ESTUDOS DOUTRINÁRIOS

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Re: ESTUDOS DOUTRINÁRIOS

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jan 24, 2011 10:07 pm

Continuando...

7º – Não adulterarás.
Em Êxodo 20, 10:
"Não cometerás adultério."

Esse Mandamento, algumas vezes, o encontramo-lo da seguinte forma:
"Não pecar contra a castidade".

Ora, castidade não tem o mesmo significado que adultério.
Sendo a castidade definida como abstinência total dos prazeres sexuais.
E pergunto se as pessoas casadas estariam infringindo tal lei?
Ou não seria uma lei para, de certa forma, justificar o celibato?

O significado de adulterar:
1. Falsificar, contrafazer:
2. Corromper, viciar, deturpar, deformar.
3. Mudar, alterar, modificar, podendo ainda corresponder a cometer adultério, ou seja, infidelidade conjugal.

Antigamente, poderiam vê-lo somente quanto à questão da infidelidade conjugal, visto o machismo do povo hebreu.
Mas, modernamente, poderemos compreendê-lo também com um significado mais amplo, e o próprio Jesus o utilizou dessa maneira (Marcos 16, 4: Uma geração má e adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas.).

Quando apresentaram a Ele a adúltera, pedindo-Lhe a opinião sobre o que deveriam fazer a ela, sabiam que pela Lei Mosaica ela deveria ser apedrejada.
Entretanto, por que nada disseram sobre o adúltero, quando se sabe que não poderia uma mulher cometer adultério sozinha?
Isso, sem dúvida, reflecte também a cultura da sociedade machista da época


8º – Não furtar.
Êxodo 20, 11:
"Não furtarás."

A questão de se apropriar indevidamente do que não nos pertence faz parte do respeito que devemos ter para com nosso próximo.
Por outro lado, isso sanciona o direito que cada um tem de possuir alguma coisa, desde que a obtenha por vias legais e éticas.

Entretanto, cabe à sociedade como um todo a incumbência de levar a todos os seus membros o ensino público, onde também os valores da ética e da moral deverão fazer parte do programa de aprendizado do aluno.
Falindo nesse aspecto, a consequência é inevitável, já que indivíduos sem esses valores acabam por se tornarem em delinquentes de todas as espécies.


9º – Não levantar falso testemunho.
Em Êxodo 20, 12:
"Não levantarás falso testemunho contra o próximo."

Fundado principalmente numa questão de justiça, é inegável que se trata de um preceito natural, portanto, divino.

Um pouco atrás, falamos do período da Inquisição, e sabemos que durante ela esse Mandamento não era tido como divino, já que não faziam a menor questão de aplicá-lo.

Continua...
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Ave sem Ninho

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Re: ESTUDOS DOUTRINÁRIOS

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jan 24, 2011 10:07 pm

Continuando...

10º - Não desejar a mulher do próximo nem cobiçar nenhum de seus bens.
Em Êxodo 20, 13:
"Não cobiçarás a casa do próximo, nem a mulher do próximo, nem o escravo, nem a escrava, nem o boi, nem o jumento, nem coisa alguma do que lhe pertence."

É comum vermos esse Mandamento desmembrado em dois:
Um como o nono mandamento:
Não desejar a mulher do próximo e o outro, como décimo: Não cobiçar as coisas alheias.

Falamos um pouco atrás que as determinações de Deus devem ser atemporais, universais e imparciais.
Se formos fazer uma análise do texto bíblico, utilizando desses critérios, chegaremos à conclusão que este não passa por esse crivo.

A sociedade machista em que se constituía o povo hebreu é a única coisa que encontramos para justificar a questão de "não cobiçar a mulher do próximo".
Veja que seria um absurdo admitir que a mulher do próximo poderia desejar o marido da outra, já que isso não está explicitamente proibido.
E o que não é proibido é permitido.

Mas, se bem analisarmos a questão, o desejar a mulher do próximo ou o marido da próxima, ela já estaria no contexto do "não adulterarás", assim ficaríamos com duas ordens divinas para a mesma situação.
Voltando ao que já dissemos anteriormente, devemos entender os factores culturais da época.
Assim, podemos perceber que o que se encontra listado nessa passagem reflete apenas o que, para época, era de suma importância para aquele povo.

Veja, por exemplo a questão do escravo.
Qual o sentido de sua aplicação nos dias de hoje?
Poderemos cobiçar a "Mercedes" do próximo?
O jumento era um meio de transporte muito utilizado na época, entretanto, hoje utilizamos o carro, como ficaria, pois, a aplicação literal desse Mandamento?

Quanto à questão da mulher, ela era tida como propriedade do homem, talvez, assim considerada, por causa da narrativa bíblica de sua criação.
Já que, pela Bíblia, Deus criou o homem primeiro, para só depois resolver dar-lhe uma companheira.
Mas, ao invés de criá-la também do barro, donde veio o homem, como consta da Bíblia, toma-a da costela do homem.

O significado disso tudo realça que a mulher não tinha valor algum, e até para ser criada, foi dependente do homem.
E será que isso foi orientado por Deus, ou Ele, também, era ainda muito atrasado, como o era a Humanidade daquele época?
É óbvio que tudo isso tem muito a ver com o homem, e não com a Inspiração Divina, pois Deus é imutável, sendo sempre o mesmo, ontem, hoje e sempre.

Outra conclusão interessante desse machismo hebreu daquela época vamos encontrar em dois castigos para a mulher (Eva), registrados em Gêneses 3, 16:
"...e o teu desejo será para o teu marido", e "...e ele te dominará".
É desnecessário qualquer outro comentário.


Os Dez Mandamentos na codificação.

Kardec, pergunta aos Espíritos superiores, conforme consta do Livro dos Espíritos (LE):
Perg. 614 – Que se deve entender por Lei Natural?
R – A Lei Natural é a Lei de Deus é a única verdadeira para a felicidade do homem.
Ela lhe indica o que deve fazer e o que não deve fazer, e ele não é infeliz senão quando se afasta dela.

Perg. 615 – A Lei de Deus é eterna?
R – Ela é eterna e imutável quanto o próprio Deus.

Perg. 621 – Onde está escrita a Lei de Deus?
R – Na consciência.

No desenvolvimento das Leis Naturais (Leis Divinas), vemos uma certa correspondência com os Dez Mandamentos.

Continua...
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Re: ESTUDOS DOUTRINÁRIOS

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jan 24, 2011 10:08 pm

Continuando...

São também em número de dez, quais sejam:
I – De Adoração
É a elevação do pensamento a Deus.
Pela oração, a alma se aproxima dele
(perg. 649 LE).

II – Do Trabalho
O trabalho é uma Lei Natural, por isso mesmo é uma necessidade e a civilização obriga o homem a trabalhar mais porque aumenta suas necessidades e seus prazeres
(Perg. 674 LE).

III – Da Reprodução
Sem ela o mundo corporal pereceria
(Perg. 686 LE).

IV – De Conservação
O instinto de conservação é dado a todos os seres vivos, qualquer que seja o grau de sua inteligência.
Em uns, ele é puramente maquinal, em outros ele é racional
(Perg. 702 LE).

V – De Destruição
É preciso que tudo se destrua para renascer e se regenerar, porque o que chamais destruição não é senão uma transformação que tem por objectivo a renovação e melhoramento dos seres vivos
(Perg. 728 LE).

VI – De Sociedade
Deus fez o homem para viver em sociedade.
Deus não deu inutilmente ao homem a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação
perg. 766 LE).

VII – Do Progresso
O progresso é lei natural, cuja acção se faz sentir em tudo no Universo, não sendo admissível, por conseguinte, possa o homem frustrá-la ou contrapor-se-lhe.


VIII – De Igualdade
Todos os homens são iguais diante de Deus, todos tendem ao mesmo fim e Deus fez suas Leis para todos
(perg. 803).

IX – De Liberdade
O homem é, por natureza, dono de si mesmo, isto é, tem o direito de fazer tudo quanto achar conveniente ou necessário à conservação e ao desenvolvimento de sua vida.
Essa liberdade, porém, não é absoluta, e nem poderia sê-lo, pela simples razão de que, convivendo em sociedade, o homem tem o dever de respeitar esse mesmo direito em cada um de seus semelhantes.

