, ambos instigavam os filhos a expulsá-los, não lhes permitindo levar nada e tudo faziam com requintes de maldade, indiferentes aos rogos, ao choro, à situação precária em que se viam envolvidas.
Fortes, maus, instigados pelos velhos, os rapazes cometiam os maiores absurdos contra aqueles infelizes, certos de que nenhum teria coragem de levar, perante a justiça, as suas reivindicações.
Afastavam-se temerosos, impotentes, sofrendo humilhações, dormindo ao relento e passando fome até que pudessem arranjar novo serviço.
Os velhos e os filhos exultavam com os novos lucros e nenhum vislumbre de arrependimento ensombravam os seus corações.
Um dos últimos a ser expulso reagiu.
Foi assassinado por um dos rapazes.
Uma filha sob gargalhadas e ditos brejeiros, infelicitada pelo outro.
Atearam fogo ao casebre e os demais da família, esposas e duas crianças soltas pelo mundo.
Após reencarnações intermediárias, aqui se acham de novo em expiações e provações.
Novamente entregues à exploração de terras, mas já submetidos à civilização; tempos diferentes daqueles em que a lei amparava o rico e poderoso, nada ou quase nada conseguiram materialmente, porque os novos mandatários não se deixavam explorar e eles ainda conservam o vício da indolência.
Um filho foragido, inocente, mas sofrendo uma perseguição tenaz e caso interessante para observação:
Em reencarnação passada fora profissional, caçador de negros escravos foragidos. Sempre muito bem armado e montado, recebia régia paga para capturá-los.
Forte, mau, impiedoso, conhecedor profundo dos sertões, se comprazia em perseguir, encontrar e apresentar aqueles infelizes para sofrerem castigos impiedosos.
O que lhe agradava, sobretudo, era ver a correria daquelas criaturas escravizadas, os seus gestos, as suas posições, a fisionomia desfeita pelo terror, quando encontradas.
A maldade era tão grande que chegava a soltá-las para, na recaptura gozar daquele espectáculo.
Agora, também foragido, evitando cidades e povoações, vive pelos matos e pelas tocas, curtindo privações.
O mal por ele praticado não tem a extensão que julga e poderia muito bem ser remediado.
Acontece, porém, que uma falange de pretos chefiados por alguns dos antigos escravos por ele perseguido, lhe incutem dia e noite, sem descanso, ideias de culpas tremendas, tão pavorosas, horríveis, que não se arrisca a enfrentar a justiça dos homens.
Medo, terror, fisionomia transtornada, inquietação, instabilidade, eis o resultado da sua provação passando pelos mesmos estados de alma que fez passar e sofrer os seus semelhantes.
O filho, louco e encarcerado, veio expiar o crime praticado, assassino sem punição das leis humanas.
A nora transviada, da qual não teve mais notícias, um espírito em provação expiando os erros do pregresso, cheio de deslizes, e servir ao mesmo tempo, de expiação para os velhos que se acham em preparativos para futuros resgates.
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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 19, 2018 10:18 am

Sim, expiação, porque, no filho foragido sentem, agora, as mesmas inquietações, mesmas angústias, mesmos cuidados e mesmas saudades que a indiferença causou em tantas famílias.
No louco que precisam amparar, a tortura auditiva relembrando-lhes as imprecações e o pranto convulsivo daqueles que se viram expulsos e espoliados.
Na atitude da nora, a revolta íntima, o orgulho ofendido, a mágoa, a dor que sentiram os pais daqueles que perderam também vitimados pelos filhos por eles açulados.
Como espectadores desses fatos, no isolamento dos campos, sozinhos, engolfados nas desventuras sucessivas, espíritos mais libertos da matéria já gasta, envelhecida, melhor podem receber os eflúvios benéficos que as falanges recuperadoras procuram incutir-lhes no perispírito.
Em suas horas de ócio, em suas noites longas, atrozes, como não devem sentir e chorar acontecimentos tão atrozes, amargos, inexoráveis!
Naturalmente pediram muito a Deus, mas a incompreensão humana ainda não percebe que a melhor dádiva de Deus não consiste na obtenção daquilo que o egoísmo deseja.
– Está, sim, na possibilidade de expiação, vendo o sentimento em si mesmo, aquilo que não se deve desejar aos outros.
Cada lágrima que aflora aos olhos, no período de expiação, representa uma dívida que se apaga na página das vidas sucessivas.
Em todos esses casos, a justiça dos homens, o ouro material, a maleabilidade política, nada mais poderia fazer ali porque a justiça Divina se fazia sentir proporcionando a eles oportunidade de resgate daquilo que ficaram devendo e meios de colherem aquilo que haviam plantado.
Naturalmente em próximas reencarnações, estarão aptos a formar novos lares nos quais as lembranças do passado estereotipadas no psiquismo, servirão de escudo contra os sentimentos menos dignos, alicerce onde a sentinela da vigilância não permitirá as mesmas quedas e a repetição dos mesmos erros.
******************************
O lar constituído e desfeito pelos granizos das próprias tempestades por eles formados, mas, recebendo, ao mesmo tempo, não a terapêutica humana mas sim a terapêutica Divina por intermédios dos medicamentos da dor, da angústia e das torturas morais, os eflúvios regeneradores, antídoto para combater o veneno das acções e actos menos dignos.
Quais seriam para a psiquiatria o diagnóstico para:
O louco e encarcerado?
O foragido da justiça?
A nora transviada?
Os velhos espectadores de desventuras, desses dramas de família?
*******************************
Muito diversos e desorientados porque somente os princípios da Reencarnação podem fornecer os conhecimentos para as causas predisponentes, a fim de melhor estabelecer o diagnóstico para aquelas torturas morais e físicas.
O mais são conceitos e teorias ainda uma vez esbarrando-se ao encontro dos túmulos, incapazes de reconstituir aquele lar e proporcionar tranquilidade, como tantos outros que ainda existem, no presente, esquecidos das leis divinas por se acharem amparados pela leis humanas.
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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 19, 2018 10:18 am