X – De Justiça, de Amor e de Caridade
A justiça consiste no respeito aos direitos de cada um.
Amai-vos uns aos outros disse Jesus.
Caridade é benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias e perdão das ofensas.


Conclusão

Pode alguém ficar escandalizado com algumas coisas que estamos dizendo, entretanto, é bom que se diga que Jesus, de certa forma, modificou os Dez Mandamentos.
Fez uma síntese deles, que não há como contestá-los mais.

Encontramo-la em Mateus 22, 36-40:
"Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?
Respondeu Jesus:
‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo teu espírito.
Este é o maior e o primeiro mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é:
Amarás teu próximo como a ti mesmo.
Nesse dois mandamentos se resumem toda a Lei e os Profetas’".

Quem ama verdadeiramente seu próximo, não mata, não rouba, não cobiça, enfim, nada faz que seja contra este outro ensinamento de Jesus:
"Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles.
Acrescentando:
"Esta é a Lei e os Profetas."
(Mateus 7, 12).

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PORQUE EXISTE A FAMÍLIA?

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jan 24, 2011 10:11 pm

PORQUE EXISTE A FAMÍLIA?

Você já pensou sobre qual é o o objectivo da família, na terra?
Afinal de contas, por que existe a família?

Se Deus, que é o Criador de todas as coisas, criou a necessidade da vida em família, é porque ela tem uma finalidade importante para o progresso do Espírito.
Vamos encontrar a resposta para essa questão, nos ensinamentos do maior Sábio de todos os tempos.

Jesus recomendou que devemos amar o próximo como a nós mesmos.
Assim, a família é essa escola onde podemos aprender a amar umas poucas pessoas para um dia amar a humanidade inteira.

Deus, que é a inteligência suprema, sabe que no estágio evolutivo em que se encontra, o homem é incapaz de amar todos os seres humanos como a si mesmo.
Por essa razão ele distribui as pessoas nessas pequenas escolas chamadas lares, para que aprendam o amor ao próximo mais próximo.

É assim que em nossas múltiplas existências vamos aprendendo o amor, nas suas diversas facetas:
amor de mãe para filho, de filho para mãe, de irmão para irmão, de avô para neto, de neto para avô, de tio para sobrinho, de sobrinho para tio, de esposo para esposa e assim por diante.

E, quando conseguimos amar verdadeiramente um filho, por exemplo, nosso coração se enternece também pelos filhos alheios.

Quando desenvolvemos profundo amor por uma avó ou pelos pais, toda vez que uma velhinha ou velhinho cruzar nosso caminho, sentiremos algum carinho, porque nos lembraremos dos nossos queridos velhos.
Assim, os laços de afecto vão se formando, aos poucos, para que um dia possam se estender por toda a grande família humana.

Considerando-se, ainda, a lei da reencarnação, ou seja, das várias existências no corpo físico, vamos solidificando esses laços de afectividade com um maior número de espíritos, que nascem sob o mesmo tecto que nós.
Dessa forma, nossa família espiritual se amplia e os laços de bem-querer se solidificam a cada nova possibilidade de convívio.

Podemos constatar essa realidade no amor que nutrimos pelos amigos, que não fazem parte da parentela corporal, mas com os quais temos laços sólidos de afeição.

Se o amor ao próximo é lei da vida, teremos, mais cedo ou mais tarde, que aprender esse amor.
E nada mais lógico do que começar pelos familiares, que a sabedoria das leis divinas reuniu no mesmo lar.

Portanto, viver em família é um grande desafio e ao mesmo tempo um importante aprendizado, pois o convívio diário nos dá oportunidade de limar as arestas com aqueles que por ventura tenhamos alguma diferença.

Nascendo no mesmo reduto familiar é mais fácil superar as desafeições, pois os laços de sangue ainda se constituem num ponto forte a favor da tolerância e da convivência pacíficas.

É por essa razão que existe a família:
para que aprendamos a nos amar como verdadeiros irmãos, filhos do mesmo Criador.

Pense nisso!

Olhando a humanidade como uma grande família, todas as barreiras que separam os povos caem por terra, pois num outro país, numa outra raça, numa outra religião, pode estar alguém que já foi nosso parente consanguíneo ou nosso grande amigo numa existência física passada.

Comece a ver as pessoas que cruzam seu caminho com outros olhos.

Com olhos de quem entende e atende a recomendação do Cristo:
ame o próximo como a si mesmo.

Pense nisso!


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Lei de Sociedade

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jan 24, 2011 10:12 pm

Lei de Sociedade

CAPÍTULO VII - Da lei de sociedade

* Necessidade da vida social
* Vida de isolamento. Voto de silêncio
* Laços de família

766. A vida social é natural?
*
"Certamente. Deus fez o homem para viver em sociedade.
Deus não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação."

767. O isolamento absoluto é contrário à lei natural?
* "Sim, pois que por instinto os homens buscam a sociedade e todos devem concorrer para o progresso, auxiliando-se mutuamente."

768. Procurando a sociedade, não fará o homem mais do que obedecer a um sentimento pessoal, ou há nesse sentimento algum providencial objectivo de ordem mais geral?
* "O homem deve progredir, mas sozinho não lhe é possível, por não dispor de todas as faculdades.
Falta-lhe o contacto com os outros homens.
No isolamento, ele se embrutece e se estiola."

Homem nenhum possui faculdades completas.
Mediante a união social é que elas umas às outras se completam, para lhe assegurarem o bem-estar e o progresso.
Por isso é que, precisando uns dos outros, os homens foram feitos para viver em sociedade e não isolados.

770. Que se deve pensar dos que vivem em absoluta reclusão, fugindo ao pernicioso contacto do mundo?
* "Duplo egoísmo."

a) - Mas, não será meritório esse retraimento se tiver por fim uma expiação, impondo-se aquele que o busca uma privação penosa?
* "Fazer maior soma de bem do que de mal constitui a melhor expiação.
Evitando um mal, aquele que por tal motivo se insula cai noutro, pois esquece a lei de amor e de caridade."

771. Que pensar dos que fogem do mundo para se devotarem ao mister de socorrer os desgraçados?
* "Esses se elevam, rebaixando-se.
Têm o duplo mérito de se colocarem acima dos gozos materiais e de fazerem o bem, obedecendo à lei do trabalho."

a) - E dos que buscam no retiro a tranquilidade que certos trabalhos reclamam?
* "Isso não é retraimento absoluto do egoísta.
Esses não se isolam da sociedade, por quanto para ela trabalham."

772. Que pensar do voto de silêncio prescrito por algumas seitas, desde a mais remota antiguidade?
* "Perguntai, antes, a vós mesmos se a palavra é faculdade natural e por que Deus a concedeu ao homem.
Deus condena o abuso e não o uso das faculdades que lhe outorgou.
Entretanto, o silêncio é útil, pois no silêncio pões em prática o recolhimento; teu espírito se torna mais livre e pode entrar em comunicação connosco.
Mas o voto de silêncio é uma tolice.....
...O voto de silêncio absoluto, do mesmo modo que o voto de isolamento, priva o homem das relações sociais que lhe podem facultar ocasiões de fazer o bem e de cumprir a lei do progresso.

774. Há pessoas que, do facto de os animais ao cabo de certo tempo abandonarem suas crias, deduzem não serem os laços de família, entre os homens, mais do que resultado dos costumes sociais e não efeito de uma lei da Natureza.
Que devemos pensar a esse respeito?
* "Diverso do dos animais é o destino do homem.

Por que, então, quererem identifica-lo com estes?
Há no homem alguma coisa mais, além das necessidades físicas: há a necessidade de progredir.
Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam os primeiros.
Eis por que os segundos constituem uma lei da Natureza.
Quis Deus que, por essa forma, os homens aprendessem a amar-se como irmãos." (205)

Bibliografia:
* O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, IDE, SP.

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Ser Médium

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jan 24, 2011 10:17 pm

Ser Médium
Livro: Seara dos Médiuns
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Questão Nº 223 - § 10 "O Livro dos Médiuns"

Abraçando a mediunidade, muitos companheiros na Terra adoptam posição de absoluta expectativa, copiando a inércia dos manequins.

Concentram-se mentalmente e aguardam, imóveis, nulificados, a manifestação dos Espíritos Superiores, esquecendo-se de que o verdadeiro servidor assume sempre a iniciativa da gentileza, na mais comezinha actividade doméstica.

-§-

Vejamos a lógica do quotidiano.

Um director de escritório não exigirá que o auxiliar se faça enciclopédia humana, a fim de receber-lhe a cooperação;
mas solicita seja ele uma criatura ordeira e laboriosa, com a necessária experiência em assuntos de escrita.

Um médico não reclamará do enfermeiro uma certidão de grandeza moral para aceitar-lhe o concurso;
no entanto, contará seja ele pessoa operosa e sensata, com a precisa dedicação aos doentes.

O proprietário de um ónibus não se servirá da atenção do farmacêutico, em sua oficina;
mas procurará um motorista, que não apenas saiba manobrar o volante, mas que o ajude também a conservar o carro.

O farmacêutico, a seu turno, não se utilizará da atenção de um motorista, em sua casa, mas procurará um colaborador que não apenas saiba vender remédios, mas que o ajude também a aviar as receitas.

Cada trabalhador permanece em sua própria tarefa, embora a interdependência seja o regime da vida apontado a todos.

-§-

Ser médium é ser ajudante do Mundo Espiritual.
E ser ajudante em determinado trabalho é ser alguém que auxilia espontaneamente, descansando a cabeça dos responsáveis.

Se não podes compreender isso, observa o avião, por mais simples seja ele.
Tudo é amparo inteligente e acção maquinal no comboio aéreo.
Torres de observação esclarecem-lhe a rota e vigorosos motores garantem-lhe a marcha.

Mas tudo pode falhar, se falharem o entendimento e a disciplina no aviador que está dentro dele.

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Médium e Doutrina

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jan 25, 2011 11:08 pm

Médium e Doutrina
Livro: No Portal da Luz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Imperioso separar o médium da Doutrina Espírita, como não se deve confundir a ciência com o cientista.

A ciência é um tesouro intangível de conhecimento superior.

O cientista é o veículo que a expressa.

A ciência, como património espiritual, jamais se deteriora, mas, o cientista na condição de instrumento humano pode falhar, conquanto, muitas vezes, se recupere.

Comparemos, ainda, a Nova Revelação e a peça medianímica à usina e à lâmpada.

A lâmpada, em muitas circunstâncias, experimenta o colapso dos próprios implementos, deixando-nos na sombra, entretanto, a usina permanece incólume, pronta ao fornecimento da energia necessária à sustentação da luz em lâmpadas outras que se lhe ajustem às correntes de força.

Ainda na condição de lâmpada, o médium está sujeito à interpretação individual de que se faça objecto, assim como a luz da lâmpada obedece à coloração que seja própria.

A usina está construída sobre princípios matematicamente exactos, contudo, as lâmpadas diferenciadas entre si, consumindo, às vezes, quotas iguais de força, emitirão luz verde, azul, vermelha ou amarela, segundo os materiais que lhes filtrem os raios.

Razoável, assim, que se nos compete gratidão e respeito para com o cérebro mediúnico de que nos servimos, isso não é razão para que nos eximamos do dever de estudar os princípios doutrinários para discernir com eficiência.

Ainda aqui, é justo considerar que é imprescindível ajudar as lâmpadas para que as lâmpadas nos ajudem.
Cada uma delas, ante a usina, se caracteriza por determinado potencial e solicita apoio na voltagem certa com o amparo de recursos essenciais.

Ninguém exija do médium prodígios que o médium não pode dar.
E quando o médium sirva nobremente à verdade, que se lhe evite o clima de idolatria e bajulação.

Onde seja preciso elogiar a honestidade para que a honestidade funcione, a perturbação está prestes a sobrevir.

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Médiuns em Desfile

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jan 26, 2011 10:33 pm

Médiuns em Desfile
Livro: Oferenda
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Transitam com a mente atormentada, envergando roupagens distintas ou não, guardando na alma o estrugir de forças que os desconectam interiormente.
Passam em ruidosa diligência ao prazer, fugindo de si mesmos, sob o vergastar da indescritível agonia de que se gostariam de libertar...

Correm, promovendo um movimento insano que os agita, em aturdimento, entre exclamações inditosas, perdidos na multidão, porém sequiosos de amizade, mergulhados nos abismos das dores que os estiolam...
Seguem buscando "coisa nenhuma", sofrendo a inveja dos trêfegos, porque se alçaram aos postos de alto coturno, todavia se encontram perturbados sem um momento de equilíbrio, em face dos desajustes que experimentaram.

Lutam pela conquista de valores expressivos, e ao tê-los afogam-se nas drogas e nos prazeres selvagens, afligidos por dramas de difícil solução...
Voejam de lugar em lugar, provocando ciúmes, despertando cobiça e sentem-se inditosos...

Difíceis de enumerados os padecimentos morais e físicos dos que se engalfinham nas jornadas da loucura, mediante as fugas espectaculares à responsabilidade, sob a injunção da mediunidade perturbada.

Portadores de faculdades que exigem atenção e impõem cuidados, esses sofredores entregam-se levianamente às evasões malsãs, procurando interromper o fluxo psíquico de intercâmbio que lhes brota de dentro, em momentosas comunicações espirituais obsessivas...

Detestam o dever e gostariam de receber respostas excelentes do Mundo Espiritual com que, dizem, se fariam ideal instrumento da vida.
Querem a paz, mas não cessam de fomentar conflitos.

Promovem as satisfações do instinto e anelam por galgar as altas esferas da emoção...
Nada oferecendo a benefício próprio, requerem valores que não merecem.

A mediunidade é uma ponte colocada entre duas posições vibratórias, produzindo fácil intercâmbio.
Preservá-la a qualquer custo, enquanto luz a oportunidade, é relevante e inadiável dever.
O correcto exercício da mediunidade dar-te-á inefáveis alegrias na Terra e após deixares a roupagem carnal.

Não te constitui uma escara ulcerada a drenar misérias morais.
Não excogites, receoso, quantos testemunhos e labores te competem investir, a fim de lograres resultados felizes.
Todo ministério impõe contributo específico.

Cada dever resulta em direitos quanto o fruto descende da flor que se fana.

A mediunidade, extraídas as superstições dos vãos e retiradas as informações do sincretismo religioso negativo, é faculdade paranormal com que te provê a Divindade para a conquista de inexcedíveis valores.

Não tergiverses quanto ao aprimorá-la.

Medita:
. os pais são médiuns da vida;
. o operário é o médium da obra que executa;
. o oleiro é médium da forma;
. o agricultor é médium da abundância do solo;
. o escriba é médium das letras;
. o orador edificante é médium das alocuções formosas...

Mediunidade espírita,
porém, é a que faculta o intercâmbio consciente, responsável, entre o mundo físico e o espiritual, facultando a sublimação das provas pela superação da dor e pela renúncia às paixões, ao mesmo tempo abrindo à criatura os horizontes luminosos para a libertação total, mediante o serviço aos companheiros do caminho humano, gerando amor com os instrumentos da caridade redentora de que ninguém pode prescindir.

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Interferência Espiritual

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jan 26, 2011 10:34 pm

Interferência Espiritual
Livro: Oferenda
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Que os Espíritos interferem na vida dos homens, não há dúvida.

Afinal, os Espíritos são as almas dos homens, que viveram na Terra, com as suas paixões perniciosas, com as suas aspirações elevadas.

Que a vida responde conforme a qualidade da sementeira de cada um, não se pode negar.

Cada semente repete a espécie, sempre e indefinidamente.

Que o homem actual é o somatório dos seus actos procedentes das reencarnações passadas, não há porque contestá-lo.

Qualquer edificação resulta da reunião das peças que são aplicadas na sua execução.

Que as situações, pessoas e realidades que a criatura defronta são decorrências dos investimentos morais e espirituais utilizados, ninguém deve desconhecer.

Toda acção produz uma reacção semelhante.