O FILHO REPUDIADO
Apesar dos séculos que nos distanciam na história dos povos e das nações primitivas, milhares de espíritos convivem connosco mantendo os princípios de orgulho e de vaidade impregnados pelos costumes e educação antigos e que várias reencarnações não foram o bastante para atenuar.
Reis, imperadores, senhores feudais, ricos, poderosos, acastelados na fortuna e princípios de casta e sangue, educavam a sua prole dentro dos mesmos princípios, isolando-a da plebe escrava, cujas vidas dispunham à vontade.
Justiça?
Somente a mais do mais forte ou a do coração.
Juízes e tribunais obedeciam às imposições, jamais as leis.
Educados e exemplificados naqueles princípios, milhões de espíritos vêm, através dos séculos, sofrendo as consequências daqueles sentimentos que se lhes inculcaram, passando por sucessivas reencarnações sob o látego das torturas morais, da dor, da desventura e da miséria, e somente aos poucos conseguem ir apagando os vestígios dos sentimentos e costumes bárbaros.
Só mesmo quem se acha acostumado a atravessar os túmulos e acompanhar, através das vidas sucessivas dos seus semelhantes, a procura das origens e das causas atuais das desventuras, é capaz de sentir todo horror dos ensinamentos malsãos que os costumes de um povo inculca na sua mocidade
Milhões de espíritos ainda convivem em nossos dias sentindo no perispírito os exemplos da rígida educação que receberam, do orgulho, da vaidade, do amor ferido, da honra, do sentimento de grandeza.
O decorrer dos séculos não foi o bastante para modificar os ensinamentos do passado.
São espíritos sofredores que passam pela vida sem instantes de paz, tranquilidade e felicidade.
Resistindo à marcha da civilização, não podem admitir a humildade, o perdão e a igualdade.
Revoltas íntimas os torturam, e obrigados pelas leis e costumes, vivem em contínuos sofrimentos e desesperos.
Por não lhes ser possível dar vazão aos sentimentos que ainda vivem latentes no subconsciente.
Um país deve cuidar da educação da sua infância e da sua mocidade sob pena de receber o reflexo futuro do seu descuido.
*****************************
Telefonaram de uma casa de saúde pedindo lugar no sanatório onde trabalhamos.
Lá se achava há cinco dias, uma senhora em observação.
– Ligeiro distúrbio nervoso em consequência da gravidez.
– Terceiro mês.
Repentinamente tornou-se agitada, inquieta, produzindo distúrbios e consequentemente impossibilitada de lá permanecer entre o recém operados.
Internada submetemo-la aos exames necessários, constatando, risos e prantos imotivados, fases intermitentes de agitação e depressão, alucinações visuais, demonstrando cólera, desejos de auto e hétero eliminação.
Por informes do Espaço, soubemos estar casada a cinco anos possuindo uma filha de três anos.
Vida perfeitamente feliz no lar, em companhia do esposo, filha e tia, sem que jamais houvesse algo de dúvidas, incertezas e mágoas.
De três meses a essa data dava demonstrações de irritabilidade, desassossego, alimentando-se pouco e passando noites insones.
Várias consultas médicas e consequente terapêutica baseada em distúrbios nervosos, naturais, consequentes da gravidez.
Com o perpassar dos dias os sintomas foram se acentuando, a ponto de requerer maiores cuidados, culminando no seu internamento na casa de saúde com a possibilidade de intervenção abortiva.
Já havia decisão favorável à intervenção cirúrgica quando os sintomas alarmantes se fizeram sentir, requerendo uma internação no sanatório.
As melhoras se foram acentuando de tal maneira que dentro em pouco nada mais sentia, a não ser vez ou outra, um pranto convulsivo e, raramente, ligeiras demonstrações de impaciência e inquietação.
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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 19, 2018 10:18 am