Que o futuro está sendo construído enquanto o ser age no presente, não se refuta.

Qualquer movimento gera uma correspondente onde que se espraia ao infinito.

O homem não é o autor da própria vida, todavia, e o responsável por ela.

O que se pensa vai plasmado no mundo mental, a fim de condensar-se na esfera física.

Onde e como aspira a vida, esta mais cedo ou mais tarde se expressa.

Foge às situações perturbadoras e fixa-te aos propósitos dignificantes e assim fruirás paz.

Elabora uma programação altruística e cumpre-a, em cujo mister encontrarás alegria.

Firma propósitos de renovação moral para superar imperfeições e limites, engajando-te no labor do optimismo, que te enriquecerá de saúde íntima.

Conforme teus pensamentos - as aspirações -, tuas tarefas - as acções habituais -, sintonizarás com os Espíritos que, doentios, perturbadores e egoístas ou sadios, instrutores e nobres, interferirão em tua vida, fazendo-te escravo ou facultando-te aprendizagem em campo de educação superior.

O que hoje produzas ressumará depois, implantado que se encontra nos tecidos subtis das tuas realidades espirituais.

Actua bem, sempre ligado ao amor e o amor te responderá com eficiência, mediante a interferência dos Mentores da Vida Mais Alta, na programática da tua existência.

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Adivinhações

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jan 26, 2011 10:35 pm

Adivinhações
Livro: Encontro Marcado
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Diante dos que usam cultura ou mediunidade para traçar prognósticos, acerca do futuro, não é necessário dizer que nos cabe acompanhar-lhes as experiências com a melhor atenção.

A ciência é neta da curiosidade e filha do estudo.

A alquimia da Idade Média iniciou as realizações da química moderna.

De certa maneira, os astrólogos do pretérito começaram a obra avançada dos astrónomos de hoje.

O conhecimento nasce do esforço de quantos se dedicam a desentranhá-lo da obscuridade ou da ignorância.

No entanto, do respeito aos irmãos da Humanidade que se consagram ao mister da adivinhação, não se infere que devemos aceitar-lhes cegamente as afirmativas.

Especialmente no que se reporte a profecias inquietantes, é imperioso ouvi-los com reserva e discrição, porquanto estamos informados pela Doutrina Espírita de que não existe a predestinação para o mal.

Renascemos na Terra, indubitavelmente, com as nossas tendências inferiores e com os nossos débitos, às vezes escabrosos, por ressarcir, mas isso não significa estejamos obrigados a reincidir em velhas ilusões ou reacomodar-nos com a força das trevas.

O aluno regressa à escola na condição de repetente ou se encaminha para os exames de segunda época, a fim de se firmar na dignidade do ensino em que se comprometeu.

Clarividentes que desenvolveram faculdades psíquicas, fora do esclarecimento espírita evangélico, podem recolher observações infelizes a nosso respeito, seja relacionando cenas de nosso passado culposo ou descrevendo quadros menos dignos, projectados mentalmente sobre nós pelas ideias enfermiças daqueles que se fizeram nossos inimigos em outras eras;
e das palavras que articulam podem surgir sombrios vaticínios ou apontamentos desencorajadores, tendentes a enfraquecer-nos a coragem ou aniquilar-nos a esperança.

Oponhamos, porém, a isso a certeza de que estamos reformando causas e efeitos diariamente, em nosso caminho, na convicção de que a Divina Providência nos oferece, incessantemente, através da reencarnação, oportunidades e possibilidade ao próprio reajuste perante as leis da vida, armando-nos de recursos e bênçãos, dentro e fora de nós.

Conquanto estudando sempre os fenómenos que nos rodeiam, abstenhamo-nos de admitir o determinismo do erro, do desequilíbrio, da queda ou da criminalidade.

Hoje é e será constantemente a ocasião ideal para transformarmos maldição em bênção e sombra em luz.

Ergamo-nos, cada manhã, com a decisão de fazer o melhor ao nosso alcance e reconheçamos que o próprio Sol se deixa contemplar, nos céus, de alvorecer em alvorecer, como a declarar-nos que o Criador Supremo é o Deus da justiça, mas também da Misericórdia, da Ordem e da Renovação.

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Educação Mediúnica

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jan 26, 2011 10:36 pm

Educação Mediúnica
Livro: Oferenda
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

O exercício da mediunidade impõe disciplina, equilíbrio, perseverança e sintonia.

A disciplina, moral e mental, criará hábitos salutares que atrairão os Espíritos Superiores interessados no intercâmbio entre as duas esferas da Vida, facilitando o ministério.

O equilíbrio, no comedimento das atitudes, durante a absorção dos fluidos e posterior comunhão psíquica com os desencarnados, auxiliará de forma eficaz na filtragem do pensamento e da exteriorização dele.

A perseverança no labor produzirá um clima de harmonia no próprio médium, que se credenciará ao serviço do bem junto aos Obreiros da Vida Mais Alta, objectivando os resultados felizes.

A sintonia decorrerá dos elementos referidos, porque se constitui do perfeito entrosamento entre o agente e o percipiente na tarefa relevante.

Transitória e fugaz, a mediunidade, para ser exercida, necessita da interferência dos Espíritos, sem o que a faculdade, em si mesma, se deteriora ou desaparece.

Quanto mais trabalhada, mais fáceis se fazem os registos, cujas informações procedem do além-túmulo.

As disposições morais do médium são de vital importância para os cometimentos a que ele se vincula, pelo impositivo da reencarnação.

Não apenas o anelar pelo bem, mas o executar das acções de enobrecimento.

Não apenas nos instantes ao mister dedicado, mas num comportamento natural de instrumento da Vida.

Sendo recurso valioso de quem se encontra no meio, na condição de instrumental, imprescindível a conscientização do intermediário em favor dos resultados felizes.

A educação do médium, coordenando atitudes, corrigindo falhas de qualquer natureza evitando estertores e distúrbios, equilibrando o pensamento e dirigindo-o é técnica que resultará eficaz para uma sintonia correta.

Nesse sentido, a evangelização espírita se impõe em carácter de urgência, evitando-se a vinculação com práticas e superstições perfeitamente dispensáveis.

São os requisitos morais que respondem pelos resultados favoráveis ou não, na tarefa mediúnica.

Jesus recomendou com sabedoria aos Sues discípulos, portadores da mediunidade:
- "Curai os enfermos, expulsai os demónios, daí de graça o que de graça recebestes" -, numa directriz que não dá qualquer margem à evasão do dever tampouco à acomodação com o erro, à indolência ou à colecta de lucros materiais ou morais, como decorrência da prática mediúnica.

O galardão de quem serve é alegria de servir.

Doa as tuas horas disponíveis ao exercício da mediunidade nobre:
.fala, escreve, ensina, aplica passes, magnetiza a água pura, ora em favor do teu próximo, intervém com bondade e optimismo nas paisagens enfermas de quem te busca, ajuda, evangeliza os Espíritos com perturbação, sobretudo, vive a lição do bem, arrimado à caridade, pois médium sem caridade pode ser comparado a cadáver de boa aparência, no entanto, a caminho da degeneração.

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Médium - Ser ou não ser

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jan 26, 2011 10:37 pm

Médium - Ser ou não ser
Livro: No Mundo da Mediunidade
Odilon Fernandes & Carlos A. Baccelli

"E que desde a infância sabes as sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus."
2 Timóteo, cap. 3 - v.15

Neste trecho de sua carta, Paulo lembra a Timóteo que, desde a infância, o jovem discípulo havia sido orientado nas sagradas letras e que, consequentemente, a sua responsabilidade era maior.

Notemos que o apóstolo fala em sabedoria decorrente do Evangelho e não do conhecimento advindo da Ciência - "sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus".

Quantos não são os que não sabem se salvar pela crença?
Quantos os medianeiros que desprezam na mediunidade a possibilidade de elevação espiritual?
E quantos os que não aproveitam a oportunidade que a tarefa mediúnica lhes confere, para viverem em paz consigo mesmos?

A condição mediúnica, por si só, nada significa.
Ser ou não ser médium é uma questão de somenos.
O problema é de direccionamento.