Voltou para o lar onde, rodeada pelo carinho dos seus, se ocupava com ligeiros entretenimentos enquanto se processava o estado de gestação, sem contudo deixar as crises passageiras.
Após o parto, as crises recrudesceram e com grande sentimento de todos, em cuja presença ou mesmo o choro, lhe provocava verdadeiros acessos de fúria, pranto, risos, alucinações, frases incoerentes, sem sentido.
Desorientados com os diversos diagnósticos médicos, cada um dando uma causa diferente aos distúrbios psíquicos, fomos procurados novamente para a internação da enferma no sanatório.
Após o exame preliminar demos ordens de internação e, no dia seguinte, com surpresa, fomos encontrá-la completamente modificada.
– Fisionomia alegre e completamente tranquila; os seios entumecidos pelo fluxo lácteo era extraído pela enfermeira sem que a paciente demonstrasse relutância, chegando mesmo a demonstrar alegria quando o leite era posto para fora, facto que não passou despercebido pela nossa observação que mais se acentuou quando a enfermeira nos chamou a atenção para que observássemos o contentamento da paciente diante da afirmativa de que dentro de dois dias, o leite desapareceria de todo.
Realmente algo de anormal ali existia não permitindo aceitássemos como gesto de resignação, mas sim indiferentismo de uma mãe pelo filhinho recém nascido.
Os sintomas de desequilíbrio mental tinham desaparecido por completo e nenhuma crise se manifestou nos dias consequentes.
Seus actos eram perfeitamente normais, demonstrando memória e raciocino, relembrando lar, esposo, filha, parentes e amigos, mas nenhuma palavra sobre o filhinho que ficara com a tia, aumentando assim a nossa desconfiança a respeito de tragédias do passado.
Não foi surpresa, porquanto, quando transmitindo notícias da próxima visita do esposo, época que aproveitaríamos para a sua alta, ela, a paciente, nos respondeu:
- “Só regressarei ao meu lar com a condição de que meu filho continue com minha tia”.
Caso estranho!
Qual seria a causa determinante desse repúdio ao filho recém nascido?
Num trabalho que realizamos para estudos e observações, uma entidade amiga, disse:
- Como é sublime, meu amigo, a medicina material, e como é Divina a medicina espiritual.
Ouça:
- Em um magnífico castelo na Inglaterra, e que os séculos mal desgastaram, viviam:
ELE – Poderoso senhor de ricas terras, levando uma vida de ociosidade, coração bom, mas pusilânime.
ELA – Esposa má, orgulhosa, no íntimo revoltada por questões de família.
– Moça casada com um homem já de idade, impossibilitada de usufruir de uma vida mais livre, mais alegre.
A FILHA – Actual, naquela época, com quatro anos presumíveis entregue a uma velha aia, caiu em um precipício ficando irreconhecível.
Vendo a filha naquele estado, deu expansão à sua maldade mandando chicotear a ama que desencarnou sob o látego dos lacaios.
O filho, correndo em auxílio da mãe, também chicoteado, sendo expulso daquelas terras.
Criança ainda, em época de maldades e sentimentos menos dignos, sofreu intensamente, vagando, curtindo a sua mágoa e orfandade desencarnando muito cedo.
*************************
Em uma segunda reencarnação vamos encontrar a castelã encarnada na Áustria e casada com um rico proprietário de casas de diversões, gozando de todo o luxo e conforto.
No rico palácio começou a dar sinais de sintomas nervosos.
Rodeada de serviçais e médicos regiamente pagos sofreu durante meses.
Nas suas crises de alucinações demoníacas, segundo a época, primórdios da psiquiatria, ela via o menino das suas antigas cavalariças e sentia, nas carnes, o fogo provocado pelo látego, com o qual ele a castigava continuamente.
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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 20, 2018 10:04 am

Louca de dor e desespero, esgotada de tanto sofrimento, sentiu-se aproximar-se dela o espírito da aia pedindo ao filho que perdoasse.
Afastou-se, mas ela não resistindo aos sofrimentos, desencarnou já em adiantado estado de enfraquecimento pulmonar.
******************************
Em uma terceira reencarnação, após encontros e preparativos no “Espaço”, vieram à França para juntos, ressarcirem as faltas passadas.
ELA – Reencarnada em família humilde, viúva, com uma filha de três anos, a mesma filha antiga.
ELE – Antigo esposo, também viúvo, profissão humilde e tendo como filho já reconciliados o seu antigo moço de cavalariça e antigo obsessor dela.
A princípio, vidas humildes, como vizinhos se aproximaram, enquanto as crianças viviam como amigos.
Forças ocultas aproximaram os mesmos personagens, para que juntos em um lar pudessem resgatar as faltas do passado.
Tudo caminhava bem e as famílias pressentiam ali uma união futura entre os jovens.
O orgulho e a luxúria recalcados no subconsciente, ainda uma vez se fizeram sentir e ela se apaixonou por um jovem profissional passando com ele a conviver, atraída mais pela vida de luxo e conforto que ele lhe proporcionava.
Mudando de situações muitas e muitas vezes, chegou a espancar a filha que se sentia atraída por aqueles em cuja companhia se sentia tão feliz.
– O pai antigo e o filho da sua ama, companheiros de folguedos e passeios.
Afastou-se dos vizinhos e sempre que as forças desconhecidas os aproximavam ela não perdia a oportunidade de demonstrar desprezo, indiferentismo, mormente contra o menino no qual o seu espírito pressentia o causador da sua tortura na última reencarnação.
Ainda uma vez o destino, inexorável, fez prevalecer as suas linhas mestras nos acontecimentos da vida.
Desprezada pelo amante que seguira para distantes terras, à procura de meios mais favoráveis para o seu comércio de jogo, ela se viu atirada no redemoinho da vida, sem recursos, sem abrigo, temerosos de voltar ao convívio dos seus.
Madrugada alta foi encontrada desfalecida e levada a um hospital para indigentes.
Entre a vida e a morte ali permaneceu durante meses, abandonada, isolada e sem nenhuma alma amiga, sem um coração que batesse uníssono com o seu, proporcionando um pouco de carinho e amizade.
Sofria a tortura do abandono e do isolamento para saber o valor do perdão e da amizade.
Somente a filha recolhida em um orfanato a visitava raramente e se portava quase como uma desconhecida, incapaz de sentir e avaliar aquele estado de coisas.
O antigo vizinho encaminhado por essas forças Divinas que obrigam essas criaturas a se aproximarem para o resgate de dívidas acumuladas soube do seu estado.
Condoído para lá se dirigiu a pé, impossibilitado de tomar uma condução, levando um cesto de frutas.
Ao chegar ao quarto da enferma, a princípio desorientado, mas animado por um desejo sincero de ampará-la, entrou e ofereceu-lhe o cesto de frutas.
Ela muito mal, enfraquecida, com últimos vestígios de vida, tomou o cesto e abraçando-o pôs-se a chorar.
Continuava o destino tecer as teias da reconciliação.
Triste, enferma, só e abandonada, aquela visita e aquele presente, onde se achava a essência da humildade, da simplicidade e do perdão, tocaram sua alma.
O que não se pode realizar pela compreensão e pelo raciocínio o foi pelo sofrimento como preparo prévio e pelo gesto simples, por isso mesmo valioso e significativo.
Sentindo que a vida lhes esvaia pediu ao visitante.
– Seu antigo esposo.
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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 20, 2018 10:07 am