Muitos nascem em berço espírita e renegam a fé;
.outros reencarnam com excelentes possibilidades no campo mediúnico e as ignoram...

Paulo, quando conheceu o Evangelho, já tinha se equivocado muito.
Neste sentido, ele recorda a Timóteo os privilégios do jovem companheiro que, desde os primeiros dias, recebera de sua mãe e de sua avó, Eunice e Lóide, segura formação espiritual.

Os que conhecem o caminho a ser trilhado e dele, voluntariamente, se afastam, serão duplamente responsabilizados.

É natural que o médium sem Doutrina cometa despautérios.
Todavia como ficaremos ante aquele cujas faculdades mediúnicas foram adestradas na casa espírita, mas, mesmo assim, se desvirtua?

Infelizmente, muitos dos que se fazem médiuns no Espiritismo, depois de lhe desfrutar das prerrogativas, renunciam à sua condição de espíritas, mas não abrem mão de serem médiuns - querem a mediunidade, mas não a querem com as suas implicações éticas.

Alguns aos quais estamos nos referindo, por interesses os mais escusos, abjuram, mais tarde, a fé espírita e chegam a criar doutrinas paralelas - doutrinas que não lhes exijam tanto em termos de renovação íntima.

O médium que não souber ser médium para a salvação de si mesmo pela fé em Cristo Jesus, melhor que renuncie à mediunidade e se contente com tarefas que lhe imponham menor responsabilidade.

Espiritismo tem ensinado o caminho da abordagem do Mundo Espiritual a muitos medianeiros que, depois, o desprezam!

A observação de Paulo a Timóteo soa como um alerta profundo a todos.
Na elaboração de seu pensamento, o apóstolo coloca a sua afirmação sob condição:
- "sabes as letras sagradas que podem tornar-te sábio"...

O conhecimento da Verdade pode ou não ser útil a quem o detém.

Ser espírita ou ser médium, simplesmente pelo facto de o ser, é como ser isto ou aquilo, tanto fez ou tanto faz.
O rótulo nem sempre revela satisfatoriamente o conteúdo.
O que mais transcende numa flor é o seu perfume e não propriamente a sua aparência.

Por este motivo, a todos quantos se candidatem a qualquer actividade mediúnica recomendamos, primeiro, que respondam com toda a sinceridade possível, a si mesmos, a seguinte pergunta:
- Qual é a razão de eu estar querendo ser médium?

Muita Paz

Gilberto Adamatti

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Recado aos Médiuns

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jan 27, 2011 9:49 pm

Recado aos Médiuns
Página recebida no dia 24 de março de 1978
Casimiro Cunha & Newton Boechat

Se pretendes converter
Mediunidade em dinheiro,
Reflecte bem, meu amigo,
Ouve este teu companheiro...

A faculdade que tens
Pode ser teu alvará,
Libertando-te, de vez,
De um destino ao deus-dará.

Se não zelas como deves
Tua faculdade de luz,
Carregarás, no porvir,
Dolorosa e negra cruz...

Quem mercantiliza o dom
Da mediunidade, agora,
É candidato, mais tarde,
Aos espinhos, vida afora.

Se te julgas inferior
A carregar tentações,
Mediunidade, em Jesus,
Anula as imperfeições.

Trabalhando em benefício
Dos tristes e infortunados,
Da lavoura da existência
Colhes frutos sazonados.

0 bom médium é sempre aquele
Que ao bem se entrega contente,
Sem esperar recompensa,
Seguindo, radioso, à frente.

Se já tens uma semana
De Espiritismo e Evangelho,
Busca na mediunidade
Transformar teu "homem velho".

Farás crescer o "homem-novo"
Que deve em ti aflorar,
Toda vez que dispuseres
Na seara trabalhar.

Deixando que ignorantes
E sofredores se expressem,
Tu podes auxiliá-los
Na busca do que carecem.

Se incorporas operários
Que vêm da Vida Mais Alta,
Também és beneficiado
De tudo o que a ti faz falta.

Os escritores do Além,
Poetas, sábios, artistas,
Usarão tua faculdade
E assim a luz mais conquistas.

Um dia a morte levou
Seres desorientados
Que podem por teu intermédio
Ser no amor recuperados.

Tensos, cansados, doentes,
Corações impedernidos
Converter-se-ão no bem
Se tu lhes deres ouvidos.

Por fim te desejo aqui
Boa e bela actividade
Na tarefa entre dois mundos
Que te dê tranquilidade.

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Perante as Revelações do Passado e do Futuro

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jan 27, 2011 9:50 pm

Perante as Revelações do Passado e do Futuro
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Observar o maior critério em tudo o que se refira a revelações do pretérito, fugindo ao reerguimento infrutífero de cadáveres que devem prosseguir sepultados na cinza do tempo.

O passado é a causa viva, mas não soluciona o presente.

Convencer-se de que, por enquanto, ninguém se inteirará de acontecimentos anteriores à encarnação actual, por motivos banais ou frívolos.

A Sabedoria Superior, em revelando o passado de alguém, cogita do bem de todos.

Afugentar preocupações com existências transcorridas, de vez que qualquer informação nesse sentido deve ser espontânea por parte do Plano Superior, que julga acertadamente quanto ao que mais convém à responsabilidade.

O que passou está gravado.

Tranquilizar-se quanto a sucessos porvindouros, analisando com lógica rigorosa todos os estudos referentes a predições.

A profecia real tem sinais divinos.

Jamais impressionar-se com prognósticos astrológicos desfavoráveis, na certeza de que, se as influências inclinam, a nossa vontade é força determinante.

Temos connosco a vida que procuramos.

Guardar em mente que muitas almas regressam à Vida Maior carregando consigo enormes frustrações pelos equívocos a que se afeiçoaram, por terem aceitado revelações destituídas de crédito.

Somos herdeiros de nossos próprios actos.

"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm."
Paulo. (I CORÍNTIOS, 6:12.)

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Do Médium

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jan 27, 2011 9:51 pm

Do Médium
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Esquivar-se à suposição de que detém responsabilidades ou missões de avultada transcendência, reconhecendo-se humilde portador de tarefas comuns, conquanto graves e importantes como as de qualquer outra pessoa.

O seareiro do Cristo é sempre servo, e servo do amor.

No horário disponível entre as obrigações familiares e o trabalho que lhe garante a subsistência, vencer os imprevistos que lhe possam impedir o comparecimento às sessões, tais como visitas inesperadas, fenómenos climatéricos e outros motivos, sustentando lealdade ao próprio dever.

Sem euforia íntima não há exercício mediúnico produtivo.

Preparar a própria alma em prece e meditação, antes da actividade mediúnica, evitando, porém, concentrar-se mentalmente para semelhante mister durante as explanações doutrinárias, salvo quando lhe caibam tarefas especiais concomitantes, a fim de que não se prive do ensinamento.

A oração é luz na alma reflectindo a Luz Divina.

Controlar as manifestações mediúnicas que veicula, reprimindo, quanto possível, respiração ofegante, gemidos, gritos e contorções, batimentos de mãos e pés ou quaisquer gestos violentos.

O medianeiro será sempre o responsável directo pela mensagem de que se faz portador.

Silenciar qualquer prurido de evidência pessoal na produção desse ou daquele fenómeno.

A espontaneidade é o selo de crédito em nossas comunicações com o Reino do Espírito.

Mesmo indirectamente, não retirar proveito material das produções que obtenha.

Não há serviço santificante na mediunidade vinculada a interesses inferiores.

Extinguir obstáculos, preocupações e impressões negativas que se relacionem com o intercâmbio mediúnico, quais sejam, a questão da consciência vigilante ou da inconsciência sonambúlica durante o transe, os temores inúteis e as susceptibilidades doentias, guiando-se pela fé raciocinada e pelo devotamento aos semelhantes.

Quem se propõe avançar no bem, deve olvidar toda causa de perturbação.

Ainda quando provenha de círculos bem intencionados, recusar o tóxico da lisonja.

No rasto do orgulho, segue a ruína.

Fugir aos perigos que ameaçam a mediunidade, como sejam a ambição, a ausência de autocrítica, a falta de perseverança no bem e a vaidade com que se julga invulnerável.