– Que tomasse conta de sua filha.
Morreria sossegada sabendo, de antemão que, daquele instante em diante, ela teria um pai e um irmão pobres, na verdade, mas capazes de lhe proporcionarem uma vida bem mais alegre e bem mais feliz do que a vida em um orfanato.
*****************************
Com o espírito preparado naquele instante decisivo, veio agora, nessa quarta reencarnação.
O esposo, o mesmo da primeira reencarnação.
A filha, a mesma.
A tia, a antiga aia.
Faltava o antigo moço das cavalariças, o mesmo que a obsidiou na segunda existência, o mesmo ainda repudiado, na terceira, mas que ela procurou reparar o seu orgulho e repúdio entregando a sua filha a seu pai.
– Gesto de aproximação daqueles dois espíritos por ela separados.
Desencarnada, o desejo de reparação despertou-lhe os sentimentos afectivos, certa de que o amor materno viria sublimar-se com o perdão, mas, nos preparativos da reencarnação do filho, no estado de gestação, começou a pressentir a chegada do obsessor.
Seu espírito revoltou-se a ponto de ser internada.
Uma louca.
Um caso de perturbação nervosa.
Uma neurose sim, mas a medicina dos homens, amparada por análises e pesquisas de laboratório, poderia medicar, mas ignorantes das causas e dos porquês.
Diagnóstico? Sim
Terapêutica? Sim
Causa predisponente? Sim.
Causa determinante? Não.
Porque essa somente a psiquiatria Divina poderia apontar e resolver, como foi resolvida, entregando o evangelho do senhor para iluminar a sua consciência e facilitar a compreensão das leis divinas, fazendo-a sentir a sua grande responsabilidade perante Deus e a si mesma, no seu gesto de repúdio ao filho que lhe fora confiado.
Só a sua ternura de mãe poderia devolver a saúde e a paz de consciência.
Recebeu alta amparada pelos ensinamentos do Senhor e com os esclarecimentos da terceira revelação, que determina aproximar as criaturas para que empunhem a bandeira do perdão, sem a qual as batalhas da vida se tornarão cada vez mais cruentas, provocando nas noites escuras da incompreensão os gemidos, os lamentos, cada vez mais sentidos e cada vez mais pungentes.
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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 20, 2018 10:07 am

SOERGIMENTO DE UM MÉDICO
A vida é uma luta de sucessivas quedas e reacções onde a criatura humana enfrenta continuamente os tropeços e as dificuldades por ela mesma criadas.
Milhões de leis, constituindo o código de leis de todos os países são incapazes apesar do seu rigor, de impedir o mal e consequentes desventuras.
Espíritos em provas, sujeitos a uma vida pontilhada de lutas e sacrifícios, se revoltam a maior parte das vezes por não suportarem o peso das provas ou se sentirem cansados, desanimados, ante a vastidão da colheita consequente da semeadura em vidas sucessivas.
A compreensão do código Divino, com sua única lei em substituição às milhares criadas pelos homens, por si só, seria suficiente para transformar a Terra.
– Não desejar aos outros aquilo que não se deseja para si mesmo.
Com o alforje a tiracolo, cheios de conselhos e ensinamentos dignos, que recebemos no Espaço e cajado em punho para auxiliar a marcha no deserto da incompreensão humana, aqui voltamos para reencetar a caminhada tantas e tantas vezes interrompida.
Por vezes, sozinhos, enfrentamos as peripécias que a nossa invigilância criou.
Outras ainda, auxiliados por um ou mais companheiros melhor preparados e mais práticos, verdadeiros amigos para os momentos de desanimo e cujas palavras, conselhos, e mesmo a só presença representa o estímulo necessário e preciso para a recuperação das forças e o entusiasmo.
Essa recuperação é obtida geralmente no lar, quando a compreensão mútua e o factor da sua formação.
Obtidas por vezes fora do lar, em outros ambientes onde vamos encontrar almas afins em cuja companhia sentimos, captamos, as irradiações benéficas a beneficiar e estimular as forças psíquicas esgotadas, carregando as células nervosas com o fluido benéfico que se desprende das almas já em estado de purificação.
Quem não possui essa fonte benéfica, onde conscientemente procura a recuperação de forças?
Um amigo, um lar acolhedor, um parente distante, um desconhecido, por vezes, e para o lado dos quais nos encaminhamos impelidos por um desejo secreto de usufruir de paz e tranquilidade.
Assim como a providência Divina supre, com os recursos da própria natureza, a alimentação dos pássaros, assim também, proporciona as criaturas humanas, em provas, fontes de recuperação representadas por espíritos elevados, verdadeiros missionários, encarregados de encher os alforjes com o estímulo e a coragem.
Espíritos sinceros de outras existências ou almas depuradas, desconhecidas, em missão, verdadeiros auxiliares nos campos de batalha das provações, oásis junto aos quais procuramos as sombras contra o sol escaldante dos abatimentos morais e a água para refrigerar a sede provocada pelas injustiças, pelo egoísmo, pelas incompreensões humanas.
No lar, a fé ou a compreensão das vidas passadas servem de elo poderoso contra o esfacelamento, suprindo as falhas e as revoltas, estimulando o perdão, desfazendo as incompreensões, evitando as explosões de recalques, não permitindo que venham á tona os mesmos erros e os mesmos desentendimentos que os esfacelaram em vidas passadas.
Nos conjuntos formados por espíritos em expiação e também em missões de progresso, conselheiros sábios, fiéis, ponderados e humildes, incapazes de uma ofensa, incapazes de provocar humilhações, sempre dispostos a perdoar e a estimular.
Feliz do lar onde um missionário é garantia de sustentáculo e em torno do qual os eflúvios divinos se fazem sentir.
Provas?
********************************
Teve várias existências nómades, não escolhendo profissão para poder viajar e manter-se nos vários países que percorreu, pelo diletantismo das viagens e pela instabilidade do próprio espírito.
Na Noruega, numa colónia de pobres pescadores, simpatizou por uma órfã e com ela passou a conviver após o consentimento dos tios que receberam em troca certa quantidade de mercadoria.
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Ave sem Ninho

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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 20, 2018 10:07 am

Foi sua companheira de viagens durante dois anos e por ele abandonada no porto de Marselha, já em estado de gestação.
Génio terrível, mau, desconfiado, ciumento, egoísta, aos poucos foi se fazendo desprezado, porque espírito errante, não pôde suportar as impertinências, as desconfianças e o egoísmo da esposa sempre criando-lhe situações desagradáveis.
*************************
Em sua última reencarnação nos Estado Unidos, após a adolescência e mocidade de lutas e privações conseguiu um diploma de médico.
Vivia em um porão em companhia de um amigo, talvez sua única amizade sincera que conservava em sua vida nómade.
Pouco mais velho do que ele, também estudante, terminando junto os cursos, sobre ele exercia uma ascendência bastante pronunciada, verdadeiro factor para que conseguisse uma profissão.
Durante muitos anos trabalharam juntos e só se separaram porque, impelidos por forças estranhas, casou-se com a mesma que fora sua esposa em existência passada e para com a qual tinha uma dívida.
– Precisava ressarcir o mal que havia praticado abandonando-a, sem recursos, em uma cidade desconhecida.
Após o casamento recomeçou a vida de torturas.
Como os sentimentos são apanágios do espírito, a esposa pontilhou-lhe a vida com tormentos mais exacerbados pela intuição dos acontecimentos passados, e conselhos, intervenções amigas, ponderações, que em nada consegui modificar o génio da esposa nem mesmo após o nascimento de uma filha.
Seguia-lhe os passos, vigiava-lhe no trabalho, perguntava, inquiria, fiscaliza ao ponto de aos poucos, provocar-lhe desorientação.
Abandonou os amigos, passeios, diversões, no propósito de cumprir sua missão junto da esposa.
No hospital onde trabalhava, gozando de conceito, estima, admiração pela argúcia clínica, tinham, ele e o amigo, uma enfermeira, moça, delicada, integrada no trabalho e por todos estimada por ser criatura entregue ao campo da caridade, amparando, consolando.
Ao lado dessa enfermeira ele se esquecia da vida atormentada do lar e, sem vislumbres de propósitos menos dignos cada vez se aproximavam mais.
– Ela, sentindo que ele se consumia em torturas morais, enfermo da alma, condoída, tudo fazia para retemperar seu ânimo combalido, dia a dia cuidadoso das suas obrigações.
A esposa, na sua vigilância contínua, inexorável percebeu aquela amizade e, após um escândalo tremendo, acertou a corte de um vigilante e com ele partiu para o oriente levando a filha.
Ânimo combalido, sem forças para enfrentar os acontecimentos, curvado ao peso das torturas morais contínuas, sem o idealismo de amparar o sofrimento alheio por sentir que o seu era maior ainda, aceitou a proposta de traficantes de entorpecentes procurando, na sua clínica, arrastar aqueles que o procuravam indirectamente, aumentando o número de viciados.
Aos poucos, sentindo os lucros eficientes que o novo campo de actividades lhe proporcionava, integrou-se de corpo e alma na venda de tóxicos.
Rebelando-se um dia contra os companheiros por questões de zonas comercias, foi por eles apunhalado, temerosos de denúncias de sua parte.
Recolhido no hospital onde trabalhava a tantos anos, não resistiu aos ferimentos, apesar da dedicação do amigo e da enfermeira que não se cansavam de prodigalizar-lhe cuidados e carinhos.
********************************
No “Espaço,” como médico, sentiu o peso da sua culpa e o horror da sua nova profissão.
– Uma, repondo infelizes e desajustados no caminho da vida, devolvendo-lhes saúde, paz e alegria no seio das famílias.
- Outra espalhando desventuras, provocando misérias, esfacelando vidas e lares.
Manteve um firme propósito de em uma nova reencarnação, ressarcir o mal espalhado, com o intuito de novamente, como médico, amparar os infelizes que se entregam ao vício e aos entorpecentes.
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Ave sem Ninho