O medianeiro carrega consigo os maiores inimigos de si próprio.

"Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil."
Paulo. (I CORÍNTIOS, 12:7.)

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Perante os Mentores Espirituais

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jan 27, 2011 9:52 pm

Perante os Mentores Espirituais
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Ponderar com especial atenção as comunicações transmitidas como sendo da autoria de algum vulto célebre, e somente acatá-las pelos conceitos com que se enquadrem à essência doutrinária do Espiritismo.

A luz não se compadece com a sombra.

Abolir a prática da invocação nominal dessa ou daquela entidade, em razão dos inconvenientes e da desnecessidade de tal procedimento em nossos dias, buscando identificar os benfeitores e amigos espirituais pelos objectivos que demonstrem e pelos bens que espalhem.

O fruto dá notícia da árvore que o produz.

Apagar a preocupação de estar em permanente intercâmbio com os Espíritos protectores, roubando-lhes tempo para consultá-los a respeito de todas as pequeninas lutas da vida, inclusive problemas que deva e possa resolver por si mesmo.

O tempo é precioso para todos.

Acautelar-se contra a cega rendição à vontade exclusiva desse ou daquele Espírito, e não se viciar em ouvir constantemente os desencarnados, na senda diária, sem maior consideração para com os ensinamentos da própria Doutrina.

Responsabilidade pessoal, património intransferível.

Honrar o nome e a memória dos mentores que lhe tenham sido companheiros ou parentes consanguíneos na Terra, abstendo-se de endereçar-lhes peditórios desregrados ou descabidas exigências.

A comunhão com os bons cria para nós o dever de imitá-los.

Furtar-se de crer em privilégios e favores particulares para si, tão somente porque esse ou aquele mentor lhe haja dirigido a palavra pessoal de encorajamento e carinho.

Auxílio dilatado, compromisso mais amplo.

"Amados, não creiais a todo Espírito, mas provai se os Espíritos são de Deus".
(I João, 4:1)

Muita Paz

Gilberto Adamatti

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Campo Fluídico

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jan 27, 2011 9:52 pm

Campo Fluídico
Livro: Mediunidade & Auto-conhecimento
Espírito Augusto & Clayton Levy

"Para que um Espírito possa comunicar-se é necessário haver entre ele e o médium relações fluídicas que nem sempre se estabelecem de maneira instantânea."
O Livro dos Médiuns, cap. 17 - 203

Quase tudo que se pode observar no mundo exterior nasce de forças ocultas aos olhos humanos.

No subsolo terrestre, por exemplo, tanto pode surgir a água que serve à vida quanto a lava que arrasa colectividades.

Do mesmo modo, a flor que balsamiza e o espinheiro que fere, nascem de sementes que lhes servem de matrizes dentro da terra.

Valendo-se destas imagens, será possível constatar que, no intercâmbio mediúnico, o campo fluídico, constituindo um dos componentes necessários ao fenómeno, nasce, primeiro, no mundo interior do próprio intermediário.

Mediunidade é sintonia.

Sintonia significa conjugação de ondas.

E as ondas brotam das profundezas do ser, onde se localiza o foco de forças psíquicas, responsável pela atmosfera fluídica que caracteriza cada um.

Como toda pessoa apresenta oscilações dentro do campo de ideias em que gravita, é compreensível que as relações fluídicas, necessárias ao intercâmbio, não se estabeleçam de forma instantânea logo nas primeiras tentativas e exercícios.

A qualidade, na comunicação mediúnica, requer tempo, disciplina, estudo e paciência.

Por essa razão, além do devido preparo no campo teórico, caberá ao medianeiro analisar o seu mundo interior, a fim de avaliar as condições fluídicas que oferece ao intercâmbio.

Que pensamentos cultivas?
Que emoções carregas?
Que ideais alimentas?

Tenta responder, para ti mesmo, a estas questões, porque todo médium é responsável pela sintonia que estabelece, cabendo a cada um cultivar, no solo da alma, as sementes da caridade e a água limpa do amor, para que os resultados colhidos externamente não se limitem à curiosidade inútil, mas conduzam a uma reflexão capaz de ensejar paz, consolação e luz.

Muita Paz

Gilberto Adamatti

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Do Dirigente de Reuniões Doutrinárias

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jan 29, 2011 12:19 am

Do Dirigente de Reuniões Doutrinárias
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Ser atencioso, sereno e compreensivo no trato com os enfermos encarnados e desencarnados, aliando humildade e energia, tanto quanto respeito e disciplina na consecução das próprias tarefas.

Somente a forja do bom exemplo plasma a autoridade moral.

Observar rigorosamente o horário das sessões, com atenção e assiduidade, fugindo de realizar sessões mediúnicas inopinadamente, por simples curiosidade ou ainda para atender a solicitação sem objectivo justo.

Ordem mantida, rendimento avançado.

Em favor de si mesmo e dos corações que se lhe associam à experiência, não se deixar conduzir por excessiva credulidade no trabalho direccional, nem alimentar, igualmente, qualquer prevenção contra pessoas ou assuntos.

Quem se demora na margem, sofre atraso em caminho.

Interdizer a participação de portadores de mediunidade em desequilíbrio nas tarefas sistematizadas de assistência mediúnica, ajudando-os discretamente no reajuste.

Um doente-médium não pode ser um médium-sadio.

Colaborar para que se não criem situações constrangedoras para qualquer assistente, seja ele médium, enfermo ou acompanhante, procurando a paz de todos em todas as circunstâncias.

O proveito de uma sessão é fruto da paz.

Impedir, sem alarde, a presença de pessoas alcoolizadas ou excessivamente agitadas nas assembleias doutrinárias, exceptuando-se nas tarefas programadas para tais casos.

A caridade não dispensa a prudência.

Esclarecer com bondade quantos se apresentem sob exaltação religiosa ou com excessivo zelo pela própria Doutrina Espírita, à feição de fronteiriços do fanatismo.

O conselho fraterno existe como necessidade mútua.

Desaprovar o emprego de rituais, imagens ou símbolos de qualquer natureza nas sessões, assegurando a pureza e a simplicidade da prática do Espiritismo.

Mais vale um sentimento puro que centenas de manifestações exteriores.

Rejeitar sempre a condição simultânea de dirigente e médium psicofónico, por não poder, desse modo, atender condignamente nem a um nem a outro encargo.

Em qualquer actividade, a disciplina sedimenta o êxito.

Fugir de julgar-se superior somente por estar na cabina de comando.

Não é a posição que exalta o trabalhador, mas sim o comportamento moral com que se conduz dentro dela.

“Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele.”
Paulo. (COLOSSENSES, 2:4.)

Muita Paz

Gilberto Adamatti

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Espiritismo na Fé

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jan 29, 2011 12:20 am

Espiritismo na Fé
Livro: O Pão Nosso
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

"E estes sinais seguirão aos que crerem;
.em meu nome expulsarão os demónios;
.falarão novas línguas."
Jesus. (Marcos, 16:17).

Permanecem as manifestações da vida espiritual em todos os fundamentos da Revelação Divina, nos mais variados círculos da fé.

Espiritismo em si, portanto, deixa de ser novidade, dos tempos que correm, para figurar na raiz de todas as escolas religiosas.

Moisés estabelece contacto com o plano espiritual no Sinai.

Jesus é visto pelos discípulos, no Tabor, ladeado por mortos ilustres.

O colégio apostólico relaciona-se com o Espírito do Mestre, após a morte d'Ele, e consolida no mundo o Cristianismo redentor.

Os mártires dos circos abandonam a carne flagelada, contemplando visões sublimes.

Maomé inicia a tarefa religiosa, ouvindo um mensageiro invisível.

Francisco de Assis percebe missionários do Céu que o exortam à renovação da Igreja.

Lutero regista a presença de seres de outro mundo.

Teresa d'Ávila recebe a visita de amigos desencarnados e chega a inspeccionar regiões purgatoriais, através do fenómeno mediúnico do desdobramento.

Sinais do reino dos Espíritos seguirão os que crerem, afirma o Cristo.

Em todas as instituições da fé, há os que gozam, que aproveitam, que calculam, que criticam, que fiscalizam... esses são, ainda, candidatos à iluminação definitiva e renovadora.

Os que crêem, contudo, e aceitam as determinações de serviços que fluem do Alto, serão seguidos pelas notas reveladoras da imortalidade, onde estiverem.

Em nome do Senhor, emitindo vibrações santificantes, expulsarão a treva e a maldade, e serão facilmente conhecidos, entre os homens espantados, porque falarão sempre na linguagem nova do sacrifício e da paz, da renúncia e do amor.

Muita Paz

Gilberto Adamatti

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Caminho da Auto-Iluminação

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jan 29, 2011 12:21 am

Caminho da Auto-Iluminação
Livro: Momentos de Iluminação
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

O homem atinge um alto nível de evolução quando consegue unir o sentimento e o conhecimento, utilizando-os com sabedoria.

Nesse estágio é lhe mais fácil desenvolver a paranormalidade, realizando o auto-descobrimento e canalizando as energias anímicas e mediúnicas para o serviço de consolidação do bem em si mesmo e na sociedade.

O seu amadurecimento psicológico permite-lhe compreender toda a magnitude das faculdades parapsíquicas, superando os impedimentos que habitualmente se lhe antepões à educação.

Desse modo, a mediunidade põe-no em contacto com o mundo espiritual de onde procede a vida e para a qual retorna, quando cessado o seu ciclo material, ensejando-lhe penetrar realidades que se demoram ignoradas, incursionando com destreza além das vibrações densas do corpo carnal.

O exercício das faculdades mediúnicas, no entanto, se reveste de critérios e cuidados, que somente quando levados em conta propiciam os resultados pelos quais se anelam.

A mediunidade é inerente a todos os indivíduos em graus de diferente intensidade.

Como as demais, é uma faculdade amoral, manifestando-se em bons e maus, nobres e delinquentes, pobres e ricos.

Pode expressar-se com alta potencialidade de recursos em pessoas inescrupulosas, e quase passar despercebida em outras, portadoras de elevadas virtudes.

Surge em criaturas ignorantes, enquanto não é registada nas dotadas de cultura.

É património da vida para crescimento do ser no rumo da sua destinação espiritual.

O uso que se lhe dê, responderá por acontecimentos correspondentes no futuro do seu possuidor.

Uma correcta educação da mediunidade tem início no estudo das suas potencialidades: causas, aplicações e objectivos.

Adquirida a consciência mediúnica, o exercício sistemático, sem pressa, contribui para o equilíbrio das suas manifestações.

Uma conduta saudável calcada nos princípios evangélicos atrai os Bons Espíritos, que passam a cooperar em favor do medianeiro e da tarefa que ele abraça, objectivando os melhores resultados possíveis do empreendimento.

O direccionamento das forças mediúnicas para fins elevados propicia qualificação superior, resultando em investimento de sabor eterno.

Se te sentes portador de mediunidade, encara-a com sincero equilíbrio e dispõe-te a aplicá-la bem.

O homem ditoso do futuro será um indivíduo PSI, um sensível e consciente instrumento dos Espíritos, ele próprio lúcido e responsável pelos acontecimentos da sua existência.

Desveste-te de quaisquer fantasias em torno dos fenómenos de que és objecto e encara-os com realismo, dispondo-te a sua plena utilização.

Amadurece reflexões em torno deles e resguarda-os das frivolidades, exibicionismos vãos, comercialização vil, recurso para a exaltação da personalidade ou das paixões inferiores.

Sê paciente com os resultados e perseverante nas realizações.

Toda sementeira responde à medida que o tempo passa.

A educação da mediunidade requer tempo, experiência, ductibilidade do indivíduo, como sucede com as demais faculdades e tendências culturais, artísticas e mentais que exornam o homem.

Quem seja portador de cultura, de bondade e sinta a presença dos fenómenos paranormais, está a um passo da realização integral, a caminho próximo da auto iluminação.

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Perante a Mediunidade

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jan 29, 2011 12:21 am

Perante a Mediunidade
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Reprimir qualquer iniciativa tendente a assinalar a mediunidade, o médium ou os factos mediúnicos como extraordinários ou místicos.

O intercâmbio mediúnico é acontecimento natural e o médium é um ser humano como qualquer outro.

Certificar-se de que o exercício natural da mediunidade não exime o médium da obrigação de viver profissão honesta na sociedade a que pertence.

Não pode haver assistência digna onde não há dever dignamente cumprido.

Precaver-se contra as petições inadequadas junto à mediunidade.

Os médiuns são companheiros comuns que devem viver normalmente as experiências e as provas que lhes cabem.

Por nenhuma razão elogiar o medianeiro pelos resultados obtidos através dele, lembrando-se que é sempre possível agradecer sem lisonjear.

Para nós, todo o bem puro e nobre procede de Jesus Cristo, nosso Mestre e Senhor.

Ainda mesmo premido por extensas dificuldades, colocar o exercício da mediunidade acima dos eventos efémeros e limitados que varrem constantemente os panoramas sociais e religiosos da Terra.

A mediunidade nunca será talento para ser enterrado no solo do comodismo.

Conversar sobre fenómenos mediúnicos e princípios espíritas apenas em ambientes receptivos.

Há terrenos que ainda não estão amanhados para a semeadura.

Prosseguir sem vacilações no consolo e no esclarecimento das almas, esquecendo espinheiros e pedras do vale humano, para conquistar a luz da imortalidade que fulgura nos cimos da vida.

Desenvolver-se alguém mediunicamente, a bem do próximo, é ascender em espiritualidade.

"E nos últimos dias acontecerá, diz o Senhor, que do meu espírito derramarei sobre toda carne."
(ATOS, 2:17.).

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Harpa Silenciosa

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jan 29, 2011 12:22 am

Harpa Silenciosa
Livro: Conviver e Melhorar - 05
Lourdes Catherine & Francisco do Espírito Santo Neto

Factores limitantes:
. Estou iniciando o desenvolvimento da mediunidade.
. Sou médium consciente e por isso estou inseguro quanto à veracidade do fenómeno espiritual que ocorre comigo.
. Estou perdido em meu mundo interno e
(por que não dizer?) um tanto confuso.

. Tenho ideias geniais, mas, em determinados momentos, irreais e excêntricas.
. Não sei distinguir o que é meu do que é dos espíritos!
. O que eles dizem está certo ou errado?
. Devo seguir suas orientações em todos os momentos?

Expandindo nossos horizontes:
Os Espíritos Superiores não ditam normas de conduta a ninguém.
Eles têm um enorme respeito pelo livre-arbítrio de cada um.

Sabem que, na actual etapa evolutiva da humanidade, a compreensão da verdade é muito relativa.
O que hoje se entende de uma maneira amanhã sofrerá mudança e aperfeiçoamento e se compreenderá de outra forma.

Em face do avanço das ciências e das ideias, tudo se rectifica continuamente.
...por isso que os Espíritos verdadeiramente superiores nos recomendam, sem cessar, submeter todas as comunicações ao controle da razão e da mais severa lógica.

Sensibilidade mediúnica é uma “harpa silenciosa” criada pelo sopro divino para sonorizar as melodias da criatividade e da evolução espiritual.

Mediunidade é uma faculdade natural do ser humano e ocorre em determinado momento de sua evolução.
É um fenómeno irreversível, quer dizer, não se pode evitá-lo, pois faz parte do desenvolvimento inato das criaturas.

O sentido da palavra desenvolver é desenrolar, abrir ou libertar algo que estava envolvido.
Os botões de gerânio se formam inclinando-se para fora dos vasos ou descendo pelos muros de pedra, desabrochando suas pétalas pouco a pouco em forma de flor.
As madressilvas, com seu perfume doce e suave, medram nos campos, transformando tudo em sua volta, num encantamento inebriante.

Podemos dizer que uma semente completou seu ciclo evolutivo quando se tornou um vegetal adulto.
Nela havia em gérmen um potencial a se manifestar.

Em vista disso, concluímos que o princípio do perfume ou das pétalas está no âmago de suas flores, assim como as faculdades psíquicas existem no homem em estado latente.

Temos o hábito de falar em desenvolvimento de um programa, porque ele também, no estágio inicial, começou de uma ideia, ou seja, de seu embrião intelectual.