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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 20, 2018 10:07 am

Estimulado pelo antigo companheiro, espírito bem mais orientado e alicerçado em gestos e atitudes de elevação, e obtida a promessa de auxílio da sua enfermeira, já desencarnados, no Espaço, com o auxílio de entidades as quais se acham afectos os processos de expiação e reparação, traçam plano preciso.
*****************************
Assim é que, após o estagio necessário ele reencarnou em uma rica família brasileira.
Caso interessante. Nos preparativos para sua volta a Terra estremeceu ante as responsabilidades futuras que iria assumir e para dar-lhe ânimo preciso, evitando a intervenção de forças obrigatórias, veio em companhia do antigo companheiro.
Um parto duplo. Deixando aqui, o companheiro, dez dias após voltou para o Espaço na continuação do seu estágio.
Feitos os primeiros cursos no Brasil, já adolescente, lhe afloraram ao espírito as reminiscências pregressas e, desperto para o cumprimento da missão a que se havia proposto, pediu os pais para deixá-lo continuar seus estudos nos Estado Unidos.
Após um brilhante curso, já integrado em sua nova missão como director médico de um hospital especializado em recuperação de viciados, casou-se com a mesma companheira que numa existência havia abandonado e noutra fora por ela abandonado.
Por entre brigas, discussões e malquerenças, passou-se um ano mais. Para atenuar aquele ambiente, reencarnou, como primeiro filho o espírito daquele com quem a esposa abandonara o lar.
Ela mais satisfeita atenuou o seu egoísmo.
Pouco tempo depois veio o segundo filho, o mesmo que o prostrara a punhaladas.
Vieram ambos – Uma para regeneração e outro à procura de perdão.
Regeneração sim, porque o primeiro filho era um dos componentes do comércio de drogas, naquela época, e que fazia viagens constantes para o oriente, onde comprava e embarcava, clandestinamente ópio e derivados.
O segundo filho, companheiro, também pertencente ao mesmo comércio ilícito, constituindo esses dois factores um dos motivos do seu pavor no momento de reencarnar.
Com o decorrer do tempo a tragédia do lar já se esboçava, pressentindo a destruição do mesmo e, pior do que isso, provocando-lhe o mesmo desânimo, o mesmo abatimento psíquico de vidas passadas impedindo-o de prosseguir, agora, na missão nobilitante a qual já produzia frutos.
Para grandes males, poderosos medicamentos.
Intervém a Providência Divina enviando para reencarnar, a antiga enfermeira, espírito missionário, e cuja atracção entre eles era derivada de ser ela a filha que jamais conhecera quando abandonou a mãe em Marselha.
Assim formado, durante muitos anos o seu lar nada mais representou do que um apartamento de um manicómio.
A esposa, com a sua perseguição, os seus olhares significativos, os seus gestos, as suas indirectas, provocando, espezinhando, envenenando, e só não chegando aos escândalos supremos por terem as condições e métodos de vida acompanhados a evolução.
Um dos filhos, antigo assassino, não olhava com bons olhos, o outro seu superior hierárquico na traficância de vícios e viviam, agora, em contínuas brigas e discussões.
Esse por sua vez, mimado pela mãe que tudo lhe facilitava, tornando-se indiferente ao estudo e ao trabalho, começando cedo às escondidas uma vida de orgias.
O pai disposta a vencer, com paciência e tolerância, mas atento e rígido aos princípios que traçara de antemão, procurava impor-se pela disciplina e pela exemplificação.
A filha vigilante, representava no lar, o escudo de encontro ao qual se amorteciam os choques provocados pelas reminiscências.
Apesar de mais nova impunha-se aos outros; aconselhava a mãe procurando refrear os seus impulsos e estimulava o pai a prosseguir na obra de recuperação à qual se entregava de corpo e alma, conseguindo um lugar proeminente na lista de benfeitores da humanidade, com o nome respeitado no meio científico de outros países.
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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 20, 2018 10:08 am

Certo de que o esfacelamento de seu lar nada seria comparado à obra de recuperação de milhares de outros lares, soube impor-se com energia e, coadjuvado pela filha, está prestes a vencer a sua etapa terrena riscando, no livro dos apontamentos do destino, grandes parcelas de dívidas acumuladas.
Não existem no lar amor, amizade, elos que cingem almas e corações.
Existem porem, o respeito conquistado com lutas e sacrifícios e a disciplina que impõem a vigilância e consequente melhoramento espiritual.
*******************************************
O conhecimento desse caso se originou de uma carta de família.
Em determinada época, desconfiou que o filho mais velho, impelido pelas reminiscências, afirmamos nós, se enveredara pelo caminho dos vícios.
Temendo escândalo e como manifestação de força moral perante a esposa, enviou o filho a São Paulo junto dos avós.
Esses com ideias espíritas, escreveram-nos a respeito das desconfianças que os atormentavam, com pretensões, mesmo, de interná-lo uma temporada.
A conselho de “Sombras” amigas recusamos o internamento, por desnecessário, privando de ter sob nossos cuidados um dos grandes traficantes de ópio do mundo, hoje reencarnado na figura de uma adolescente, preparando-se para um curso na marinha.
Essa carta e a consequente recusa por parte dos amigos espirituais, despertou-nos a curiosidade e, daí, mais uma observação para o relato dos acontecimentos de um lar formado por um médico, ambiente onde as demonstrações nervosas e actos de desequilíbrios mentais requerem o auxílio da psiquiatria.
Foram os especialistas humanos e materialistas que ampararam aquela família, permitindo que chegasse quase ao temo da jornada?
Não.
Foi sim, a Psiquiatria Divina, que conhecendo as necessidades de um espírito missionário enviou-lhe como salvaguarda, como estímulo e amparo um outro missionário na figura da filha, permitindo a aquisição de força moral precisa para a conservação do seu e reerguimento de milhares de outros lares que a sua imprevidência havia destruído com as granadas do vício.
Sim a psiquiatria divina em cujos papiros milenários ciosamente guardados nos arquivos imensos do infinito, se podem folhear as páginas dos fichários individuais com as características dos sentimentos de cada um e onde os actos anotados representarão o roteiro para os futuros empreendimentos.
Onde esse laboratório?
O acesso é através das portas dos túmulos que continuam a vedar, aos olhos da ciência, o campo imenso da reencarnação, base imprescindível para sua orientação e o seu progresso.
Aqui fazemos o ponto final.
Bastam por hora estas observações, pois outras virão com o tempo, à proporção que se fizerem sentir as oportunidades.
Para os de boa vontade e para aqueles que não vivem com a consciência e o raciocínio entorpecidos pelo dogmatismo, elas serão suficientes para mostrar que os homens não são criaturas fadadas a uma só existência, para sofrer, pois a vida terrena é quase só sofrimento e o criador Supremo, na Sua Sabedoria e Omnisciência, não lançaria seus filhos, injustamente numa vida de dores e sofrimentos.
A Reencarnação é a única solução razoável para a grandeza, a justiça e o poder de uma inteligência suprema!
Vemos o presente, mas não vemos o passado.
– Porém, o pressentimos através de nossos próprios actos e através de nossas próprias provações...
“As intoxicações psíquicas” que vão dominando o espírito se faz sentir quando qualquer desequilíbrio da matéria permite que elas se extravasem.
São os próprios espíritos que relembrando vidas passadas e revendo os inimigos, mesmo através do escafandro da carne, revoltam-se contra eles; requerem doutrinação dos seus próprios egos, fazendo auto-actuação psíquica – Procurando despertar no seu próprio espírito, as boas acções, abnegação e bondade.
A liberdade intelectual não pode continuar sob o poder do despotismo e do dogma.
Precisa libertar-se.
As trevas do passado, trevas produzidas pela bíblia deturpada e fantástica, precisam ser iluminadas para se compreender a harmonia das leis da natureza
O milagre não existe.
Tudo se explica.
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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 20, 2018 10:08 am