Com a visão ampliada a respeito do significado linguístico dessa palavra, percebemos que nenhum desenvolvimento pode ocorrer de fora para dentro.
Ele sempre tem início a partir de uma potencialidade já existente em estado natural.

Portanto, a mediunidade é apenas um canal inerente às criaturas, capaz de registar mensagens das dimensões invisíveis da Vida.

Continua...
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Re: ESTUDOS DOUTRINÁRIOS

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jan 29, 2011 12:24 am

Continuando...

Não se preocupe com sua consciência durante as comunicações.
O médium é um filtro imprescindível ao pensamento do espírito comunicante e seus sentidos não podem ser completamente desprezados.
As funções mentais, intelectuais, emocionais e espirituais do medianeiro somam-se às do espírito no ato mediúnico, produzindo a mensagem falada ou escrita.

Para que possamos identificar aquilo que é genuinamente nosso sentimento, ideia, pensamento e emoção, é preciso antes conhecer e compreender bem nosso mundo interior.

É óbvio que as leituras clássicas e as complementares da Doutrina Espírita vão auxiliar muito o desenvolvimento de sua mediunidade.
Mas, antes de pedir opiniões aqui e acolá, procure analisar os fenómenos com seus critérios e valores mais íntimos.

A maneira mais segura de você não ser ludibriado pelos espíritos desencarnados e também (por que não dizer?) pelos encarnados, é não usar o senso comum, mas seu senso interior.
Evidente que você o possui, e quanto mais você usá-lo, mais ele se tornará claro e eficiente, mantendo sua consciência desperta e evidenciando sua sabedoria interior.

Somos uma unidade físico-psíquico-espiritual e precisamos dar a cada coisa sua devida importância.
Identificando de modo gradual nossos estados interiores, não seremos levados a confundi-los com os dos outros.

Identificar quer dizer registar algo - um facto, um encontro, uma sensação, um lugar - que pode ou não pertencer à nossa identidade.

Para aprendermos o que é nosso, é necessário olhar para dentro de nós mesmos, com toda a clareza que pudermos, além do corpo somático, abstraindo-nos das ideias preconcebidas, dos sentidos externos e dos papéis que representamos na vida.

Permanecendo nesse exercício de constante auto-identificação, veremos, pouco a pouco, o que estamos sentindo e absorvendo: as energias alheias, ou as nossas próprias sensações energéticas.

A identificação/desidentificação vai modificar nossa postura interior diante das pessoas e das situações exteriores, ou seja, iremos distinguir aquilo que pensamos ser ou pensamos sentir daquilo que realmente somos e sentimos.

A abertura da sensibilidade pode proporcionar-nos momentos de muito júbilo.

Nossa ligação com os planos superiores da Vida se reverte num extraordinário repositório de lucidez e serenidade para o nosso coração.

O ser humano torna-se original apenas quando percebe o toque da inspiração divina em si mesmo.

Mediunidade são pupilas invisíveis para vermos e admirarmos os espectáculos ocultos do Universo.
É ver sem valer-se dos olhos, é saber antes de tomar conhecimento dos factos.


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Consciência e Mediunidade

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jan 29, 2011 10:06 pm

Consciência e Mediunidade
Livro: Momentos de Consciência
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

No complexo mecanismo da consciência humana, a paranormalidade desabrocha, alargando os horizontes da percepção em torno das realidades profundas do ser e da vida.

Explodindo com relativa violência em determinados indivíduos, graças a cuja manifestação surgem perturbações de vária ordem, noutros aparece subtilmente, favorecendo a penetração em mais amplas faixas vibratórias, aquelas de onde se procede antes do corpo e para cujo círculo se retorna depois do desgaste carnal.

Irradiando-se como apercebimento da própria alma em torno do mundo que a rodeia, capta e transmite impressões que propõem mais equilíbrio aos quadros da vida.

Além das manifestações peculiares aos seus atributos, enseja o intercâmbio mediúnico com qualquer receio e ouvirás palavras alentadoras, verás pessoas queridas acercando-se de ti.

Não és uma realidade estática, terminada.

No processo da tua evolução, a mediunidade é campo novo de acção a joeirar, aguardando o arado da tua atenção.

Sem constituir-se um privilégio, é conquista que se te apresenta fascinante, para que mais cresças e melhor desempenhes as tuas tarefas no mundo.

Por ela terás acesso a paisagens felizes, a intercâmbios plenificadores, a momentos de reflexão profunda.
Talvez, em algumas ocasiões, te conduza aos sítios do sofrimento e às pessoas angustiadas que também fazem parte do contexto da evolução.

Sintonizarás com a dor, no entanto, para que despertem os teus valores socorristas e ajudes, compreendendo melhor as leis de causa e efeito, que regem no universo.

Nos outros, os momentos de elevação, adquirirás sabedoria e iluminação para o crescimento eterno, conduzindo contigo aqueles que ainda não lograram caminhar sem apoio.

A mediunidade, para ser dignificada, necessita das luzes da consciência enobrecida.

Quanto maior o discernimento da consciência, tanto mias amplas serão as possibilidades do intercâmbio mediúnico.

Antes de estudar a mediunidade mais profundamente, Allan Kardec perguntou aos Mensageiros da Luz, conforme se lê no item 408, de O Livro do Espíritos:
- E qual a razão de ouvirmos, algumas vezes em nós mesmos, palavras pronunciadas distintamente, e que nenhum nexo têm com o que nos preocupa?

Os Veneráveis elucidaram-no:
- É facto: ouvis até mesmo frases inteiras, principalmente quando os sentidos começam a entorpecer-se.
É, quase sempre, fraco eco do que diz um espírito que convosco se quer comunicar.

Conscientizando-te desta rica responsabilidade mediúnica ao teu alcance, faz silêncio interior, estuda a tua faculdade e, meditando, entra em sintonia com o teu guia espiritual a fim de que ele te conduza com segurança, iluminando e fortalecendo a tua consciência.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Livre Arbítrio e Obsessão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jan 29, 2011 10:07 pm

Livre Arbítrio e Obsessão
Livro: Seara dos Médiuns
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Questão 254 de "O Livro dos Médiuns"

No tratamento da obsessão, frequentes vezes, entre os seareiros do bem, surgem debates em torno do livre-arbítrio.
Se a faculdade de escolher é atributo da alma, como influir no ânimo dos desencarnados menos felizes?
Temos aqui, no entanto, o princípio de causa e efeito, importando reconhecer que se Jesus respeitou as resoluções de quantos lhe respiravam o ambiente, não arrebatou ninguém às consequências dos próprios actos.

-§-

Se caímos na criminalidade, somos espíritos doentes e qualquer doente guarda a sua independência, até o ponto em que ameaça a integridade dos outros ou agrava a condição de si mesmo.

Para atender a isso, a sociedade humana relaciona vários recursos de contenção, destacando-se entre eles a segregação hospitalar e a anestesia involuntária, que parecem atentados à consciência.

Entretanto, ninguém malsinará o médico que administre opiáceos ao enfermo desesperado, que lhe tente rasgar as próprias vísceras, ou que isole na câmara gradeada de um sanatório o louco susceptível de descer às últimas raias da inconsequência.

-§-

Diante da obsessão, não te mostres indiferente à sorte dos irmãos incursos nessa dificuldade.

A pretexto de resguardar o livre-arbítrio, não deixes o companheiro desencarnado e o companheiro da experiência física sem o concurso do esclarecimento que lhes serve ao caminho como inevitável medicação.

Dinamiza o conhecimento quanto julgues preciso, em cada processo de reajuste, mas explica aos irmãos em prova a trilha mais fácil para a libertação deles mesmos.

Ainda assim, porque estejas a serviço da verdade, não te faças verdugo.

Aspereza é veneno subtil.

Irritação retorna qualquer serviço à estaca zero.

Ninguém realmente sabe ensinar se não sabe repetir a lição.

Socorre obsessor e obsidiado, incutindo-lhes a verdade dosada em amor; contudo, recorda que o veículo de semelhante remédio é paciência e paciência.

§.§.§- O-canto-da-ave
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