NASCER, MORRER & RENASCER
Assim como o organismo humano, carne, ossos, músculos, artérias, veias, - Todo o conjunto é formado de células, assim, também, os lares, representam as células para a formação do conjunto terreno.
Distúrbios nas células orgânicas acarretam, também a inquietação nas cidades, desassossego nos estados, distúrbios morais e financeiros para um país, e esse de um modo geral no planeta.
As ideias guerreiras de um povo produzem inquietação geral, no mundo.
O Brasil Coração do mundo pátria do evangelho pela grandeza das almas do seu povo tem sido a Canaã para onde aportam verdadeiras falanges de espíritos, para em novas reencarnações se entregarem ao esforço produtivo para o resgate de dívidas passadas.
Povo simples, bom, ordeiro, sem lutas de classes e de cores, proporciona um ambiente melhor, onde esses peregrinos do Espaço vêm por contacto, receber os fluídos benéficos da tolerância e da humildade.
Na sua intimidade existem milhões de peregrinos que vieram, como enfermo da alma, para se depurarem e se engrandecerem sob os vossos cuidados e se espelharem nas vossas exemplificações.
Fazei tudo para que gestos, palavras, olhares, e indirectas não venham se transformar-se em fagulhas destruidoras, reavivando o fogo dos desentendimentos de vidas passadas, contribuindo para o seu desequilíbrio e consequente inquietação do lar.
Esforçai-vos para o entendimento mútuo porque ele representa a barreira contra as influências deletérias que se infiltram em toda parte.
Repeli as insinuações malévolas, produtos da inveja, ciúmes e ambições que contaminam e que degradam, afogai as mágoas; afastai as queixas contínuas, desnecessárias e que enervam; tende a paciência precisa e necessária para esperar pelo amanhã, dando prazo para que as névoas da revolta se dissipem, afastados pelas brisas benéficas da ponderação.
Lembrai-vos de que existem dívidas a resgatar entre uns e outros; não vos esqueçais de que, filhos e parentes não foram postos debaixo do mesmo tecto por acaso ou circunstâncias da vida presente.
Em todos existem laços de afinidades passadas ou fluidos que se repelem e precisam ser fortificados ou transformados para que a peregrinação em futuras vidas sucessivas seja mais suave e tranquila.
A calma, a ponderação, a paciência são sustentáculos para a tranquilidade presente e para a paz futura.
Analisai as vossas palavras, e antes de proferi-las atentai para as consequências que delas poderão advir.
Palavras e actos impensados, não medidos, são produzidos pela tinta indelével dos ímpetos recalcados e que só se apagam da mente, por vezes após vidas sucessivas estribadas no carinho sincero e nas verdadeiras demonstrações de amizade.
Vigilância com os vossos lares!
As antenas do mundo terreno e espiritual vivem atentas, captando as irradiações produzidas em vossas vidas conjuntas.
Se boas, terão respostas precisas, traduzidas em irradiações benéficas para maior reforço do entendimento.
Se más, receberão, também, perfeitamente identificadas, as ondas destruidoras enviadas por aqueles que se comprazem com o mal, arrebanhando outros infelizes, na expectativa de que, repartidas, suas mágoas e seus desesperos possam ser atenuados.
Ao lado de vossos rádios não procurais estações cujas ondas vos proporcionem prazer, horas de sadio entretenimento, recusando aquelas que não vos aprazem?
Vossas vidas, em conjunto no lar, também dependem das estações Espaço que vosso desejo apraz sintonizar.
Falanges do bem captam emitem ondas de amparo e favorecimento.
Falanges do mal captam ondas destruidoras.
No lar formado pelo destino, juntos dos vossos filhos, tudo fazei para que ele seja verdadeiro oásis, onde através do deserto da incompreensão e nas noites escuras e tempestuosas das provações possam todos encontrar o descanso e o amparo, para um novo dia, mais refeitos, encorajados e providos de meios de subsistência valiosa, possam retomar a viagem, reencetando a longa caminhada para países distantes onde reinam a paz, a felicidade, sustentáculos do trabalho construtivo.
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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 20, 2018 10:08 am

VILIGÂNCIA COM OS VOSSOS LARES.
Os distúrbios nervosos são factores de desequilíbrio de um lar, para uma nação, para o Mundo Terreno.
Constituem a preocupação máxima para o corpo médico de qualquer parte, requerendo cuidados constantes, por parte dos governos.
Os sanatórios especializados vivem repletos e, em maior número ainda, perambulam pelas ruas ou vivem isolados, em casa, por falta de amparo.
Numerosas causas concorrem para esses desequilíbrios – Causas perfeitamente aceitas e estudadas.
A principal todavia, ainda não é aceita e pesquisada pela psiquiatria humana porque o convencionalismo religioso ainda é factor para perturbar a caminhada, e névoa a toldar a sua vista, fazendo com que se desoriente no Dédalo imenso do sofrimento humano.
Essa causa é a Reencarnação.
Sem os recursos por ela oferecidos, a traça da incompreensão e dos desentendimentos continuará a sua destruição lenta e inexorável, corroendo os lares – célula mater da nação e do mundo terráqueo, requerendo cuidados contínuos para a manutenção do seu alicerce sempre ameaçado da tranquilidade e do bem-estar.
Reencarnação – Eis o tratado onde a psiquiatria encontrará as causas e os medicamentos necessários para a glorificação da sua luta, nos dias de hoje, sustentada pelo Espiritismo que, qual padioleiro Divino, vai arrebanhando no campo da luta das provações, os que tombam vitimados pelo cansaço, pelo desespero e pela revolta.
O que no momento não pode ser oferecido pelos laboratórios humanos, é provido pelos laboratórios do “Espaço” nos quais os fluidos do sofrimento e da dor, elaborados nas suas retortas, são transformados e devolvidos em fluidos luminosos que, iluminando as consciências levam o homem a conhecer a sublime verdade.

NASCER, MORRER E RENASCER
“Quando você nasceu, recebido no lar
Todos riem e só você chora
Viva de forma que quando você desencarnar,
Todos chorem e só você ria.”


§.§.§- Ave sem Ninho
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Re: Psiquiatria em face da Reencarnação - Inácio Ferreira /Carlos A. Baccelli

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